De acordo com o “Future of Jobs Report 2025“, do Fórum Econômico Mundial, espera-se a criação de 170 milhões de novos empregos globalmente até 2030 devido à Inteligência Artificial (IA). Por outro lado, 92 milhões de postos de trabalho podem ser eliminados. O saldo da conta é positivo: 78 milhões. Já uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que 31% dos empregos poderiam ser transformados radicalmente como resultado dessa automação.
A perspectiva é favorável para quem acompanha o desenvolvimento tecnológico e consegue manter-se atualizado e garantir espaço entre novas habilidades exigidas e novos cargos que surgem diante dessa evolução com IA.
Empresas e lideranças que estão acelerando as visões de futuro sobre competências e habilidades em IA, aliadas a capacidades interpessoais como inteligência emocional e criatividade, têm a chance de seguirem relevantes nessa jornada.
Como se manter capacitado e liderar na era de negócios com IA

Cleber Morais, diretor-geral da AWS no Brasil
“Vejo que é muito importante abraçar a aprendizagem potencializada por IA. Investir em treinamentos que combinem aprendizado prático, educação em soft skills e ideação. É essencial também desenvolver métodos para medir o impacto nos negócios e os ganhos de produtividade resultantes desses esforços. O objetivo final deve ser o de criar um ambiente que permita que a força de trabalho enfrente novos desafios e oportunidades com confiança, preparando-se efetivamente para o futuro impulsionado pela IA.”
Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina
“Adaptação é uma habilidade fundamental para navegar neste cenário de evolução tecnológica constante, assim como ter a habilidade de promover a colaboração entre as equipes. Os líderes que desejam se preparar para o futuro com IA precisam investir no aprendizado contínuo, na experimentação, no pensamento crítico e na capacidade de analisar dados para transformar informações em decisões estratégicas.”


Edgar Gil Rizzatti, presidente de Unidades de Negócios Médico, Técnico e Novos Elos do Grupo Fleury
“É importante que líderes adotem uma abordagem proativa e visionária, considerando a integração de IA nas operações e garantindo que as tecnologias digitais otimizem processos, a eficiência dos serviços e, claro, melhorem a experiência do cliente. Investir em infraestrutura tecnológica e em soluções escaláveis também é importante para a criação de uma base sólida para inovações futuras. Além disso tudo, é preciso ter uma mentalidade colaborativa.”
Natalia Calixto, Diretora de Gestão de Valor do Consumidor do Grupo Boticário
“A cultura de inovação contínua deve ser uma premissa entre as lideranças. Isso significa criar um ambiente onde o erro faz parte do processo de aprendizado — errar pequeno, aprender rápido e escalar o que funciona. A IA não substitui a intuição e o olhar humano, mas amplia as possibilidades de personalização, antecipação de tendências e eficiência operacional. Outro ponto fundamental é a capacidade de tomada de decisão baseada em dados. A governança de dados sólida garante segurança e conformidade, mas também se traduz em um diferencial competitivo, permitindo que insights estratégicos sejam extraídos e aplicados de forma ágil.”


Anna Vidal, diretora de CX do iFood
“A capacidade de aprender e desaprender rapidamente se tornou indispensável em um ambiente de IA em constante evolução. Flexibilidade e adaptabilidade são fundamentais. A colaboração também é essencial para se engajar com a tecnologia de forma crítica e construtiva. Já a complexidade dos desafios futuros requer uma abordagem holística e integrada. Competências técnicas precisam ser complementadas por soft skills críticas.”
Igohr Schutz, diretor-executivo Digital do Einstein
“Sem dúvida os líderes devem adotar uma abordagem multifacetada que combine estratégia, capacitação e adaptabilidade. Promover o treinamento de equipes para utilizar ferramentas de IA e compreender seus benefícios também é fundamental, garantindo uma base sólida para decisões estratégicas. Certamente uma liderança adaptativa, que incentive a experimentação e a aprendizagem contínua será determinante para quem busca o sucesso no cenário moldado pela IA.”


Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco
“A transformação cultural que conduzimos no Itaú tem como uma de suas premissas o uso intensivo de dados por todas as áreas para tomar as melhores decisões. Com isso, entendo que além do conhecimento técnico e capacitação contínua é necessário que os líderes estejam de fato perto dos clientes para entenderem as suas reais necessidades e que fomentem em seus times a característica empreendedora que cada um pode ter para utilizar novas tecnologias a fim de solucionar problemas e dores de clientes.”
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