/
/
Alelo aposta em recorrência para aproximar CX de resultados do negócio

Alelo aposta em recorrência para aproximar CX de resultados do negócio

Com nova funcionalidade do Alelo Pod, empresa reduz tempo de espera para o uso do benefício e passa a conectar indicadores de experiência a métricas de comportamento e negócio
Marcio Alencar, CEO da Alelo. Foto: Lucas Seixas
A Alelo passou a permitir que clientes do Alelo Pod utilizem o benefício antes da chegada do cartão físico. Com o cartão virtual, o trabalhador pode fazer pagamentos por meio do Google Pay e Apple Pay, realizar compras online ou usar QR Code em estabelecimentos físicos. A iniciativa reduz o intervalo entre a contratação e o primeiro uso do benefício e faz parte da estratégia da companhia para diminuir atritos na jornada do cliente. A Alelo também vem incorporando indicadores de experiência, como NPS, frequência de uso e retenção, às decisões de produto e negócio. “Estamos evoluindo a experiência dos nossos clientes para que a jornada digital comece no ‘Dia 1’, sem atrito ou tempo de espera”, afirma Márcio Alencar, CEO da Alelo.

Em um negócio no qual milhões de pessoas usam o serviço todos os dias, alguns minutos de espera podem ter um peso maior do que parecem. É nesse ponto que a Alelo está concentrando parte de sua estratégia de experiência do cliente: reduzir etapas entre a contratação de um benefício e o momento em que ele efetivamente pode ser usado.

A mudança aparece agora no Alelo Pod. O produto passou a permitir que o trabalhador utilize o benefício antes da chegada do cartão físico. Depois de concluir o cadastro, o trabalhador pode gerar um cartão virtual no aplicativo Meu Alelo e adicioná-lo ao Google Pay ou Apple Pay. Também há opção de pagamento por QR Code em estabelecimentos físicos e uso em compras online.

Agora, a mudança ataca um dos pontos de atrito da jornada, o tempo de espera entre a disponibilização do benefício e seu primeiro uso. “Estamos evoluindo a experiência dos nossos clientes para que a jornada digital comece no ‘Dia 1’, sem atrito ou tempo de espera”, afirma Márcio Alencar, CEO da Alelo.

O ponto ganha importância em um negócio baseado em recorrência. Diferentemente de uma compra eventual, o benefício é utilizado repetidamente ao longo do mês e concentra transações em determinados horários.

“A recorrência é estrutural para o negócio da Alelo porque estamos inseridos em um hábito de consumo frequente e essencial na rotina das pessoas. No nosso negócio, todo dia, ao meio-dia, é uma Black Friday, literalmente”, diz Alencar.

Para o CEO, uma falha nesse momento pode atingir simultaneamente quem está tentando pagar, o estabelecimento que recebe a transação e a empresa responsável pelo benefício. Por isso, disponibilidade e facilidade de uso deixaram de ser apenas questões de atendimento.

“Garantir uma jornada estável, simples e segura é, ao mesmo tempo, uma questão de satisfação do cliente e de continuidade do negócio”, afirma.

Quando CX entra antes do produto

A mudança no Alelo Pod faz parte de uma alteração mais ampla na forma como a companhia organiza as decisões. A área de experiência está sob a mesma gestão de Transformação e Performance, aproximando CX de Produto, Tecnologia e Operações.

“A iniciativa não é avaliada apenas pela viabilidade técnica, financeira ou operacional. Um dos principais critérios é entender qual problema do cliente estamos resolvendo e qual impacto aquela solução terá sobre uma experiência mais simples, fluida e segura”, afirma Hélio Barone, diretor de Transformação e Performance da Alelo.

A estrutura evoluiu de uma integração entre Produtos, Tecnologia e Operações, chamada internamente de ProduTech, para squads multidisciplinares organizadas de acordo com momentos da jornada, como descoberta, aquisição, uso e atendimento.

A consequência é que o indicador de experiência passa a disputar espaço com métricas tradicionalmente associadas à gestão de produtos e operações. Antes de uma solução chegar ao cliente, os times definem quais indicadores deverão ser afetados.

A Alelo acompanha NPS, frequência de uso e retenção. A intenção, segundo Barone, é relacionar essas métricas ao comportamento do consumidor e aos resultados financeiros. “Mais do que acompanhar indicadores isolados, nosso objetivo é conectar métricas de experiência a resultados concretos de comportamento e de negócio”, afirma.

Eficiência para quem?

Essa mudança também cria uma discussão menos confortável para as empresas: uma operação pode ficar mais eficiente internamente e, ainda assim, piorar a vida do cliente.

É um dos critérios que a Alelo diz estar usando para revisar decisões. Alencar cita situações em que uma redução de custo ou uma simplificação operacional poderia transferir trabalho para o consumidor. “Um dos princípios que orientam nossas decisões é justamente não confundir eficiência interna com uma boa experiência para o cliente”, afirma o CEO.

A questão ganha peso em operações digitais, nas quais a retirada de uma etapa para a empresa pode significar a criação de outra para o usuário. Na avaliação de Alencar, esse tipo de decisão precisa ser questionado antes de chegar à ponta. “CX não é uma camada que colocamos depois que o produto ou processo está pronto. É um critério de negócio”, diz.

IA decide quando não automatizar

A mesma preocupação aparece no atendimento. A Alelo utiliza Inteligência Artificial em canais digitais, como WhatsApp e chat, para identificar padrões, utilizar o histórico das interações e direcionar o cliente para uma solução.

Helio Barone, ALELO (Foto: Lucas Seixas/2026 | @retratoslucas).

Mas a companhia não trata a redução do contato humano como objetivo em si. “O ‘escape to human’ acontece justamente quando identificamos que a demanda exige maior complexidade, sensibilidade ou capacidade de decisão”, afirma Barone.

A preocupação, nesse caso, não é apenas com a existência de um atendente, mas com o momento em que ele entra na conversa. A transferência precisa ocorrer sem que o cliente tenha de repetir todo o histórico já informado ao canal digital.

“Uma boa experiência não é aquela que necessariamente elimina o contato humano, mas aquela que utiliza cada recurso – tecnologia ou pessoas – no momento em que ele gera mais valor”, diz o diretor.

Do dado à recorrência

A estratégia também aparece em produtos voltados aos estabelecimentos. No Mais Clientes, dados de consumo são utilizados para apoiar ações de cashback e fidelização.

O objetivo é permitir que os parceiros identifiquem padrões de comportamento e direcionem campanhas para estimular novas compras. Para a Alelo, o mesmo dado que ajuda a entender o consumidor pode se transformar em uma ferramenta comercial.

“Esse é um bom exemplo de como enxergamos CX na Alelo: não se trata apenas de tornar uma interação mais agradável, mas de criar soluções que resolvam uma dor real do cliente e, ao mesmo tempo, gerem valor para o negócio e para todo o ecossistema”, afirma Barone.

Nesse desenho, a experiência deixa de ser medida apenas pelo que acontece quando o consumidor procura o atendimento. Ela passa a ser observada também na escolha do produto, no tempo necessário para começar a utilizá-lo, na frequência de uso e até na decisão de quando uma interação deve sair da automação e chegar a uma pessoa.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Portfólio da categoria cresceu 45% em um ano, e Amazon tenta fechar a lacuna entre a confiança no online e no offline.
Como a beleza virou aposta de crescimento da Amazon no Brasil
Portfólio da categoria cresceu 45% em um ano, e Amazon tenta fechar a lacuna entre a confiança no online e no offline
Nu chega aos Estados Unidos e lança conta digital multimoeda
Nu entra nos Estados Unidos com diversos produtos financeiros e apresenta o Nu Global, que permite movimentar dinheiro em mais de 35 países
NFL vai para o ataque no mercado brasileiro
Com mais de 36 milhões de fãs, novos jogos, lojas e até parceria com o Flamengo, o que faz de nós um alvo tão atraente para a liga?
Alexandre Faller, do Bradesco Seguros, detalha como a seguradora combina plataforma proprietária e tecnologia da Genesys para escalar atendimento.
Bradesco Seguros: governança, IA, e o limite entre humano e máquina no atendimento
Veja como a seguradora de um dos maiores bancos do País vem definindo onde a IA pode atuar.

Webstories

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Do clique ao dano: quem responde nas novas relações de consumo? Menos estímulos, mais experiência? Novas cobranças do WhatsApp Marco Legal da Cibersegurança: o que muda?