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A materialização do Open Finance

A materialização do Open Finance

A implementação do Open Finance começou em 2021, mas ainda existem desafios a serem enfrentados para que os benefícios sejam percebidos pelos consumidores

   O termo “infodemia” ganhou força em 2020, dentro do contexto da pandemia de COVID-19. Entretanto, em um mundo em que, praticamente, toda ação reflete na geração de dados, essa é uma expressão que vale para diferentes áreas da vida do consumidor e da realidade das empresas. O sistema de Open Finance começou a ser implementado nesse contexto, bem como seu precursor, o Open Banking.

   Em um mundo em que informação é poder, permitir o acesso às informações financeiras trouxe um novo leque de possibilidades, envolvendo produtos e serviços, além de mais diversidade de escolhas para o cliente e, é claro, alguns desafios. O agente regulador – o Banco Central – percebeu que o consumidor tem poder para que ele possa ter maior qualidade na sua vida financeira. O Open Finance obrigou o sistema financeiro, como um todo, a competir mais e a oferecer serviços melhores e mais inclusivos. 

   A implantação do sistema de Open Finance, iniciada em fevereiro de 2021, foi dividida em várias fases. Agora, já permite o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais dos clientes. Em um futuro próximo, permitirá pagamentos e propostas de operações de crédito, facilitando a comparação entre taxas e condições. A conclusão destas quatro fases iniciais não significa que a implementação do Open Finance acabou; em breve, o Banco Central deve divulgar novas funcionalidades, que estão sendo colocadas no mercado à medida que os bancos se adaptam e a adesão ao Open Finance vai ganhando escala.

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   É, na prática, o aumento do poder de escolha do consumidor, que passa a ter autonomia sobre seus dados e mais transparência no setor financeiro. “Com as informações autorizadas pelo cliente, os bancos poderão oferecer ao consumidor as melhores ofertas de produtos e/ou serviços personalizados e com um melhor custo”, comenta Carolina Sansão, gerente de Inovação e Tecnologia da FEBRABAN. “Para os bancos, ter um histórico financeiro do consumidor, assim como as informações pessoais atualizadas, abre um leque de possibilidades e ofertas tangíveis aos clientes ou potenciais clientes.” 

   Fernanda Garibaldi, diretora-executiva da Zetta, associação que reúne fintechs do mercado brasileiro, destaca que o Open Finance é mais uma oportunidade que o Banco Central proporciona para que o sistema financeiro brasileiro inove e gere novas oportunidades de negócios, sem perder a credibilidade e a segurança que foram consolidadas ao longo de décadas. 

Fernanda Garibaldi,
diretora-executiva da Zetta

Antes do Open Finance

   O Cadastro Positivo pode ser considerado um embrião do modelo de compartilhamento autônomo de dados. A partir dele, as empresas já poderiam reconhecer os bons pagadores no mercado. 

   Dirceu Gardel, CEO da Boa Vista, explica: “Desde que o Consumidor Positivo surgiu, em meados de 2010, nós o entendemos como um produto que seria um forte fator de inclusão no crédito.” Ele reforça que no Brasil há uma parcela muito grande da população que é não bancarizada ou mal bancarizada. Além disso, há outra parcela relevante que não tem emprego formal, mas tem renda. “Em 2019, indo além dos bancos, começamos a receber informações do setor de telecomunicações e verificamos que 22 milhões de pessoas não têm emprego, mas pagam regularmente suas contas de telefone, água e luz. E o mercado de crédito passou a enxergar esse público.”

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   Tal inovação, inclusive, faz parte de uma série de iniciativas, como a criação do Pix, que conquistou o coração e o bolso dos brasileiros. Já são mais de 478 milhões de chaves Pix registradas no País, com uma movimentação de R$ 889 bilhões. Além dos consumidores, a modalidade facilitou as transações de pequenos negócios e empresas individuais, que diminuíram custos operacionais por poder evitar o pagamento de taxas de cartões e transferências. O Open Finance é, em resumo, uma expansão em progressão geométrica dessas possibilidades e dessa autonomia a serviço dos consumidores. 

   Atualmente, segundo dados do Banco Central, mais de 800 instituições financeiras já aderiram ao Open Finance. Essa lista inclui mais de cem conglomerados – bancos tradicionais, fintechs, crediários, instituições financeiras e de pagamento, que vão da maquininha às empresas focadas em financiamento de automóveis.

PARA OS BANCOS, TER UM HISTÓRICO FINANCEIRO DO CONSUMIDOR, ASSIM COMO AS INFORMAÇÕES PESSOAIS ATUALIZADAS, ABRE UM LEQUE DE POSSIBILIDADES E OFERTAS TANGÍVEIS AOS CLIENTES OU POTENCIAIS CLIENTES

Carolina Sansão,
gerente de Inovação e

Tecnologia da FEBRABAN

   Ampliar o alcance das pessoas aos serviços financeiros, como o Open Finance permite, é democrático e pode melhorar sensivelmente a experiência do cliente, a partir do momento em que aumenta a competição entre os atores e os serviços. Vale destacar que são todos produtos que já existem, como investimentos, pagamentos, créditos, seguros, mas com uma organização a serviço do cliente, que vai poder levar toda sua vida financeira – ou uma parte dela – a depender dos benefícios ofertados por cada instituição, que se baseiam, exatamente, no histórico amplo do usuário.

   Faz uma superdiferença eu ter uma informação de um ano de extrato de conta-corrente, um ano de fatura de cartão de crédito para refinar e sofisticar o modelo de concessão de crédito.         Com isso, vamos, eventualmente, conseguir melhorar a oferta em comparação com outras instituições ou passar a conceder crédito que não concederíamos normalmente sem essa informação”, avalia Fábio Lins, superintendente-executivo de Inovação e Open Finance do Banco Original. Além disso, a concorrência entre instituições tende a levar à redução das taxas de juros praticadas no mercado.

   Tanto Mario Leão, CEO do Santander, quanto Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, os dois maiores bancos privados do Brasil, comentaram em evento sobre inovação, durante congresso da FEBRABAN Tech em agosto deste ano, acreditar que essas mudanças mexeram com o core bancário, desde os processos até a chegada de novos players, em referência ao Pix – ao trazer interoperabilidade e ao Open Finance – que abriu uma porta de saída para os clientes ao permitir que eles compartilhem seus dados, que antes eram um asset valioso para quem os tinha na carteira.

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Os 5 pilares do Open Finance

A criação do Open Finance partiu de cinco pilares dentro do Banco Central, com o objetivo de estimular a competição do mercado, promover a inovação e garantir os melhores produtos e serviços para os brasileiros.

INCLUSÃO

Facilitar acesso aos mercados financeiros, favorecendo a inclusão da população ainda não bancarizada.

TRANSPARÊNCIA

Melhorar a transparência, a qualidade e o fluxo das informações de mercado e do Banco Central.

COMPETITIVIDADE

Incentivar a concorrência nos sistemas financeiro e de pagamentos.

EDUCAÇÃO

Estimular a poupança e a participação consciente no mercado.

SUSTENTABILIDADE

Promover finanças sustentáveis e contribuir para a redução de riscos socioambientais e climáticos na economia e no sistema financeiro.

CONSOLIDAÇÃO DO OPEN FINANCE

   No mais recente relatório divulgado sobre o status do Open Finance no Brasil, o secretário-geral do Open Finance Brasil do Banco Central, Carlos Antônio Rodrigues Jorge, aponta fatores determinantes para o projeto. Entre eles, a identificação do uso mais intenso e inteligente de dados, a demanda da sociedade por mais poder sobre suas informações e o surgimento de novos players – como as fintechs – que passaram a oferecer formatos e serviços financeiros disruptivos.

   Ainda que o processo de implementação do Open Finance esteja avançando, existem desafios. “O cronograma intenso e a abrangência do escopo do projeto já são alguns dos desafios”, reforça Carolina Sansão, gerente de Inovação e Tecnologia da FEBRABAN. Ela considera que, em comparação com outros países que já implementaram sistemas de Open Finance – Reino Unido, Alemanha, México e Singapura –, o escopo brasileiro é avançado.

   Itens como informações abertas, compartilhamento de dados cadastrais e transacionais, iniciação de transação de pagamento, compartilhamento dos demais dados de produtos e serviços e de transações feitas pelos consumidores, como de operações de câmbio, investimentos e seguros justificam esse ponto de vista.

   A Zetta também entende que o amadurecimento do ecossistema e o aumento da robustez são necessários para que saltos ainda maiores possam ser dados. Equipes dos Grupos Técnicos, que incluem colaboradores do Banco Central e dos principais players do mercado interessados em trabalhar na construção do ecossistema, vêm se debruçando em melhorar o que já está disponível, para atingir um patamar mais estável para a plataforma, dando ainda mais visibilidade ao regulador e a todos os participantes de onde estão os principais gargalos.

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   “Esse processo de ampliação da robustez do que já temos no momento será fundamental para as próximas fases. Vale ressaltar queum ecossistema tão complexo, sofisticado e vivo como esse nunca deixará de evoluir – seja com novos produtos e funcionalidades, seja em regulação ou em tecnologia”, destaca Fernanda Garibaldi. 

   Os bancos têm participado muito ativamente deste processo, tanto nos comitês, com o Banco Central, quanto diretamente. “Um banco conversa com outro. Chegamos a um consenso e vamos ao Banco Central com sugestões”, conta Lins, do Banco Original. “Eles têm escutado os bancos e a sociedade para aprimorar o sistema.” 

Carolina Sansão,
gerente de Inovação e Tecnologia da FEBRABAN

PARTICIPAÇÃO E ENVOLVIMENTO

   Para os bancos, o Open Finance vai ampliar – e já está ampliando – a concorrência e a competitividade. A expectativa da FEBRABAN com o Open Finance é bastante positiva. Tanto a Federação quanto o setor bancário apoiam a iniciativa e participam ativamente da construção do modelo. No entanto, o grau de facilidade a essa adesão é um pouco distinto entre os players. Para fintechs, as instituições nativas digitais, esse processo de adaptação ao compartilhamento, especialmente no que se refere ao desenvolvimento e à adequação das tecnologias que formatam o Open Finance, pode ser um pouco mais simples.

   Foi o caso do Mercado Pago, como conta Felipe Soria, Payments & Innovation Sr. manager do Mercado Livre. “Temos uma veia muito inovadora, então, percebemos que engajar em uma agenda inovadora do Banco Central era realmente uma oportunidade”, diz. “Fomos um benchmark para algumas instituições que buscavam melhorar seus processos. Naturalmente, houve muitas instituições que se conectaram conosco de forma rápida, justamente porque temos uma implementação de qualidade bastante fidedigna em relação às especificações”, explica Soria.

   O Banco Original entrou voluntariamente no projeto do Open Finance e crê que as fintechs levam uma certa vantagem na implementação do sistema, por já nascerem dentro de um ambiente de dados e nuvens e pela utilização mais contundente de tecnologia. “Já utilizamos ferramentas mais novas, além de Inteligência Artificial de forma contundente, então, tivemos alguma vantagem do ponto de vista de velocidade de implementação. Para processar essa jornada de dados, esses recursos são necessários”, aponta Lins.

TEMOS UMA VEIA MUITO INOVADORA, ENTÃO, PERCEBEMOS QUE ENGAJAR EM UMA AGENDA INOVADORA DO BANCO CENTRAL ERA REALMENTE UMA OPORTUNIDADE

Felipe Soria,
Payments & Innovation Sr. manager do Mercado Livre

   Por outro lado, os bancos incumbentes têm o legado e o histórico de informações que, no fundo, todos querem. “Eles têm um estudo, o histórico; tudo está lá. Os incumbentes estão muito mais avançados do ponto de vista de modelos de créditos – mais refinados, mais sofisticados –, enquanto os demais estão ainda coletando informações e sofisticando cada vez mais seus modelos, porque não possuem histórico”, reflete o superintendente-executivo de Inovação e Open Finance do Banco Original. 

   Em um primeiro momento, isso poderia significar perda de dinheiro para os bancos, certo? O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu que não durante painel na FEBRABAN Tech. A introdução do Pix diminuiu a arrecadação dos bancos com taxas, mas ampliou o número de transações, e a tendência é que ocorra o mesmo com o Open Finance. 

   “Nós queremos bancarização. E bancarização gera mais transação. O que vemos são bancos com fatias menores de tortas maiores. No fim, não é sobre estar ganhando ou estar perdendo; todo mundo está ganhando”, disse o presidente do BC.

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Serviços do Open Finance para o consumidor

Facilidade de crédito

O Open Finance permite comprovar, com o histórico de outras instituições, a consistência nos pagamentos e a adimplência em outros setores.

Investimentos 

Condições melhores de investimentos e ofertas personalizadas são possíveis de acordo com a disponibilização de um histórico amplo.

Organização financeira 

Assim como o débito automático trouxe comodidade na gestão de pagamentos, o Open Finance permite reunir, em um só ecossistema, toda a rotina transacional do cliente, que não vai precisar lidar com diferentes instituições, permitindo utilizar a interface e a UX mais convenientes.

Novos serviços agregados 

O cliente deve receber menos spams e mais ofertas personalizadas de produtos e serviços que estejam de acordo com seus interesses e desejos, como previdência complementar, capitalização e operações de câmbio.

Redução de taxas 

Assim como com serviços já consolidados, como portabilidade financeira, a competitividade trazida pelo Open Finance aumenta o poder de barganha do cliente, o que tende a reduzir taxas e tarifas.

O QUE FALTA PARA OS BRASILEIROS ADERIREM AO OPEN FINANCE?

   Hoje, no sistema de Open Finance, há aproximadamente 9,6 milhões de consentimentos ativos. Somente no mês de agosto de 2022, segundo a FEBRABAN, houve mais de 1 bilhão de chamadas às APIs do sistema. Por outro lado, o índice de desconhecimento sobre o sistema estava em torno de 76% até o início do ano. Em agosto, chegou próximo de 45%. 

   As fintechs estão desenvolvendo estratégias distintas no que se refere à abordagem dos seus clientes para aderirem à plataforma. Enquanto no Banco Inter a oferta do Open Finance está em roll out, o Banco Original está trabalhando com clusters de clientes. Já o Mercado Pago expandiu a oferta a 100% da sua base de clientes em agosto. 

   O Mercado Livre foi o primeiro a ofertar o serviço de Open Finance – inicialmente, para uma base reduzida de clientes; há quase seis meses, para todo o mercado. “Conseguimos oferecer uma grande experiência para o cliente – e era esse o grande objetivo. Estamos buscando traduzir para os usuários que, de certa forma, as experiências oferecidas pelo Open Finance já existem”, ressalta o Payments & Innovation Sr. manager do Mercado Livre.

   É exatamente para promover essa boa experiência que o Banco Original tem ofertado o Open Finance de forma segmentada. “Estamos informando todos os clientes e disponibilizando ofertas contextualizadas a quem deu consentimento do Open Finance, para que eles percebam que esse voto de confiança vai gerar melhores oportunidades e condições. Desse modo, operamos de forma clusterizada até que o sistema se estabilize, para que isso seja feito de forma massiva”, explica Lins.

Roberto Campos Neto,
presidente do Banco Central

   Nesse sentido, pode-se dizer que o Open Finance está colocando todos os aplicativos e funcionalidades que os bancos oferecem para falarem a mesma língua, para que o consumidor possa entendê-la com clareza o suficiente para decidir como é melhor, mais cômodo e confortável gerir suas finanças.

Inovações do Open Finance, segundo o Banco Central

PARA PESSOAS FÍSICAS

Iniciação de transação de pagamento: Instituições que estão autorizadas a participar do Open Finance poderão fornecer serviço de iniciação de pagamento.

PFM – gerenciamento de finanças pessoais: O ecossistema Open Finance permite a integração de diferentes instituições, para facilitar a consolidação de informações e o gerenciamento das finanças pessoais de acordo com as preferências dos usuários.

Comparador de serviços: Com o consentimento dos usuários, as instituições poderão buscar, comparar e apresentar um leque de serviços, como empréstimos e financiamentos, para que o usuário eleja a melhor opção para ele.

Crédito customizado: Facilita a oferta de crédito pessoal para além das instituições financeiras tradicionais, já que o histórico compartilhado oferece mais precisão na análise dos riscos de crédito. 

PARA NEGÓCIOS

ITP as a Service: Permite que instituições façam a iniciação de pagamentos utilizando a infraestrutura e a integração com o ecossistema Open Finance de empresas terceiras.

Open Finance as a Service: Permite que instituições se integrem ao ecossistema Open Finance utilizando infraestrutura e serviços de empresas terceiras. É importante lembrar que terceiros só podem acessar dados de suas instituições parceiras.

BFM – gerenciamento de finanças: A consolidação de informações facilita o gerenciamento das finanças de Pessoas Jurídicas e otimiza as análises dos dados financeiros, inclusive da contabilidade.

Automação de análises de dados bancários: Permite desenvolver análises de risco, de compliance e de fraudes, com mais eficiência e acurácia, como também oferecer uma análise mais detalhada do perfil de consumo dos usuários para embasar decisões de negócios.

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AMPLIAÇÃO DE OPORTUNIDADES

   O superintendente-executivo de Inovação e Open Finance do Banco Original defende que o sistema é valioso no sentido de possibilitar a criação de ofertas personalizadas e, consequentemente, aprimorar a experiência do cliente. 

   Guilherme Ximenes, CTO do Banco Inter, complementa: “O consumidor ganha em linhas de crédito, assim como na assertividade dos produtos que serão oferecidos a ele, o que leva a jornadas mais fluidas.” Esse acesso ao crédito pode se refletir em melhores taxas e maiores limites, incluindo aí a competitividade entre os bancos que, ao buscar bons clientes, vão fazer ofertas mais vantajosas aos consumidores considerados bons pagadores. 

   Outro aspecto vantajoso para o consumidor é a possibilidade de gerir a vida financeira em um só lugar, em vez de precisar manejar vários aplicativos de bancos, faturas, interfaces e abordagens de cada um deles. Mas isso não significa que o cliente – físico ou jurídico – vai precisar ficar atrelado somente a uma instituição. Ao contrário: poderá gerenciar sua vida financeira onde e como considerar mais conveniente e vantajoso. 

Fábio Lins,
superintendente-executivo de Inovação e Open Finance do Banco Original

   Além disso, dentro do ecossistema de Open Finance, há acesso a produtos e serviços inovadores. O primeiro exemplo é a iniciação de pagamentos. Essa funcionalidade nada mais é do que uma API que, se devidamente autorizada, permite que uma instituição não detentora de conta funcione como um agente que comanda um pagamento, conectando os usuários aos bancos, sem que seja necessário entrar no aplicativo ou digitar os dados bancários. Essa modalidade é especialmente útil em transações on-line, ao diminuir as etapas do processo de compra. Segundo Soria, do Mercado Livre, ainda falta oferecer tangibilidade dessas vantagens e benefícios aos potenciais usuários, mas a experiência do Mercado Pago é muito positiva. 

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Regras regulatórias

Para participar do Open Banking, é necessário atender às normas determinadas pelo Banco Central e seguir as regras, os padrões técnicos e os procedimentos operacionais, principalmente aqueles relacionados ao escopo de dados e serviços das instituições participantes, ao consentimento do cliente e aos mecanismos de autenticação.

Confira os requisitos técnicos definidos pelo Banco Central:

Requisitos de Segurança

As instituições devem implementar procedimentos e controles de segurança para análise de vulnerabilidades nas etapas de desenvolvimento e de utilização na produção das APIs utilizadas no Open Banking. Já a Estrutura de Governança deve implementar e manter uma política de segurança cibernética baseada em princípios e diretrizes que assegurem a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados e dos sistemas de informação utilizados.

Requisitos de UX

Durante toda a jornada do compartilhamento de dados, as instituições devem seguir os procedimentos operacionais e os requisitos observados na regulamentação e no Guia de Experiência do Cliente e Usuário do Banco Central. O objetivo é proporcionar aos clientes do Open Banking Brasil a confiança necessária para que eles autorizem o compartilhamento de dados e serviços por meio de uma experiência tranquila, baseada em quatro pilares: segurança e privacidade, agilidade, transparência e convivência e controle.

Requisitos funcionais – APIs

As APIs são interfaces que interligam os diferentes sistemas das instituições. Ao serem disponibilizadas pelos participantes, elas precisam satisfazer todas as condições de padronização, robustez e segurança necessárias para que o compartilhamento de dados possa ocorrer sem problemas.

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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