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Acima das diferenças, o respeito

Acima das diferenças, o respeito

   Respeito é um atributo indispensável para as relações humanas – seja entre amigos, cônjuges, pais e filhos e colegas de trabalho, seja entre empresas e clientes. É o respeito, inclusive, que norteia as relações dentro de uma empresa produtiva e com potencial para crescer exponencialmente. 

   Sem que haja respeito, é impossível dar vazão a outros sentimentos positivos, como a empatia – que é quase uma buzzword nos dias de hoje. É preciso conhecer, de fato, a outra pessoa com quem se relaciona, em qualquer âmbito da vida: Como ela é? Quais problemas enfrenta? Quais são suas necessidades e expectativas? Estar aberto às pos-
síveis respostas para estas perguntas pressupõe, sobretudo, abrir mão das próprias verdades para praticar a escuta ativa, sem julgamentos.

   Porém, diante da polarização e da radicalização das opiniões – cenário vivido hoje em todos os cantos do mundo –, a convivência entre pessoas tornou-se praticamente incivilizada. Tornou-se comum invalidar o pensamento do outro apenas por ser diferente. Mas será que a culpa é realmente da polarização? Ouso dizer que não. Sempre houve a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras, entre Fluminense e Flamengo, mas, salvo em alguns casos pontuais, isso nunca foi motivo para separações e discórdias incontornáveis.

   O exemplo do futebol ajuda a entender como nos tornamos intolerantes, mas sabemos que este não é o único assunto que provoca uma drástica exaltação de ânimos. A bem da verdade, quase todo assunto é capaz de provocar discussões homéricas. E como chegamos a esse ponto?

   A resposta é mais simples do que pode parecer. Quem conhece o modelo de negócio das Big Techs – seja por utilizá-las, seja por estudá-las – sabe que, principalmente no caso das redes sociais, existe um incentivo à discussão e a discórdia. Na linguagem dessas plataformas, ironicamente, tais discussões podem ser interpretadas como uma forma de engajamento: se aconteceu uma briga nos comentários do seu post, parabéns, você mostrou ser relevante para os algoritmos. 

   Ainda que as empresas de tecnologia tenham surgido para facilitar a vida de alguma forma, o crescimento meteórico fez com que elas se tornassem mais fortes do que as leis de um País. Basicamente, as Big Techs acabam influenciando todas as conversas, porque sabem, a partir dos dados, o que é capaz de gerar amor, ódio, tristeza, alegria, angústia, vergonha etc. As Big Techs podem, inclusive, antever uma queda de valor ou o crescimento de uma empresa, apenas por observarem os burburinhos que começam dentro das plataformas. 

SEM QUE HAJA RESPEITO, É IMPOSSÍVEL DAR VAZÃO A OUTROS SENTIMENTOS POSITIVOS, COMO A EMPATIA – QUE É QUASE UMA BUZZWORD NOS DIAS DE HOJE. É PRECISO CONHECER, DE FATO, A OUTRA PESSOA COM QUEM SE RELACIONA, EM QUALQUER ÂMBITO DA VIDA

   Logo que o Facebook começou a crescer, difundiu-se uma máxima fundamental para os dias de hoje: “quando o serviço é de graça, o produto é você” – no caso, os seus dados. E ainda que as leis mundo afora tenham sido adaptadas para combater, ao menos um pouco, a extrema influência das organizações sobre as informações sensíveis dos consumidores, as tais Big Techs seguem fazendo tudo e mais um pouco com a saúde mental e o tempo das pessoas, resultando em uma multidão de pessoas – principalmente jovens – obcecados por seus smartphones e desligados da vida real. 

   Viciados na dopamina liberada no cérebro a cada novo estímulo provocado pelas telas, os jovens têm cada vez mais dificuldade para lidar com frustrações e correm o risco de recorrer às drogas para buscar mais e mais prazer (uma vez que a tela deixa de ser suficiente, conforme a vida se torna naturalmente mais complexa). Além disso, perdem-se as verdadeiras referências e os princípios, uma vez que o sinônimo de sucesso é uma conta no TikTok com milhões de seguidores – e não importa como chegar lá; o importante é ter aprovação e, mais uma vez, liberação de dopamina. 

   A verdade é que nunca mais viveremos a dádiva de ter debates saudáveis, com diferentes pontos de vista, apreciando o momento e o simples fato de existir entre amigos, familiares ou colegas de trabalho. O medo de encarar as diferenças é tanto que, mesmo entre pessoas próximas, muitas vezes vence a opção de rolar a tela do celular e consumir apenas aquilo que a bolha em que estamos inseridos nos oferece. Perdeu-se a capacidade de discordar, debater e conhecer os mais variados pontos de vista a respeito de uma situação. Com isso, foi-se a possibilidade de construir ambientes propícios ao crescimento, com harmonia e fraternidade e, é claro, respeito. 

   Ainda assim, deve-se seguir tentando lembrar e acreditar que é preciso ter inteligência emocional para aceitar, inclusive, pessoas que estão no polo contrário do nosso campo de opiniões. Ao mesmo tempo, vale encarar o desafio de ver o mundo do lado de fora da tela: voltar a ter experiências de fato sensoriais para, então, ser capaz de reconhecer a si mesmo e, é claro, reconhecer o outro. Isso feito, teremos chegado um pouco mais perto do verdadeiro sentimento de respeito. 

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

Concepção da capa:
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A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias
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autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
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