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A foto e o filme do varejo em 2016

A foto e o filme do varejo em 2016

Centro de Inteligência Padrão analisa a imagem e todo o filme que forma o cenário para o varejo brasileiro. Entenda

?De volta aos anos 90!?, bradaram as redes sociais nesta semana. Economia em queda livre, caos político, abertura do processo de impeachment. Some-se a isto o quase concretizado shutdown do governo (se não fosse votada a nova meta fiscal de 2015), perspectiva de elevação das taxas de juros nos EUA neste mês e todos os investidores de olho no lamaçal generalizado em terras brasis. Há alguma razão para otimismo, seja para leigos, seja para empresários? Vejamos uma foto e o filme.

Se dependesse da Black Friday e da Cyber Monday de 2015, sobraria otimismo. Nestas datas, segundo a E-Bit/Buscapé, as vendas totalizaram R$ 3,02 bilhões no e-commerce (44% superior ao registrado em 2014). O movimento também aumentou no varejo físico, crescendo o fluxo de pessoas em 5,3% em novembro (comparado a outubro deste ano). O IEC da FecomercioSP apontou alta de 3,2% neste mês, refletindo um maior fluxo de consumidores nas lojas por conta do Natal.
Bela foto, diriam os otimistas. Mas ao empresário do varejo sobram razões para se preocupar. Vamos ao filme de terror, ou à realidade.

A confiança do empresário de varejo, medida pela CNC, atingiu o menor nível de sua série histórica, impactado diretamente pela atual conjuntura econômica. O sentimento pessimista também é alimentado pela perspectiva de um Natal fraco (como vínhamos alertando há semanas), sem geração de receitas, giro e venda a preços cheios que compense toda a perda de margem de lucro em função da Black Friday, além das taxas de juros ainda em patamar muito elevado e a corrosão do poder de compra jogando contra o varejo, investimentos, financiamentos e consumo.

O SENTIMENTO PESSIMISTA É ALIMENTADO 
PELA PERSPECTIVA DE UM NATAL FRACO, SEM GERAÇÃO DE RECEITAS, 
GIRO E VENDA A PREÇOS CHEIOS QUE COMPENSE
TODA A PERDA DE MARGEM DE LUCRO EM FUNÇÃO DA BLACK FRIDAY

Números da Serasa Experian apontam crescimento de 46,7% do número de recuperações judiciais requeridas entre janeiro e novembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, com micro e pequenas empresas liderando este movimento. Ademais, a confiança dos micro e pequenos empresários, calculada pelo SPC Brasil e pela CNDL, segue em patamares historicamente baixos por conta da pior recessão registrada neste País desde os anos Collor. A Justiça está colocando atrás das grades (corretamente) grandes empreiteiros e, agora, banqueiros, mas a economia está varrendo do mapa pequenos empreendedores, que são a base dos negócios.

Quais as cenas infelizmente já conhecidas? Mais demissões, mais desemprego, menos renda, mais pobreza. Antes vivêssemos o filme de flores vendido ano passado no horário eleitoral ao preço de pedaladas e rombos orçamentários.
O endividamento tem assombrado a vida das famílias também. Ainda conforme levantamento da FecomercioSP, a proporção de famílias endividadas na cidade de São Paulo atingiu 49,3% em novembro, isto é, 1,76 milhão de famílias endividadas. No mesmo mês de 2014, o valor era de 43,8%.

Estes números tiveram reflexo assombroso no consumo das famílias do terceiro trimestre, divulgado nesta semana pelo IBGE, que amargou queda de 1,5% em relação ao trimestre anterior e que acelerou a queda da economia nos últimos meses. A leitura piora ainda mais quando o terceiro trimestre de 2015 é comparado ao de 2014: recuo de 4,5%, o pior da série histórica do indicador. A classe C segue priorizando cada vez mais itens da cesta básica, dispensando consumo de supérfluos. É o colapso do motor do crescimento formidável (e insustentável) verificado na última década.

APESAR DO CENÁRIO RUIM, EXISTEM OPORTUNIDADES
E HÁ SETORES QUE ESTÃO EXPLORANDO-AS PARA SOBREVIVER
E TAMBÉM INOVAR

Para não dizer que não falamos das flores, seguindo este ritmo de aperto de gastos, o setor de atacarejo tem acelerado com mais ímpeto segundo estudo da Nielsen, ganhando mais fidelidade e novos compradores. Ao mesmo tempo, segundo a mesma instituição, marcas próprias têm se tornado opção cada vez mais frequente na cesta de consumo, em função de seus preços mais acessíveis. Os indícios da desaceleração já em 2014 impulsionaram o desenvolvimento dos atacarejos, conforme já verificado pelo Ranking NOVAREJO Brasileiro 2015.

Apesar do cenário ruim, existem oportunidades e há setores que estão explorando-as para sobreviver ? e também inovar. Enquanto os políticos praticam o tão conhecido ?toma lá, dá cá? em Brasília e afundam o País do futuro (cada vez mais distante), empresários, varejistas e consumidores dançam conforme a música, sobrevivem e mostram que, mais do que nunca, a superação da crise depende deles.

Eduardo Bueno, do CIP ? Centro de Inteligência Padrão

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