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Volta às aulas: se proteja do material escolar

Volta às aulas: se proteja do material escolar

Levantamento do Procon-SP mostra que preços podem ser até cinco vezes mais caros em diferentes estabelecimentos. Veja essa e outras dicas da entidade
Legenda da foto

Um lápis que custa 35 centavos em uma loja pode ser encontrado por até R$ 1,95, da mesma marca, em outras. Esta foi a maior variação encontrada pela Fundação Procon-SP em pesquisa que verificou os preços do material escolar na capital de São Paulo. Trata-se de uma variação de 457,14%, ou mais de cinco vezes o valor do mais barato.

O levantamento foi feito entre os dias 6 e 8 de dezembro e verificou os preços de 214 itens em dez estabelecimentos espalhados por todas as regiões da cidade. Lápis, lapiseira, apontador, diferentes tipos de caderno, régua e tesoura estão entre os artigos pesquisados. As comparações são sempre feitas apenas entre produtos idênticos, consideradas características e marcas.

O lápis de 35 centavos ainda é um item baratinho, mas quando os preços são mais altos a diferença pode pesar no bolso, e a buscar em diferentes estabelecimentos pode fazer diferença.

Uma lapíseira da marca Shimmers, por exemplo, de 0,5 milímetros, que foi encontrada por R$ 1,95 em uma papelaria da zona norte, sai por R$ 8,90 em outra, na região central. Um caderno universitário de 200 folhas, com desenho da animação Frozen na capa, pode custar até R$ 40,66, mas, pesquisando, pode-se encontrar o mesmo caderno por R$ 19,90.

A lista completa dos itens pesquisados, incluindo as papelarias visitas e os endereços, está disponível no site do Procon.

Veja  outras dicas de economia e de atenção dadas pela entidade:

1. Para economizar
Pesquise. É isso o que o levantamento conclui. Se os pais tiverem tempo e paciência de buscar os materiais em diferentes lojas, podem conseguir descontos substanciais. O Procon ainda orienta que antes de ir às compras é bom verificar quais dos produtos da lista de material o consumidor já possui em casa, como lápis, estojo e apontadores, por exemplo. Promover a troca de livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes também garante economia e reaproveitamento de recursos.

2. Deixe os personagens de lado
Nem sempre o material mais sofisticado é o de melhor qualidade ou o mais adequado. Evite comprar materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados, porque geralmente os preços são mais elevados.

3. Atenção às informações técnicas
Materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, devem conter informações claras, precisas e em língua portuguesa a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor.

4. Taxas abusivas
A escola não pode exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento e nem determinar marcas e locais de compra, somente quando o material didático utilizado for apostilas. A escola é obrigada a informar quais itens devem ser adquiridos. A opção entre comprar os produtos solicitados ou pagar pelo pacote oferecido pela instituição de ensino é sempre do consumidor. Também é considerada abusiva a cobrança da taxa de material escolar sem a apresentação de uma lista.

5. Somente o necessário
De acordo com a Lei 12.886/2013 não pode ser incluso na lista materiais de uso coletivo, higiene e limpeza ou taxas para suprir despesas com água, luz, telefone, impressão e fotocópia.oon

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