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Consumo Consciente – Eficiência que se Sente no Bolso

Consumo Consciente – Eficiência que se Sente no Bolso

A promessa não é das melhores: aumento nas tarifas de energia. Este talvez seja o melhor momento para o varejo fazer uso de inovação e tecnologia nas lojas e CDs

Com a falta de água em grande parte do País, o setor de energia elétrica também entrou em alerta, uma vez que 90% da energia consumida no Brasil advêm de usinas hidrelétricas. A queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas ocorre desde 2012 e, como alternativa para poupar o recurso e manter o fornecimento de energia sem que houvesse racionamento, as distribuidoras tiveram de comprar energia das usinas térmicas, que, por serem movidas a combustíveis, são mais caras. Com isso, é esperado para este ano um reajuste entre 20% e 30% nas contas de luz. Mas essa alta varia de acordo com cada distribuidora, com a quantidade de chuvas e com os gastos das empresas com a compra de energia térmica.

?Outros fatores que também devem contribuir para o aumento de custos no setor elétrico são a redução das contas de luz em 20%, a partir de 2012, e a antecipação da renovação das concessões de geradoras (usinas hidrelétricas) e transmissoras de energia que, por conta disso, precisaram receber indenização por investimentos feitos que não haviam sido totalmente amortizados?, afirma Marcelo Sigoli, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

Sigoli explica que a tarifa fixada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para as concessionárias de distribuição, por meio dos mecanismos de atualização (reajustes anuais e revisões periódicas), contempla o repasse dos custos considerados não gerenciáveis, como os encargos e tributos legalmente fixados, entre os quais a Conta de

Desenvolvimento Energético e a Taxa de Fiscalização de Serviço de Energia Elétrica. ?O segundo componente do valor da tarifa de energia referese à cobertura dos custos de pessoal, de material e outras atividades vinculadas diretamente à operação e manutenção dos serviços de distribuição, bem como dos custos de depreciação e remuneração dos investimentos realizados pela empresa para o atendimento do serviço?, completa.

Esse cenário impacta tanto as redes quanto os varejistas independentes. ?Estamos preocupados com esse provável aumento. Com a falta/racionamento dos recursos hídricos, tomamos algumas providencias evidenciando a economia não só de água, como também de energia elétrica?, conta Roberto Rodrigues Junior, proprietário da Quick Pizza, pizzaria na região do Morumbi, em São Paulo. ?Trocamos todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas econômicas e de LED. Em ambientes, por exemplo, em que tínhamos 550 W de consumo,

As bandeiras da energia

Desde o início do ano, as contas de energia contam com o Sistema de Bandeiras Tarifárias, que indica se a energia custará mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade. A bandeira verde indica condições favoráveis de geração de energia e a tarifa não sofre nenhum acréscimo. Já a bandeira amarela indica condições de geração menos favoráveis e a tarifa sofre um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

A bandeira vermelha, por fim, indica condições mais custosas de geração e a tarifa sofre um acréscimo de R$ 3 para cada 100 kWh consumidos. Com esse mecanismo, haverá, portanto, uma sinalização mensal do custo de geração da energia elétrica que será cobrada quando as bandeiras amarela e vermelha forem acionadas. Essa sinalização dá ao consumidor a oportunidade de gerenciar melhor esses custos e adaptar o consumo de eletricidade por meio de ações de eficiência energética.

 agora estamos com 154 W. E não vamos parar por aí: tudo o que der para modernizar será feito para reduzir custos?, afirma Junior.

O proprietário da pizzaria diz que as contas já apresentaram redução de consumo na ordem de 12%. ?Espero que essas ações e as que ainda estamos fazendo nos tragam uma economia próxima de 20%.?
Pedro Sarro, diretor de projetos e obras e líder de sustentabilidade da Leroy Merlin, conta que a rede de materiais de construção já trabalha com eficiência de um modo geral desde 2009 com a certificação AQUA. ?As lojas certificadas têm em média 25% de economia de energia elétrica. A eficiência energética faz parte da política de sustentabilidade da empresa?.

Nas lojas da Leroy Merlin, um software permite monitorar o consumo de cada área. ?Se eu quiser saber quanto eu consumo com a iluminação externa, eu consigo; se quiser saber quanto consumo com ar condicionado, também posso?, explica Sarro. Além disso, a rede de materiais de construção realiza um programa de manutenção com auditorias realizadas duas vezes por ano.

?Nós temos coordenadores que vão às lojas auditá-las para determinar o grau de risco e a confiabilidade dos sistemas.?

Em 20 13, a rede de restaurantes Divino Fogão iniciou testes com lâmpadas de LED e no ano seguinte deu início às substituições. ?Todas as novas lojas são inauguradas obrigatoriamente com lâmpadas de LED. Em casos de reformas, que contam com a participação das arquitetas da rede, também é obrigatória a utilização?, explica Emiliano Oliveira da Silva, diretor de operações da rede. Segundo dados da empresa, as substituições representam uma economia de 50%. ?Isso equivale de 11% a 14% do total da conta de energia?, comenta Silva.

O executivo conta que, além das trocas de lâmpadas, a rede busca equipamentos mais eficientes, substituindo vários fornos por similares a gás. ?Utilizamos sensores de presença em algumas áreas das lojas e investimos na conscientização. Desenvolvemos, inclusive, uma campanha interna de incentivo em que premiaremos com dinheiro as novas ideias e a real economia de energia, água e gás.?

Segundo Silva, a economia advinda dos projetos já desenvolvidos permitirá segurar os preços dos produtos finais por mais algum tempo. Já Roberto Junior comenta que hoje o mercado não funciona mais como antigamente, no qual se colocava a margem de lucro no preço e tudo dava certo. ?Existe um teto para cobrança de cada produto. Ultrapasse-o e você está fora do mercado. Acredito que não conseguiremos fazer nenhum repasse para os clientes: teremos que assumir e reduzir nossa margem de lucro mais uma vez.?

?Entra na linha da despesa direta, não tem como fazer muita coisa. Algumas lojas estão no mercado livre de energia, então conseguimos condições melhores. Mas nem de longe vai fazer frente ao aumento dos custos?, comenta Pedro Sarro. ?Nós somos grandes consumidores de energia, mas a tendência é que tanto o setor de varejo quanto os prédios passem a ser fornecedores. Quando essa tecnologia de painéis fotovoltaicos estiver um pouco mais barata, a tendência é que as grandes superfícies horizontais e verticais passem de consumidoras para fornecedoras?, comenta Sarro.
Margens estreitas, aumento de custos. Um cenário desafiador para o varejo.

Como melhorar a eficiência energética

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Ar-condicionado

Controle as fontes externas de calor (ou de frio), como insolação e ventilação natural, aproveitando-as para aumentar ou diminuir a temperatura do ambiente conforme a época do ano ou os objetivos desejados.

Regule as fontes internas de calor (ou de frio), otimizando o funcionamento de equipamentos e instalações como motores elétricos, fornos e iluminação, e procedendo ao isolamento térmico de tubulações e depósitos de substâncias aquecidas (ou geladas).

Conscientize os usuários sobre a necessidade de manter fechadas as portas e janelas dos ambientes climatizados.;

Regule o sistema para que opere em torno da maior temperatura da zona de conforto indicada pelo projetista
ou instalador, ou dos índices indicados pela ABNT.

Substitua o ar ambiente pelo ar frio da madrugada para diminuir a carga térmica da edificação.

Opere somente as torres de refrigeração, bombas e outros equipamentos que forem essenciais à operação do sistema.
Desligue o sistema sempre que o ambiente estiver desocupado.

Realize manutenção periódica de todo o sistema, eliminando vazamentos e limpando aparelhos.

Instale um sistema de aeração natural para desligar o sistema de ar-condicionado sempre que as condições permitirem.

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Sistemas de iluminação

Utilize lâmpadas mais eficientes e adequadas para cada tipo de ambiente. A lâmpada de vapor de sódio, por exemplo, é mais eficiente do que as lâmpadas de vapor de mercúrio ou as mistas.

Utilize reatores eletrônicos de boa qualidade.

Utilize luminárias com refletores (espelhadas) para lâmpadas fluorescentes.

Abuse de recursos que aumentem o aproveitamento da iluminação natural, como telhas translúcidas, janelas amplas, tetos.

Divida os circuitos de iluminação de forma que seja possível utilizá-los parcialmente, sem prejudicar o conforto e facilitar a manutenção.

 

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Sistemas de refrigeração, ventilação e exaustão:

Utilize cortinas de ar (borracha) quando não houver antecâmara.
Regule sempre o termostato, mantendo constante a temperatura de armazenamento.

Para a conservação dos produtos, armazene na mesma câmara os que necessitam de mesma temperatura, porcentual de umidade e período de armazenamento.

Em sistemas que possuem mais de um compressor, vale a pena verificar a viabilidade de automação entre eles, visando trabalhos paralelos com cargas parciais.

Verifique o consumo específico dos compressores. Muitas vezes, apesar de estarem em bom funcionamento, são equipamentos que consomem muita energia e devem ser substituídos por equipamentos modernos que pagarão o investimento em pouco tempo.;

Limpe periodicamente os filtros, dutos de ventilação e exaustão. Filtros sujos ou obstruídos aumentam a perda de carga, contribuindo para o aumento do consumo de energia e comprometendo a sua eficiência.

Utilize mais de um ventilador para atender às necessidades da instalação, colocando-os em operação individualmente
na medida em que a demanda por ar aumente.

Utilize ventiladores com rotores fechados e pás curvadas para trás, que apresentam melhor rendimento aerodinâmico, reduzindo o consumo de energia.

 

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As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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