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Melhores práticas em branding experience

Melhores práticas em branding experience

Executivo da Brand & Stories fala sobre a importância – e a dificuldade – das marcas se conectarem com as pessoas
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O branding experience é um conceito que visa o fortalecimento da relação das marcas com seus clientes em todos os momentos de contato e interação. Por meio de alguns detalhes, que muitas vezes nem são percebidos pelos consumidores como propositais, essa técnica implementa ações que despertam sensações e sentimentos, o que gera fidelização e satisfação.

A temática é tão relevante que foi debatido durante o Conarec 2022. Quem explica mais sobre o assunto é Natanael Sena, diretor de brand experience da Brand & Stories, que atua diretamente nesse segmento. Na ocasião, o especialista falou da metodologia com divisão em atos, o papel das marcas na vida de seus consumidores e da relevância de gerar recorrência na base de clientes.

Branding experience no mundo conectado

Quando se trata de brand experience, o executivo conta que é essencial ter em mente o conceito de compressão do tempo, que basicamente afirma que em intervalos menores de tempo haverá uma revolução que mudará a forma como as pessoas se relacionam, consomem e vendem.

“Levamos milênios para termos uma evolução da agricultura para a elétrica. Mas hoje, o que demorava séculos, leva décadas. A pandemia de Covid-19 acelerou esse contexto de transformação digital e, nesse momento, precisamos entender qual é o nosso papel perante o mundo e as pessoas que temos nos relacionado, porque o conceito de como a sociedade vai se relacionar e entregar sofre constantes mudanças”, detalha.

Desse modo, Natanael Sena exibe as três fases em que os negócios se baseavam de acordo com as tecnologias existentes à época e suas aplicações no mercado:

● Passado – Produto: operacional – mãos para executar;
● Presente – Serviço: processos – criação de modelos inteligentes que facilitam o acesso de todos a tudo;
● Futuro – Experiência: emoções – quando todos têm acesso a tudo, como eu engajo/conecto.

“Hoje, usamos a capacidade cerebral para encurtar distâncias e entregar algo. Contudo, milhares de estímulos competem pela nossa atenção. A cada dia que passa, é mais difícil se conectar com as pessoas”, problematiza o diretor de brand experience da Brand & Stories.

Para o profissional, os métodos de aprendizagem não funcionam mais como antigamente e, no mundo corporativo, o storytelling para realmente cativar pessoas pede uma nova abordagem, pois os indivíduos estão cada vez mais distraídos.

Além disso, atualmente, o principal concorrente das empresas deixou de ser a tradicional companhia que vende o mesmo produto ou serviço e passou a ser aquela atividade ou organização que ocupa indiretamente o tempo que o consumidor antes gastaria consumindo seu conteúdo.

Ou seja, a emissora de televisão compete com outros canais de comunicação, sejam eles emissoras, redes sociais digitais ou a interação presencial com alguém, por exemplo.
Sendo assim, Natanael Sena propõe uma metodologia com divisão em três atos:

● Ato I – Começo: identificação, contexto e conexão da marca com seu público-alvo;
● Ato II – Meio: superação de barreiras, resolução de conflito e validação, que provoca a saída de um ponto comum;
● Ato III – Fim: perceba as necessidades/faça o que tem que ser feito, identifique e ofereça uma proposta de valor e execute a ação.

“Os gestores precisam entender quem é o cliente para tirar maior proveito daquela situação não em benefício apenas da empresa, mas também do consumidor, para que ele participe dessa cadeia de valor e tenha uma recorrência na base, mesmo que seja um produto de alto valor”, diz.

“Entender a voz e os sentimentos do cliente é o que faz sentido onde todo mundo é tudo, e todo mundo comunica tudo”, completa.

Experiências imersivas e interação

Em consonância com o que o branding experience propõe, Natanael Sena, em seu painel, realizou uma atividade prática imersiva de aproximação com os ouvintes por meio da interação com os óculos de realidade virtual (VR) da Meta.

O executivo explorou ambientes, exibiu possibilidades de reunião, adaptação de cenários e conversas com terceiros nesse novo universo, evidenciando que as tecnologias são ótimas aliadas, uma vez que a realidade dos consumidores já está permeada pela internet e pelos dispositivos móveis como ferramentas de socialização e aquisição de produtos e serviços.

Ademais, existem algumas vantagens para as marcas ao investir nesses tipos de estratégia, como:

● Estabilidade no mercado;
● A partir da visibilidade, as chances de novos produtos serem melhor aceitos pelos consumidores aumentam;
● Quanto mais lembrada, mais à frente da concorrência estará;
● Mais satisfação ao público-alvo por meio de produtos e serviços;
● A companhia passa a ser vista com mais credibilidade no mercado, transmitindo confiança e solidez.

“O consumidor continua sendo o centro de tudo (customer centric), e não existem mais fronteiras ou barreiras que distinguem esse consumidor do público interno ou externo das corporações. Ou seja, ao falarmos de experiência cada vez mais vamos provocar uma mudança de pensamento que permeia colaboradores e clientes. A intersecção desses conceitos permeia um novo conceito de pensar e realizar”, completa.

“Branding experience é isso, criar ferramentas que levam as pessoas a terem experiências diferentes e tornam mais fácil o envolvimento emocional”, finaliza.


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SUMÁRIO – Edição 296

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A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Rhauan Porfírio
IMAGEM: IA Generativa | ChatGPT


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