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Por que o bom design é invisível, simples e direto

Por que o bom design é invisível, simples e direto

Behavioural Designer na Hyper Island

   “Um bom design é muito mais difícil de notar do que um design ruim, em parte porque bons designs atendem às nossas necessidades tão bem que são invisíveis, servindo-nos sem chamar atenção para si mesmos. O design ruim, por outro lado, grita suas inadequações, tornando-se muito perceptível.” Com essa frase, Donald Norman introduz o livro The Design of Everyday Things, em que apresenta uma série de princípios para o bom design.

   O termo design tem sido usado para uma infinidade de significados, entre eles para denotar acréscimo. Tal coisa “tem design”, como se fosse uma espécie de selo de qualidade adicionado. Mas design pode ser subtração também. Como defende Dieter Rams: o bom design é o mínimo de design possível. Uma experiência bem projetada não sobrecarrega o usuário de estímulos, de informação, de decisões. Pelo contrário, ela se vale de modelos mentais já estabelecidos, para reduzir a carga cognitiva necessária para uma interação bem-sucedida. 

   No entanto, o mercado ainda é imaturo em relação a isso. Em um mundo cada vez mais turbulento e infoxicado, empresas tentam gritar mais alto, se sobressair, chamar a atenção para as suas experiências, valendo-se do design de forma equivocada. Ao tentarem fazer diferente para ganhar destaque nas experiências, as marcas podem confundir os usuários, já tão acostumados com alguns conceitos utilizados pela indústria.

   Introduzir novos termos, modificar o local de botões importantes em uma interface, utilizar um sistema de cores confuso, imagens, símbolos ou ilustrações com significados malcompreendidos – estes são exemplos de mau uso do design em produtos digitais.

   O mesmo pode ocorrer com produtos físicos, com serviços, com ambientes. Pense nos controles remotos tradicionais – este talvez seja o exemplo mais clássico de design ruim, que peca pelo excesso. Quantos botões você, de fato, utiliza? E quantos você nem sabe para que estão lá? Nesse caso, vale uma inovação, apesar de ser um artefato consolidado: a Apple criou um controle para a Apple TV com apenas um botão. Isso é se utilizar do bom design para minimizar, subtrair, reduzir carga cognitiva.

   Então, como definir um bom design? Um bom design é discreto, não causa atrito, cumpre sua função. É compreensível, dá pistas ao usuário de como ele funciona – ou, como define Norman, o bom design tem discoverability. Além disso, utiliza feed-back para informar o usuário que ele está no caminho certo e, acima de tudo, o bom design é simples: concentra-se nos aspectos essenciais sem sobrecarregar-se com os não essenciais. 

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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