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Oportunidades e desafios na mensuração da educação financeira no Brasil

Oportunidades e desafios na mensuração da educação financeira no Brasil

Efetividade das ações de educação financeira foi pauta da Febraban Tech 2024, destacando importância de nova resolução do BC.
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Foto: Bianca Alvrenga

Em um país de renda média como o Brasil, onde há uma forte demanda por acesso ao crédito, mais do que nunca a educação financeira ganha discussões mais intensas. No entanto, mensurar a efetividade das ações de educação financeira é um grande desafio. Entender se o consumidor melhora o seu comportamento financeiro com a ampliação do conhecimento em educação financeira é ainda mais desafiador.

Diante desse contexto, entender o caminho e as variáveis de iniciativas na educação financeira e seus impactos na esfera do consumo, foi a proposta do painel da Febraban Tech 2024 “Desafios e caminhos na mensuração e monitoramento da efetividade das iniciativas de educação financeira e do impacto da saúde financeira do consumidor”, que contou com os especialistas Cristiane Amaral, gerente da Fundação Sicredi, Fabio Lopes, auditor da divisão de educação financeira do Banco Central do Brasil, Louize Pereira Oliveira, analista de educação financeira do Sicoob, Paulo Coelho Mendes, head of Data Science do I-SFB, e Amália Sangüeza, superintendente de ESG do Banco Safra.

De acordo com a resolução nº 4.854 do Banco Central, que começa a valer a partir de julho deste ano, as instituições financeiras e de pagamentos passarão a promover ações de educação financeira aos clientes. O objetivo, segundo Fábio Lopes, é que as empresas forneçam conteúdos que contribuam para a conscientização do consumidor “As instituições devem ter políticas de educação financeira. Essas políticas têm que ser traduzidas em práticas. Não ser medida por medida, mas sim fazer sentido com o todo. A medida de educação financeira deve estar ligada à jornada do cliente“, completa.

A nova regra do Banco Central visa proporcionar uma maior organização e planejamento do orçamento pessoal e familiar; formação de poupança e resiliência financeira; e prevenção à inadimplência de operações e ao superendividamento. Ainda segundo Paulo, as medidas de educação financeira têm que estar ligadas a esses três pontos. “Esse tema está na agenda estratégica do Banco Central”, pontua.

Monitoramento da efetividade da educação financeira

Na visão de Louize Oliveira, monitorar a efetividade da educação financeira é um desafio complexo. “A Sicoob acredita que intervenções bem planejadas podem modular o comportamento financeiro dos consumidores”, pontua a executiva.

“Como instituição financeira cooperativa, temos a capacidade de contribuir significativamente para a formação de um comportamento financeiro mais saudável. Além disso, relatórios indicam que consumidores bem-educados financeiramente tendem a contratar produtos mais adequados para sua situação financeira”, diz Louize.

Educação financeira como pilar da sustentabilidade

O Sicredi tem buscado contribuir com a missão de promover o bem-estar financeiro dos associados e da comunidade por meio de oficinas, programas e workshops.

Um dos exemplos citados por Cristiane Amaral é o programa “Na Ponta do Lápis” que foi desenvolvido para atender tanto associados quanto não associados, oferecendo conteúdos simples e didáticos que desmistificam o universo financeiro. “A proposta é que, em poucas etapas, qualquer pessoa consiga entender e aplicar os conceitos apresentados”, pontua a executiva.

Além das oficinas e workshops presenciais, a empresa conta um espaço dedicado ao ambiente digital. “Nossa plataforma de cursos, ‘Sicredi na Comunidade’, é um exemplo disso. Nela, oferecemos uma variedade de conteúdos que visam capacitar os usuários de maneira prática e acessível.”

Para mensurar o impacto das iniciativas no consumidor, a Sicredi utiliza diversos indicadores e métodos de acompanhamento que ajudam a entender a efetividade das ações e a identificar novas soluções que podem ser implementadas. “É uma jornada contínua de aprendizado e melhoria”, destaca Cristiane. “Atualmente, contamos com uma ferramenta e um sistema que permite às nossas cooperativas alimentarem dados continuamente. A cada passo, descobrimos novas soluções que podem ser monitoradas e ajustadas conforme necessário.”, complementa.

Índice de Saúde Financeira dos Brasileiros

O Índice de Saúde Financeira dos Brasileiros (I-SFB) surge como uma resposta necessária e inovadora às complexidades financeiras enfrentadas pela população. Esse índice é um fruto da cooperação entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Banco Central do Brasil e o setor financeiro como um todo. Juntos, esses atores uniram forças para criar uma ferramenta que mede de forma abrangente e confiável a saúde financeira dos cidadãos.

“O ISFB foi criado com o objetivo de fornecer uma visão clara e precisa da saúde financeira dos brasileiros”, afirma Paulo Coelho Mendes.

Ao considerar uma ampla gama de fatores, ele consegue captar as nuances e complexidades das finanças pessoais. Além disso, o índice avalia a capacidade de pagamento e endividamento das pessoas, bem como analisa o comportamento financeiro, a resiliência frente a imprevistos e o planejamento para o futuro.

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