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Startup permite que clientes tenham experiência de compra com fragrâncias exclusivas

Startup permite que clientes tenham experiência de compra com fragrâncias exclusivas

A tendência da personalização dos produtos se une à experiência tecnológica de combinar cheiros na Amyi
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O mercados das startups de luxo tem muito espaço para crescer no Brasil. Ainda mais quando o assunto é o consumo ligado à beleza e ao bem-estar. De olho nessa demanda – o país é um dos que mais consome cosméticos e perfumes no mundo – duas mulheres criaram uma empresa de tecnologia e perfumaria baseada em personalização, na qual o cliente pode escolher entre uma série de fragrâncias únicas da marca. Trata-se da Amyi, que tem apenas um ano de existência, mas já está em sua segunda rodada de investimentos, agora no valor de R$1 milhão para seguir com suas atividades.

A startup funciona da seguinte maneira: o processo de compra é online e na plataforma é possível escolher uma caixa com frgrâncias exclusivas feitas pelos perfumistas da Amyi. Atuando com itens e elementos da alta perfumaria, a marca disponibiliza o universo dos cheiros e das rotas olfativas. “O brasileiro é apaixonado por perfumes e já representa o segundo maior mercado do mundo, mas não é considerado referência criativa no segmento”, diz Luciana Guidi, co-fundadora e CMO da Amyi.

Ao seu lado no comando da startup está Larissa Mota. Ambas sabem bem onde pisam. Larissa trabalhou com grandes perfumistas na Givaudan, a maior casa de perfumaria do mundo, em Nova York, e liderou o desenvolvimento da categoria para a América Latina na Mary Kay. Já Luciana, que é formada em Administração de Empresas pelo Insper e tem especialização em Marketing (UC Berkeley Extension) atuou na Comunicação e Marketing de grandes empresas, como FSB Comunicação, Mary Kay e Goodyear.

Perfumes como consumo de experiência

Que a personalização dos produtos é tendência, não se discute mais. Por isso, a ideia da Amyi é dar um passo adiante. O objetivo é tornar mais acessível o conhecimento sobre o assunto. Ou seja, cada compra também deve ser uma “experiência olfativa”.

“A Amyi é uma startup de perfumaria direct-to-consumer (DNVB) que une perfumes de alta qualidade a uma jornada sensorial e educativa pelo universo da perfumaria por meio de uma plataforma online. Nosso desafio era criar algo totalmente novo”, explica Larissa. “A ideia é ajudá-lo a descobrir e compreender sua própria biblioteca olfativa, compartilhando suas percepções sobre cada fragrância, quais emoções e sentimentos a acompanham”, diz ela.

O primeiro aporte para a startup sair do papel foi de R$400 mil, levantado em uma rodada de investimento-anjo com conhecidos e amigos que acreditaram no projeto. “Nossa ideia para criar a Amyi surgiu da insatisfação com a maneira como empresas e marcas da indústria lidam com a inovação real, deixando de lado anseios e emoções do consumidor na hora de escolher perfumes”, explica Luciana Guidi.

Ela também comenta a experiência das duas empreendendo nesse mercado: “Ainda é um desafio ser mulher e empreender no Brasil, mas acreditamos que o olhar feminino, intuição e cooperação resultam em mais coragem, determinação e iniciativa”.

O brasileiro adora fragrâncias

De acordo com a dupla de fundadoras, o consumidor brasileiro tem uma relação bastante especial com o consumo de fragrâncias: “Como povo, somos apaixonados por perfume. Nossa rotina de higiene, banhos e cheiros é única, e nossa cultura olfativa está ligada a plantas, mato, ervas aromáticas, frutas, flores e frescor. O olfato é o mais instintivo dos sentidos e está diretamente ligado à parte do cérebro onde são guardadas as nossas emoções e memórias”, explica Larissa Mota. Não à toa, o país é o segundo maior mercado nesse segmento no mundo: “E é o primeiro em consumo per capita em litros, chegando quase a três vezes o consumo da França”, afirma ela.

Com um aporte recente de R$1 milhão, vindo do GVAngels, grupo de investidores-anjo formado por ex-alunos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Fundo Wishe, que valoriza, apoia e capacita empresas fundadas por mulheres, a Amyi deve seguir firme e forte com a personalização de sua perfumaria, auxiliada por uma inteligência artificial. É ela que compreende os desejos de quem preenche as informações na sua plataforma.

Referência em perfumaria

Além de facilitar o processo de aquisição de uma fragrância da marca, a intenção da  Amyi também é colocar o Brasil entre as referências no segmento de criação de perfumes. “Convidamos três grandes perfumistas brasileiros, integrantes de algumas das principais casas de fragrâncias internacionais, para criarem nossa coleção exclusiva com total liberdade criativa e acesso aos melhores ingredientes disponíveis no mundo”, diz Luciana Guidi.

Mesmo com a pandemia, a empresa se mantém firme em seu propósito: “A Amyi tinha apenas quatro meses quando foi decretada a pandemia. Vínhamos em um ritmo bom de crescimento, dentro do planejado. Na metade de março nossa venda zerou e a estratégia foi recalcular a rota”, conta Luciana. “Revisamos todos os nossos números para ver o que era possível enxugar sem perder a alma da Amyi”, completa.

Elas mantiveram as ações de Dia das Mães e em abril, o Amyi VIII, um perfume da casa, foi nomeado finalista do prêmio internacional The Art and Olfaction Awards, que celebra a perfumaria independente. “Foi a primeira vez que um perfume nacional acabou indicado. A indicação rendeu crescimento de 60% nas vendas de maio em relação a abril deste ano e nosso estoque esvaziou”, diz Larissa. Com esses resultados, parece que mesmo com o vai e vem de confinamentos e restrições de mobilidade, o perfume continua sendo um objeto do desejo para homens e mulheres.


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Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

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CAPA: Camila Nascimento
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