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3 perfis que vão mudar sua maneira de se relacionar com a moda

3 perfis que vão mudar sua maneira de se relacionar com a moda

Consertar as peças, comprar menos e fazer trocas estão entre as propostas desses perfis para você entrar no momento de consumo consciente que pede a próxima década
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Quando o assunto é sustentabilidade, pode-se dizer que a indústria da moda foi uma das que mais demorou para começar a mexer em seu modo de produção. Tudo por conta do frenesi (e do sucesso) imposto pelas marcas de fast-fashion nos últimos anos.

Mas com o crescente interesse no tema do consumo consciente, alguns perfis nas redes sociais se destacam nesse processo de mudar a maneira de comprar roupas. Tanto que a reutilização de peças (o bom e velho brechó) está dentro das tendências de consumo e comportamento mais promissoras para a próxima década.

Olhando para o cenário brasileiro de influência dentro do tema moda, três perfis no Instagram se destacam com conteúdos que conversam diretamente com essa proposta mais atual de consumo de roupas – que passa bem longe da febre do look do dia, que dominou o universo fashion com o boom dos influenciadores.

De forma original, elas colocam temas ligadas a maneira de se vestir em pauta e valem o seu follow. Confira:

@modefica

 

 
 
 
 
 
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O #advocacy pode ser entendido como um sinônimo de defesa e argumentação em favor de uma causa. É um processo de reivindicação de direitos que tem por objetivo influir na formação e implementação das políticas públicas. Podemos observá-lo, na prática, com as melhoras de condições de trabalho de trabalhadoras e trabalhadores da indústria da moda em Bangladesh. Após a tragédia do Rana Plaza, duas organizações foram criadas para inspecionar fábricas e parar sua produção caso o espaço não fosse seguro aos funcionários. O Acordo sobre Segurança Contra Incêndios e Edifícios em Bangladesh e a Aliança para a Segurança dos Trabalhadores de Bangladesh – ou, simplesmente Acordo e Aliança – fizeram uma grande diferença na fiscalização de empresas, prevenindo que outros acidentes acontecessem. ONGs e sindicatos se uniram para pressionar que marcas aderissem às ambas organizações.⁠⠀ ⁠⠀ Já o advocacy no México alavancou a reforma trabalhista mais significativa para o país em cem anos. Jill Tucker, Diretora de Direitos e Trabalho do Instituto C&A, explica como a atuação de entidades contribuiu para que o governo mexicano passasse a atuar mais próximo dos trabalhadores, fornecendo um sistema de justiça trabalhista imparcial, independente e justa: “as organizações de defesa do trabalho – muitas lideradas por mulheres – foram fundamentais não apenas para garantir a adoção das reformas, mas também para trabalhar com os legisladores na estrutura e redação das novas leis”. Entenda como o advocacy tem fomentado melhores condições de trabalho na indústria da moda no Brasil e no mundo. Clica no link na bio ou acesse modefica.com.br Ilustração: @catarinabessell #RepensandoModa

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Com mais de 62 mil seguidores, o perfil foca bastante em discutir sustentabilidade na produção fashion, mas com profundidade –o que é excelente para mostrar o real impacto que a cadeia de produção de roupas tem na sociedade. Para isso, traz frases inspiracionais que puxam para o debate e conversas com economistas, ativistas, ambientalistas e, claro, gente que vive da moda. O @modefica também é um site e tem conteúdo em forma de podcast. Outros temas intimamente ligados ao que elas apresentam é o veganismo e o feminismo. Pra começar a seguir já e ir muito além da informação de quantos litros de água se gasta para fazer um jeans: aqui a mudança de consumo proposta é social e estrutural.

@fash_rev_brasil (Fashion Revolution Brasil)


O movimento internacional de mudança na forma de consumir / comprar roupas tem neste perfil seu maior representante. Com mais de 90 mil seguidores e posts absolutamente informativos sobre o assunto (como por exemplo o tanto de lixo gerado pelas fantasias das festas de Halloween), provoca discussão com a hashtag necessária – #quemfezminhasroupas. Ao pedir por transparência na produção e questionar como costureiras são pagas, o perfil fala diretamente com as marcas brasileiras e com quem tem poder aquisitivo para encher o closet. Administrado no Brasil por Fernanda Simon, diretora-executiva da rede, o Fashion Revolution começou após a tragédia do desabamento de um edifício, em Bangladesh, no dia 24 de abril de 2013. Mais de três mil trabalhadores da indústria da confecção estavam no local e cerca de 1.134 pessoas morreram. Todas elas trabalhavam para marcas globais de roupas, em condições consideradas de escravidão.

@menos1lixo

 

 
 
 
 
 
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Tem gente do sul por aí? Já pensou em tomar um chimarrão com copinho do Menos 1 Lixo? Você sabia que ele suporta líquidos quentes e pode até ir pro microondas? ⠀⠀ 😋⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀ Os copos de silicone originais do #menos1lixo também estão por aí. Se liga onde encontrar: ⠀⠀ ⠀⠀⠀ Paraná:⠀⠀ @macaiaeco⠀⠀⠀ @cookie_stories⠀⠀⠀ @bemintegralconsumoconsciente⠀⠀⠀⠀ @ekoapark⠀⠀ @macaiaeco⠀ @whynotcwb⠀ ⠀ RS:⠀⠀ @mercadobrasco⠀⠀ @berenicecriativa⠀ @bananaverdepoa⠀ @casa.cook⠀ @conscientize_comigo⠀ ⠀ SC:⠀ @vivamaiseco⠀ @casa.origem⠀ ⠀ É ponto de venda nosso e não tá aqui? Manda uma mensagem pra gente que colocamos na lista! 😉⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀ #menos1lixo #copomenos1lixo #parana #curitiba #morretes #lixozero #zerowaste #kitlixozero #sustentabilidade #meioambiente #natureza #reduce #menos1lixopdv

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O perfil é um gigante no assunto, com mais de 540 mil, e abrange mais temas além do consumo consciente de peças de roupa. A gestão do lixo é o ponto importante do perfil – que produz conteúdo em redes sociais afinado com a plataforma Menos1lixo.com.br. Criado por Fernanda Cortez, ambientalista e defensora da campanha Mares Limpos pela ONU Meio Ambiente, que ficou conhecida após criar um copo portátil de material não poluente, capaz de ser levado na bolsa e que diminui vertiginosamente o uso dos plásticos descartáveis. A plataforma é uma grande incentivadora da reutilização de roupas – aquele levar na costureira, sabe? – bem como dos brechós e da troca entre amigas.


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