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O melhor do SXSW não é o SXSW, é estar no SXSW; entenda.

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Evento que ocorre em Austin, no Texas, traz holofotes para a importância da comunidade

   Este ano foi a minha primeira vez em Austin, no Texas e no SXSW, um dos eventos mais importantes da atualidade. O que mais me chamou a atenção nos cinco dias em que estive no evento não foi nenhuma palestra especificamente, mas a conexão entre os painéis e a manifestação das ruas. Por isso, destaco um tema central: a importância da comunidade. 

   O evento convida às ruas, já que circula em torno dos principais hotéis do centro. O deslocamento faz parte da experiência, quando é possível observar o envolvimento das pessoas no Festival e a comunidade que o suporta.

   O Festival surgiu em 1987 com o propósito de conectar o mundo à cultura de Austin, tendo com isso um forte compromisso com a população local (chamada de “Austinites”) e com os seus negócios (a livraria do Festival é a BookPeople, um negócio local com uma limitada tiragem. Quando acaba, acaba – foi o que ouvi quando perguntei pelo livro Fall in Love with the Problem, Not the Solution, de Uri Levine, idealizador do Waze).

   Em Austin, o simples ato de pedir um carro da Uber pode surpreender. Desde uma motorista que te oferece uma série de dicas sobre os melhores restaurantes para comer o tradicional churrasco local até outro que se oferece para te ajudar a encontrar um adaptador para a tomada local. As pessoas estão envolvidas e interessadas, sejam nos restaurantes, sejam nas ruas, nos supermercados. Isso favorece o networking do evento, que acontece nos cafés, na fila do cinema, enquanto você espera a palestra começar ou nos diversos Happy Hours espalhados pela cidade (que também estão abertos aos moradores). 

   Mas, por que isso importa? Porque cada vez mais devemos entender a importância da comunidade nos negócios – seja ela digital, seja física. E aqui é onde entra o fundador e CEO da Chobani, marca de iogurtes de origem turca, que, após 15 anos nos Estados Unidos, conseguiu decodificar o código da indústria da alimentação e faturar bilhões de dólares, disputando o mercado com marcas como a Danone e a Nestlé. Hamdi Ulukaya, o fundador, tem origem humilde, cresceu em uma fazenda e se tornou um dos maiores expoentes da indústria alimentar norte-americana, sem se esquecer do valor da comunidade. Hamdi acredita que as empresas têm a responsabilidade de resolver os maiores problemas da sociedade, começando com a força de trabalho e o local de trabalho. É por isso que ele criou um vínculo especial com os funcionários da Chobani e as suas comunidades locais, além de seus esforços filantrópicos para combater a fome infantil e apoiar os refugiados. 

   No recente terremoto do dia 6 de fevereiro, que devastou a Turquia e a Síria, Hamdi doou do próprio bolso US$ 1 milhão para as organizações turcas. Segundo ele, são momentos como este no qual todos se tornam responsáveis, unindo as forças dos cidadãos e das empresas na mesma causa. “É o momento em que percebemos que não estamos sozinhos.” Essa afirmação reforça uma das falas do painel do CEO da Patagonia, Ryan Gellert: “O cargo mais importante que existe não é o de CEO ou senador, mas o de cidadão.”

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   Em 2009, Hamdi investiu todo o lucro anual da empresa na criação de uma liga de baseball para uma cidade. “Provocamos o senso de comunidade daquela cidade a partir das crianças, o que é muito importante.” Com o exemplo, ele dá um conselho para as empresas: “Escolha uma cidade, vá lá, seja parte da comunidade e construa a sua startup baseada nos valores dela, e você verá a mágica acontecer”.  

   Mas, o que vem a ser uma comunidade? “Comunidade é um lugar no qual as pessoas compartilham um objetivo comum, onde podem conversar com qualquer um e sentir que podem agregar valor. Um lugar no qual há uma cultura e uma vibração, que traz uma conexão emocional com as pessoas que o cercam.” Essa definição vem de outro painel, da Jen Wong, COO do Reddit (agregador social de notícias, baseado em comunidades). Isso demonstra que, seja digital, seja física, a comunidade tem um elo que conecta pessoas com interesses afins. 

   Uma comunidade ajuda você a ser você mesmo. É sobre isso que Hamdi se refere quando comenta “É preciso criar um ambiente em que as pessoas possam ser elas mesmas, em que elas se sintam como em casa, porque, quando as pessoas podem ser autenticamente elas mesmas, elas podem criar coisas que são originais.” 

   Voltando à referência inicial do título do livro de Uri Levine (Apaixone-se pelo Problema, Não pela Solução), na minha imaginação, se Uri estivesse com Hamdi Ulukaya no mesmo painel, talvez a conclusão deste texto estaria na soma das duas ideias: apaixone-se (pela sua comunidade e) pelo problema (dela), e deixe a mágica acontecer. O SXSW é sobre isso.

   Mas, como começar a criar uma comunidade? Como talvez já tenha dado para perceber, há um elemento-chave na origem da construção de comunidades: o porquê, a missão, o motivo pelo qual você faz o que faz – é com isso que as pessoas se identificam e se conectam umas às outras. A missão do SXSW é ajudar pessoas criativas a atingir seus objetivos. A da Chobani é ser uma força para o bem. 

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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