O crescimento acima da média do e-commerce brasileiro, acima do registrado por outros setores no Brasil, coloca o País como o décimo mercado de comércio eletrônico mundial na lista do eMarketer. Entretanto, se os varejistas incorporarem tendências de grandes centros é possível crescer mais, seguindo o exemplo dos Estados Unidos, que obtiveram um faturamento de US$ 303 bilhões apenas no ano passado.
Confira quatro lições americanas que cabem em nossa realidade:
1. Experiência do usuário: o consumidor precisa se sentir feliz ao comprar em uma loja virtual e isso inclui mais do que um design atraente e uma fácil navegação. Os principais processos do e-commerce precisam funcionar bem, como gestão e o sistema de pagamento. Quanto mais a empresa facilitar a conclusão do pedido, mais chance tem de fidelizar o cliente.
2. Omnichannel: os lojistas brasileiros ainda não sabem lidar com o caráter multicanal. Agora, o usuário pode pesquisar no e-commerce e comprar na loja física, ou vice-versa. A marca precisa estar preparada e marcar presença em todos os meios que o público-alvo visita.
3. Frete: com empresas especializadas no transporte em todo o território, os empresários norte-americanos conseguem realizar uma gestão adequada da logística. No Brasil, esse serviço ainda é limitado e torna-se uma das principais preocupações: levantamento da ABComm com o escritório Viseu Advogados mostra que metade das reclamações na justiça contra um e-commerce está relacionada à entrega de um produto.
4. Novos modelos: o comércio eletrônico brasileiro ainda é reticente em apostar em novas fontes de receita. Um exemplo disso envolve os clubes de assinaturas. Enquanto este modelo está crescendo somente agora no país, nos EUA já é uma realidade interessante para os empresários, atraindo mais de US$ 300 bilhões de investimento nos últimos anos, segundo a CB Insights.
* Luan Gabellini é sócio-fundador da Betalabs, empresa especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão empresarial (ERP), e-commerce e softwares sob medida em cloud computing





