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Dia Mundial do Chocolate: um setor que cresceu na pandemia

Dia Mundial do Chocolate: um setor que cresceu na pandemia

O Brasil é, hoje, o sétimo maior produtor de cacau do mundo
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Uma das mais verdadeiras felicidades pode estar contida dentro de uma pequena embalagem. Convenhamos, uma barra de chocolate tem o poder de melhorar o dia das pessoas e seu consumo tem se tornado um hábito mais… brasileiro, digamos assim. No Dia Mundial do Chocolate, nota-se uma mudança no comportamento das pessoas, que se mostrou mais proeminente na pandemia: um alto consumo do alimento.

Segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), realizada pelo Instituto Kantar, em 2020 o setor sofreu um aumento considerável: a taxa de penetração cresceu 1,5% em relação a 2019. Isso significa dizer que, hoje, o chocolate já atinge mais de 82,6% das casas brasileiras e tem se tornado uma sobremesa cada vez mais acessível.

De acordo com o estudo, a frequência de compra do chocolate também aumentou 9,3% em 2020 e segue em crescimento em 2021. Medindo em quantidade de visitas a pontos de venda especificamente para a compra do produto, o brasileiro foi 8,2 vezes comprar chocolate. Em 2019, esse valor era de 7,5 vezes.

“A cesta de alimentos em geral foi uma das mais positivamente impactadas pela pandemia, crescendo em valor acima da média de outros setores, como bebidas, Higiene e Beleza, Limpeza, entre outras. Vemos que, no geral, categorias de indulgência apresentaram um alto crescimento e chocolate é um dos produtos mais icônicos neste sentido. O fator isolamento, neste caso, fez as pessoas consumirem mais chocolate dentro de casa, superando o consumo antes feito fora de casa”, explica Larissa Diniz, Diretora de Marketing Latam da Hershey, em entrevista à Consumidor Moderno.

Uma demanda que não caminha com a produção

Só para o consumo doméstico, o estudo da Kantar mostra que o setor apresentou incremento de 2,4%, se comparado ao ano anterior, o que representou uma totalidade de 11 bilhões de reais. Vale destacar que a modalidade mais consumida é o bombom, com quase 134 mil toneladas. Em seguida, o tablete aparece com 86 mil toneladas consumidas.

No entanto, para a produção do produto as coisas têm caminhado em outro ritmo. Embora o setor de chocolate movimente mais de 14 bilhões por ano, de acordo com os dados do Sistema Brasileiro de Agronegócio, a indústria brasileira tem apresentado dificuldades para manter a produção conforme segue a demanda. Dados do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) mostram que o Brasil é o sétimo maior produtor do mundo da fruta, produzindo cerca de 250 mil toneladas por ano. A produção do doce está concentrada na região Norte — sobretudo pelo cultivo do cacau —, que transforma a fruta na produção de chocolate ao leite, amargo e meio amargo, assim como o chocolate branco.

No entanto, devido ao alto consumo e a quantidade para produção do chocolate, o País importou 105,5 mil toneladas de cacau e derivados. Vale destacar que U$ 118,5 milhões foram apenas para a compra de amêndoas de cacau, provenientes principalmente da Costa do Marfim e Gana (África) em 2020. Já para 2020, no primeiro trimestre, o Brasil já havia importado 27 mil toneladas, o que corresponde a U$ 84,4 milhões, uma média histórica para o período.

É importante destacar que, em 2020, a indústria produziu 757 mil toneladas de chocolates — que foram vendidos. “Seja para o consumo individual ou o consumo compartilhado com a família, o chocolate teve crescimento de duplo digito em valor, de um ano para o outro (2020 a 2021), não à toa: as pessoas estão buscando mais essa fonte de prazer, provavelmente para melhor enfrentar os desafios do distanciamento social prolongado”, complementa Larissa.

Um crescimento que virou hábito

Cada vez mais os brasileiros consomem o chocolate, que vem para trazer um momento de prazer para dentro de casa, visto que as pessoas já estão bastante saturadas do isolamento social — o que contribui para o aumento no consumo do doce.

Para a Hershey, houve uma mudança de costumes que veio, sobretudo, na quantidade. “Os formatos maiores (como grandes barras) ganham espaço em detrimento dos pequenos produtos, uma vez que são perfeitos para o consumo em casa. Em termos de canais, vemos que o consumidor, durante este período de pandemia, intensificou suas compras em locais menores (como mercados pequenos e tradicionais), enquanto houve um crescimento menor de consumo nos hipers e grandes supermercados. O canal Cash & Carry continuou seu crescimento, como feito ao longo dos últimos anos”, comenta Larissa.

Para 2021, visando atender as novas exigências do mercado, a Hershey pretende expandir o catálogo e apostar no sabor alinhado com uma agenda mais sustentável. “A linha Special Dark, que também foi inovadora quando lançamos, já que foi a primeira da categoria com maior porcentagem de cacau e direcionada ao grande público,  trazendo um produto com menos açúcar e cacau 100% sustentável, questão cada vez mais valorizada. Mais um exemplo de estratégia trabalhada por nós é a campanha HerShe, na qual demos espaço à artistas mulheres em embalagens da nossa barra de chocolate ao leite para dar mais visibilidade elas”, completa Larissa.


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