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Seção traz regulação, auditoria de ferramentas de inteligência artificial e protagonismo das redes sociais nas compras online entre os destaques de IA e CX

Auditoria de IA vira novo filão bilionário

Empresas correm para oferecer garantias sobre o bom funcionamento de sistemas de IA

Auditar algoritmos está se tornando um novo negócio de ouro. Gigantes da contabilidade, como Deloitte, EY e PwC, estão lançando serviços para verificar se sistemas de Inteligência Artificial de diagnósticos médicos a chatbots funcionam como prometido. A meta é ocupar esse espaço antes que startups tomem a dianteira. O movimento surge com o nascimento de outro mercado: seguradoras que cobrem perdas causadas por mau funcionamento de ferramentas de IA.

 

“As empresas vão querer garantias sobre a IA que usam para gerenciar outras funções críticas”, disse Richard Tedder, sócio de Auditoria da Deloitte, ao jornal Financial Times. Já existem empresas no Reino Unido fornecendo garantia de IA, mas elas são feitas pelos próprios desenvolvedores, o que levanta preocupações quanto à independência.

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Regulação da IA no Brasil avança com foco no consumidor

A proposta de regulação da Inteligência Artificial em debate no Congresso Nacional é vista como um avanço importante para a proteção dos consumidores. O texto cria regras para garantir mais segurança, transparência e responsabilidade no uso de sistemas de IA. Para o advogado Renato Opice Blum, professor de Direito Digital, o projeto acerta ao equilibrar inovação e direitos, adotando uma abordagem que varia conforme o risco da tecnologia.

A proposta prevê testes, relatórios de impacto e identificação de conteúdos gerados por IA. “Isso garante não apenas mais clareza sobre o funcionamento dos sistemas, mas também maior controle sobre os seus impactos”, afirma Opice Blum, que destaca o reforço do texto ao que já está previsto no Código de Defesa do Consumidor e na Lei Geral de Proteção de Dados.

Consumidores preferem comprar nas redes sociais

Os sites de e-commerces tradicionais estão perdendo espaço para as redes sociais. No Brasil, 73% dos consumidores já compraram via plataformas como TikTok, Instagram ou Facebook, e 80% esperam que esses canais se tornem o principal local de compras até 2030. Os dados constam no Relatório de Tendências de E-Commerce 2025, elaborado pela DHL eCommerce.

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A mudança revela um novo comportamento: o consumidor descobre, decide e finaliza sua compra no mesmo ambiente social. Para as marcas, o desafio é se adaptar com experiências de compra mais fluidas, nativas para mobile e integradas aos hábitos digitais da audiência. O estudo levou em conta 24 mil consumidores on-line em 24 mercados-chave globais.

Google e OpenAI transformam conversa em comércio

OpenAI e Google disputam, frente a frente, o jogo do consumo guiado por Inteligência Artificial. A proposta das empresas é facilitar e apoiar a compra de itens dentro das suas respectivas plataformas. O Shopping ChatGPT promete recomendações de produtos com base nas preferências dos usuários, mas sem anúncios pagos. Já o AI Mode, do Google, aposta em dados massivos e provadores virtuais.

As novidades colocam as ferramentas em posição estratégica no comércio eletrônico, mostrando como IA e dados confiáveis podem tornar a jornada de compra intuitiva, eficiente e alinhada às necessidades de cada usuário. No entanto, ao transformar conversa em consumo, IA e varejo misturam-se em um terreno no qual o “ajudar” e o “vender” estão diretamente relacionados.

80% da Geração Z aceitaria casar-se com uma IA

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Uma pesquisa da Joi AI, feita com 2 mil jovens da Geração Z, revelou que 80% estariam dispostos a se casar com uma Inteligência Artificial. E mais: 83% acreditam que podem criar vínculos afetivos intensos com esses sistemas. A Joi AI oferece exatamente esse tipo de serviço: relacionamentos digitais, chamados de AI-relationships, com avatares programados para dar suporte emocional.

Especialistas em saúde mental, ouvidos pelo site especializado em tecnologia Mashable, apontam que a ausência de julgamento e o controle da interação tornam a IA atraente para quem sofre de ansiedade social. Mas alertam: essas conexões podem reforçar isolamento e criar bolhas emocionais sem espaço para crescimento real.

A polêmica do uso de dados para treinar modelos de IA

Reddit acusa Anthropic de ter coletado milhões de posts ilegalmente para treinar chatbot Claude

A polêmica sobre o uso de dados de redes sociais por IA segue quente. O Reddit entrou com um processo nos EUA contra a Anthropic, acusando a empresa de IA de usar ilegalmente milhões de comentários de usuários para treinar o chatbot Claude. Após o anúncio do processo, as ações do Reddit subiram mais de 6%.

A disputa judicial marca mais um capítulo na crescente disputa entre plataformas de conteúdo e empresas de tecnologia pelo uso de dados em sistemas de Inteligência Artificial. Segundo o Reddit, mesmo após o bloqueio declarado, os robôs da Anthropic teriam acessado os servidores da rede mais de 100 mil vezes. A Anthropic nega as acusações e promete se defender.

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Demanda energética da ia é oportunidade para o brasil

Estudo alerta para alto consumo de energia de vídeos feitos por Inteligência Artificial; Brasil tem muito espaço nesse cenário

Um vídeo de 5 segundos gerado por Inteligência Artificial consome tanta energia quanto um micro-ondas ligado por 1 hora. O dado é do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que alerta para o custo ambiental da criatividade automatizada. A demanda energética de modelos como Sora (OpenAI), Veo (Google) e Firefly (Adobe) cresce rapidamente, exigindo mais eletricidade e água para resfriamento.

Diante desse cenário, o Brasil tem uma oportunidade única: usar seu vasto potencial de energia limpa para tornar a IA mais sustentável. Para isso, desafios regulatórios, estruturais e de investimentos ainda precisam ser superados para que o País aproveite plenamente essa capacidade.

Meta aposta em IA para revolucionar publicidade digital

A Meta anunciou que, até 2026, permitirá que campanhas publicitárias sejam criadas e gerenciadas inteiramente por IA. Ao anunciante, bastará enviar uma imagem e o orçamento que a IA cuidará do restante, desde a criação dos anúncios até a definição do público-alvo. A ideia é simplificar o acesso ao marketing digital.

O projeto, no entanto, deixa dúvidas sobre os riscos de padronização e segurança dos conteúdos. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, enfatizou que os anunciantes precisam de produtos de IA que forneçam “resultados mensuráveis em escala”. A novidade animou os investidores da empresa, mas impactou negativamente ações de grupos tradicionais de publicidade.

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


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