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7 motivos para investir em uma startup

7 motivos para investir em uma startup

Especialista explica porque encarar pequenas empresas como investimento pode ser uma ótima ideia
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Foto: Shutterstock

A poupança não está rendendo lá essas coisas, considerando que a inflação está batendo os 9%. Então, deixar dinheiro parado em tempos como os de hoje pode não ser uma boa ideia. Para o matemático inglês e sócio-fundador da plataforma de equity crowdfunding Eqseed, Greg Kelly, o cenário é altamente favorável para um tipo interessante de investimentos: startups ou pequenas empresas. É que diferente das grandes corporações que, por conta do tamanho, não conseguem se movimentar com tanta facilidade, os pequenos são mais ágeis e podem apresentar crescimento acima da média.

O especialista elenca oito motivos que explicam porque investir em uma startup ou pequena empresa é uma boa ideia, especialmente na crise.

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1. Quais empresas vão prosperar no futuro?
As empresas que farão sucesso daqui cinco, dez ou vinte anos estão sendo criadas hoje. Há dez anos Uber, Whatsapp ou Airbnb eram palavras inexistentes. “Tecnologias e inovações que facilitam a vida das pessoas tendem a dar certo nos dias de hoje. E quem protagoniza essas inovações são, essencialmente, as pequenas empresas. Com o equity crowdfunding, o investidor tem a possibilidade de fazer parte de uma empresa que pode ser o maior sucesso dos próximos anos”, afirma o especialista.

2. Transparência
Há uma diferença enorme entre investir em uma grande companhia e em uma startup ou pequena empresa. Ao optar por uma grande empresa, o pequeno investidor enfrentará uma série de burocracias e departamentos, gerenciados por pessoas que ele tende a não conhecer ou ter acesso. Nas pequenas, ao contrário, a pessoalidade reina. É fácil entender o que elas fazem, com quem falar e como seu dinheiro investido vai ser usado. E o dono tende a ser mais acessível. 

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3. Investimento baixo com grande potencial a longo prazo
A meta básica de todo investidor é ganhar um retorno acima de inflação. Mesmo assim, atingindo essa meta pode ser difícil utilizando as opções tradicionais. Com apenas mil reais é possível investir em uma startup. Se ela der certo, os lucros podem multiplicar o seu investimento inicial no longo prazo. “Isso leva pelo menos cinco anos para ocorrer e depende do desenvolvimento da empresa e das rodadas seguintes de investimento. O importante é assegurar que o investidor sempre tem preferência de participar nas rodadas seguintes de investimento”, diz o especialista.

4. Investimento protegido da inflação
Se o investimento der certo e a empresa tiver sucesso, os ganhos são naturalmente protegidos da inflação, já que a valorização de uma empresa acompanha a inflação. No evento que o investidor consiga vender sua parte da empresa no futuro, realizando um ganho, o valor será cotado no dinheiro desse dia, já ajustado pela inflação. “Devemos lembrar que este é um investimento de alto risco. A recomendação é que essa opção não receba investimentos de mais de 10% do seu patrimônio líquido. Seguindo essas regras básicas, investimentos em startups podem e devem fazer uma parte de uma carteira de investimento saudável”, pontua Greg Kelly.

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5. A crise abre cenário positivo para startups
Kelly comenta que o mercado de equity crowdfunding nasceu em plena crise econômica na Inglaterra em 2010. “A situação atual do Brasil hoje tem similaridades a aquela de cinco anos atrás no meu país. As grandes empresas estão fechando vagas e reduzindo operações. Ao mesmo tempo, brasileiros recém-formados estão saindo da universidade com um alto nível de ensino e capacidade, mas com menos desejo de trabalhar em grandes instituições e mais vontade de criar novos produtos e serviços com empresa própria. Por isso, muita gente altamente qualificada vai optar por empreender, criar sua empresa e fazê-la crescer. Outros vão buscar as menores companhias, onde realmente poderão fazer a diferença. Essas empresas precisaram de capital seed, o que o equity crowdfunding resolve. Ou seja, a crise é uma oportunidade, não só para as pequenas empresas, mas para os investidores”.

6. Proteção legal
Ao investir em uma startup, o investidor ficará como credor de uma sociedade limitada (como um banco emprestando para a empresa, por exemplo) ou como um acionista de uma sociedade anônima. Nos dois casos, o patrimônio está protegido por lei, portanto não existe possibilidade de perder mais dinheiro que aquele que foi aplicado.

7. Fazer acontecer uma empresa
Investir em uma startup é investir em um produto ou serviço que deve existir para facilitar a vida de muita gente por oferecer uma maneira inovadora de fazer alguma coisa. “É uma forma de fazer acontecer essas empresas que você sempre quis que existissem aqui no Brasil. Muitas vezes uma startup já tem tudo que precisa para conquistar um mercado – falta só o dinheiro inicial para dar um empurrão. E essa é uma oportunidade para o investidor participar ativamente deste processo”, finaliza Kelly.

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