As marcas que buscam ser fortes e autênticas já entenderam que o consumo de conteúdo vai além do entretenimento: ele precisa se transformar em experiência. Mais do que assistir a filmes e séries, o público busca viver as histórias, transformar narrativas em experiências e incorporá-las no cotidiano. Essa lógica, que vem se consolidando como uma tendência global de consumo cultural, explica a chegada do Book Club do Prime Video a São Paulo neste sábado (20), no espaço GT House.
Depois de passar pela Austrália e pelo México, a iniciativa desembarca no Brasil com ativações imersivas, painéis de debate e um time de influenciadores. Mais do que um evento, a ação mostra como as plataformas de streaming têm investido em formatos que ampliam o alcance de suas produções, conectando fãs e conteúdos para além da tela.
Na programação, assinada pela SUBA, o público encontra desde cenografias instagramáveis e cabines temáticas até estações de confecção de braceletes e tatuagens digitais inspiradas em séries como O Verão Que Mudou Minha Vida, Mentirosos e Maxton Hall: O Mundo Entre Nós. O objetivo de transformar o ato de “assistir” em vivência, criando pontos de contato sensoriais e emocionais que fortalecem o vínculo entre marca e consumidor, já é realidade.
Narrativas em experiências
Essa lógica de transformar narrativas em experiências não é exclusiva do Prime Video. O movimento acompanha uma tendência mais ampla do mercado de entretenimento e consumo, Narcas que antes entregavam apenas produtos ou serviços, agora constroem universos culturais, que convidam o público a participar e compartilhar.
Em um movimento recente, a Netflix quer levar suas histórias para além da tela. Chamada de Netflix House, a gigante do streaming anunciou espaços permanentes que combinam gastronomia, lojas e ativações imersivas inspiradas nas produções mais populares do catálogo.
As duas primeiras unidades serão inauguradas nos Estados Unidos: 12 de novembro, no King of Prussia, na Filadélfia, e 11 de dezembro, no Galleria Dallas, no Texas. E uma terceira já está confirmada para Las Vegas, com previsão de estreia em 2027.
O conceito vai além de um simples ponto turístico. Com entrada gratuita, os espaços funcionam como hubs de relacionamento com fãs, permitindo que eles vivam, toquem e saboreiem o universo das produções.
Embora não seja um streaming de filmes/séries, o Spotify trabalha bastante com experiências culturais envolvendo música. Em Chicago, o programa Fresh Finds cria parceria com marcas (como Samsung) e traz para eventos ao vivo para diferentes cidades, com performances, ativações e contato direto entre fãs e artistas.
Cultura pop como consumo cotidiano
Parte desse processo é potencializada pela presença dos influenciadores digitais, que funcionam como pontes entre marcas e comunidades. No Book Club, nomes como Bruna Vieira, Ma Montellato e Luca Guadagnini integram o grupo de 15 criadores que darão voz à experiência. Assim, o consumo cultural se expande: a vivência presencial é amplificada em tempo real nas redes sociais, transformando o evento em um movimento coletivo.
O Prime Video também apostou em painéis de discussão para reforçar essa ideia. As conversas abordam desde o impacto das escolhas criativas nas adaptações literárias até a forma como séries e filmes refletem dilemas reais da vida dos espectadores. A proposta é clara: posicionar o streaming não apenas como plataforma de entretenimento, mas como agente cultural, capaz de influenciar hábitos, conversas e identidades.
Esse tipo de estratégia traduz um caminho cada vez mais comum no mercado: conteúdos que se tornam experiências culturais e, por isso, viram objeto de consumo.





