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Menos dados, mais intuição e criatividade

Menos dados, mais intuição e criatividade

   Nos últimos anos, dados tornaram-se o mantra da vez, o novo oráculo, capaz de revelar todas as respostas e soluções para problemas que enfrentamos. Não obstante, nessa busca incessante por informações, perdemos algo valioso: a intuição e a criatividade. Somos manipulados por algoritmos enviesados que nos direcionam e limitam nossas perspectivas. É fundamental refletir sobre essa situação e resgatar nossa capacidade de pensar por nós mesmos.

   Os dados são, indiscutivelmente, uma parte crucial do mundo moderno. Foi dito até mesmo que eles seriam “o novo petróleo” – e, a bem da verdade, a comparação faz sentido, já que dados são apenas commodities, apenas um retrato da realidade, e ganham valor só depois de um verdadeiro refinamento.

   Inclusive, se dados fossem por si só valiosos, os analistas de economia e política teriam acertado todas as previsões nos últimos anos, não? Sem interpretação, análise, intuição e ousadia, são apenas uma imagem sem contexto, não são capazes de prever o futuro nem de capturar a complexidade da experiência humana. É difícil lembrar inclusive quando foi a última previsão correta feita por institutos de pesquisa. 

   Por isso, para fazer com que dados realmente signifiquem alguma coisa, a análise é essencial – não apenas com base em estatística, mas com um olhar já calejado a respeito do tema sobre o qual o analista se debruça. É necessário saber interpretar, contextualizar e extrair insights significativos. Infelizmente, a maioria das pessoas e das empresas não possui tal habilidade. Mergulhados em gráficos, planilhas e métricas, perdemos a capacidade de olhar além dos números e compreender o contexto mais amplo. A interpretação dos dados requer uma mente aberta e curiosa, capaz de fazer conexões e enxergar além do óbvio.

   Nesse contexto, surge ainda outra preocupação, ainda maior: o impacto das telas na formação das crianças. Dar um iPhone nas mãos de uma criança é tirar a plenitude da infância, viciá-la em descargas de dopamina constantes, enquanto os pais simplesmente vivem como se não houvesse ali um filho: compenetrada, a criança fica em silêncio. A tela torna-se o mundo todo, distorcendo a noção da realidade que, especialmente no caso dos mais jovens, ainda está em construção. 

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      A exposição precoce das crianças às redes, aos dados e aos algoritmos altera a forma como elas constroem suas verdades, a maneira como pensam. Constantemente bombardeadas com informações digitais e encorajadas a confiar nos algoritmos para obter respostas e soluções, tornam-se dependentes, perdendo o acesso ao pensamento original e à criatividade. O contato com algoritmos, por sua vez, cria uma bolha de informações que reforça interesses, pontos de vista já existentes e até mesmo preconceitos. 

   A constante exposição aos dados e à tecnologia pode levar crianças – e até mesmo adultos, por que não? – a perder a capacidade de pensar de forma crítica e independente. A habilidade de questionar, analisar e formar opiniões próprias é essencial para o desenvolvimento de indivíduos pensantes e independentes.

   Com isso, a criatividade, habilidade fundamental para a resolução de problemas de maneira inovadora, também está em risco. O foco em dados e na comprovação empírica pode restringir a liberdade de experimentação e de pensamento imaginativo, ou seja, por mais que os dados tenham valor por fornecerem informações valiosas e eventuais insights para a tomada de decisões, é necessário equilibrá-los com a preservação da intuição, da criatividade e do pensamento crítico. Só assim poderemos questionar o status quo e enxergar possibilidades além do que é conhecido. 

   Somos levados a crer que apenas o que pode ser comprovado é válido, negligenciando, assim, a importância das ideias inovadoras e das intuições que vão além dos limites do conhecido. É preciso desenvolver a capacidade de utilizar os dados simplesmente como ferramentas complementares, sem nunca esquecer a importância da interpretação, sem perder a capacidade de pensar criticamente e de se arriscar. 

   Em um mundo cada vez mais dominado pelas big techs e pelos algoritmos, é imperativo que cultivemos uma mente ávida por experiências reais, consciente dos vieses presentes nos algoritmos que moldam nossas escolhas e perspectivas. É fundamental preservar nossa capacidade de pensar de forma independente, de questionar e de explorar caminhos não convencionais e lembrar que a capacidade de pensar livremente é um tesouro inestimável que deve ser valorizado e preservado.

   E é claro que tudo isso vale também para a experiência desenhada para o consumidor. As empresas estão inundadas de dados, mas a frieza dos números não é capaz de captar a complexidade das emoções humanas. Ao confiar apenas nos dados, corremos o risco de perder a essência do relacionamento. 

   Para realmente conhecer o cliente, é necessário colocar-se em seu lugar, “vestir o sapato dele”, compreender os gargalos que surgem na interação automatizada e desprovida de uma conexão genuína. É necessário compreender como o cliente se sente, quais são suas expectativas, frustrações e aspirações, transcender a abordagem impessoal, trazer à tona a empatia e a compreensão dos desejos e das necessidades. 

   Só assim as empresas poderão, de fato, entender os sentimentos do cliente em bons e maus momentos. Mergulhando nas experiências que o consumidor vivencia ao interagir com a marca, pode-se provocar sensações marcantes e conexões duradouras. Essa é uma aposta que compensa mais do que os dados podem provar, afinal, o valor do cliente é incalculável – e insubstituível.  

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
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fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
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