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‘Do Paraguai’: sete pratos que não vem de onde parecem

‘Do Paraguai’: sete pratos que não vem de onde parecem

Mexicanos, gregos, italianos. Parece que muitos produtos usam adjetivos pátrios que não lhes cabem

Parem as máquinas! Parece que o mercado de consumo adora apropriar-se de adjetivos pátrios para vender mais, mas nem tudo é o que o nome diz. Veja alguns exemplos:

 

Paletas mexicanas

A grande vedete da temporada de verão 2014/2015 não existe no méxico. É isso mesmo. O formato recheado, parrudo e super cremoso não vem da terra do Chapolin. Por lá os picolés são bem mais modestos e feitos apenas com frutas ou outros ingredientes simples e água, sem creme ou recheio. Um dos sabores mais consumidos por lá é flor de hibisco. Morango com recheio de leite condensado fica por conta da criatividade brasileira. E, ao contrário da onda gourmet no Brasil, a marca mais tradicional no México se chama La Michoacana Paleteria y Neveria, que sempre foi vendida em carrinhos, e só recentemente abriu sua primeira loja.

Não há pão francês na França

 

No máximo uma baguete. A confusão aconteceu no século 19. Naquela época, o pão popular da França era curto, cilíndrico, com miolo duro e a casca dourada – um precursor da baguete. Quando a elite brasileira voltava de Paris e descrevia o pão que comia por lá para que os padeiros daqui reproduzissem, acabaram por criar a receita tradicional dos desjejuns brasileiros.

Torta holandesa. Será?

A reportagem do jornal Bem Paraná ligou para a Embaixada da Holanda, em Brasília, e teve uma surpresa: lá ninguém conhece a torta holandesa! Segundo o chef Marcius Temperani, do restaurante O Compadre, de São Paulo, essa delícia que leva biscoito de maisena e chocolate é originária de Campinas. “A receita foi criada por Sílvia Leite, em 1991. Ela era, na época, proprietária de um café no centro de Campinas e deu o nome ?holandesa? à torta em homenagem aos bons momentos que viveu na Europa”, explica o chef.

Churrasco grego. Ou árabe. Ou turco

O famoso churrasco grego, aquele da Praça da Sé, que vem com um suco muito duvidoso, é assim chamado não porque surgiu na Grécia, mas porque o país passou o período entre os séculos XV e XIX sob o domínio do império Turco-Otomano, que levou suas iguarias para o país, entre elas o preparado de carne popularmente conhecido por aqui como churrasco grego. Internacionalmente suas versões grega, turca e árabe são respectivamente conhecidas como gyro, kebab e shawarma.

Hambúrguer

Apesar de ter ficado popular na terra do Tio Sam, como o próprio nome diz, o hambúrguer vem da Alemanha, de Hamburgo, e desembarcou na América no século 19. Os americanos, é claro, popularizaram seu preparo com pão, queijo e condimentos, mas a carne é alemã.

Catchup de peixe

Esse talvez seja o item mais surpreendente dessa lista, mas o catchup não nasceu nos Estados Unidos e nem na Europa. Sua origem é chinesa e data de meados do século X, segundo Dan Jurafsky, professor da Universidade de Stanford e autor do livro ?The Language of Food?, em palestra durante o South By SouthWest 2015. O catchup começou a ser feito de maneira bem diferente, era um caldo de peixe fermentado com arroz e condimentos, levado à Europa pelos ingleses em 1600 e tornou-se uma importante commodity. Com o tempo, a receita foi ganhando variações, como catchup de cogumelos, nozes e anchovas. Até chegarem ao contemporâneo tomate e levado aos EUA, onde a receita foi adicionada de açúcar aos montes e ganhou o gosto popular.

 

Bife à parmegiana

O prato que faz sucesso no Brasil nunca passou pelas cozinhas italianas. Foi inventado aqui mesmo no Brasil, em São Paulo. Mas na terra da bota o mais parecido que se pode encontrar é o cotoletta alla milanese (bife à milanesa) e a parmigiana di melanzane (berinjela à parmigiana). O termo parmigiana segundo o Devoto-Oli, dicionário muito famoso por lá, significa ?cozinhar à maneira de Parma, isto é, como os habitantes da cidade de Parma, preparar os legumes em camadas.? Não coincidentemente, na Sicília, a palavra deriva de parmiciana, que se refere a janelas com tiras de madeira em camadas, semelhantes às nossas persianas. Exatamente a forma como é montado prato. Termologias usadas para reforçar a disputa pela autoria da receita, segundo o portal Sem Medida.

 

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