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IA por IA: Inteligência Artificial para inclusão e acessibilidade

IA por IA: Inteligência Artificial para inclusão e acessibilidade

Tecnologia pode ser facilitadora no aprimoramento de ações e políticas inclusivas, desde que desafios e questões éticas sejam superados.

Ainda que existam desafios persistentes e barreiras diversas, nos últimos anos houve um impulso significativo em direção à inclusão e acessibilidade nos ambientes de trabalho e no acesso a serviços, promovido por legislações, conscientização crescente e avanços tecnológicos. Neste último tópico, a Inteligência Artificial (IA) pode ser uma grande facilitadora.

Para entender como a Inteligência Artificial para inclusão pode funcionar, a Consumidor Moderno ouviu dois especialistas no tema: Jadson Nunes, consultor em Diversidade e Inclusão e autor dos livros “Melhorar a acessibilidade só depende da sua atitude” e “Se liga nos sinais”, e Vivian Staroski, professora do Senac EAD no curso livre “Acolhimento de profissionais com deficiência nas empresas”.

Ambos concordam que, oferecendo novas soluções e garantindo acesso igualitário, a IA pode, sim, acelerar um processo de inclusão que se transforma cada vez mais de uma demanda negligenciada para não só uma obrigação moral, mas uma realidade.

Inteligência Artificial como facilitadora para inclusão

“A tecnologia, e aí incluímos a IA, tem o potencial de ser uma facilitadora importante para empresas e instituições aprimorarem suas ações e políticas de inclusão e acessibilidade”, comenta Jadson Nunes.

Ele afirma que sua aplicação é bastante ampla e pode ir desde no desenvolvimento de tecnologias assistidas avançadas e na melhora da acessibilidade digital ao uso na análise de dados para identificar lacunas, personalizar ambientes e serviços e fornecer treinamento e sensibilização. No geral, permitiria a criação de ambientes mais acolhedores, equitativos e acessíveis para todos.

“Ela traz uma contribuição para o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas como saúde, educação, emprego e acessibilidade urbana, proporcionando às pessoas com deficiência oportunidades de participação plena na sociedade”, completa.

Além de criar esses ambientes mais inclusivos, Vivian Staroski complementa que ela empodera as organizações a serem mais adaptativas e responsivas às necessidades de todos. Por exemplo, oferecendo personalização e suporte proativo a pessoas com necessidades específicas, melhorando a comunicação e até ajudando a analisar grande quantidade de dados sobre as próprias políticas de inclusão e acessibilidade.

Desafios e questões éticas no uso da IA para inclusão e acessibilidade

Ainda que a Inteligência Artificial para inclusão seja uma aliada poderosa, os especialistas alertam que ela deve ser implementada com cuidado, suporte humano adequado e principalmente consideração ética: “assim, podemos garantir que ela atenda efetivamente às necessidades sem criar novos problemas ou aprofundar desigualdades”, fala Vivian Staroski.

Para Jadson Nunes, as práticas éticas devem estar presentes desde o início do processo de desenvolvimento das políticas de inclusão e da adoção da IA.

Isso quer dizer que é preciso pensar na diversidade das equipes envolvidas, realizar testes rigorosos para mitigar viés, promover transparência e investir em um monitoramento contínuo que assegure que sistemas permaneçam inclusivos e responsáveis ao longo do tempo.

A professora ainda lista algumas estratégias para certificar que esses valores citados por Jadson sejam alcançados na prática. “Para evitar que a IA perpetue ou até amplie vieses existentes ou algorítmicos, é fundamental que os conjuntos de dados usados para treinar esses modelos sejam tão diversificados e representativos quanto possível. Quanto à transparência, significa que tanto os desenvolvedores quanto os usuários finais devem ser capazes de entender como as decisões são feitas. Nesse sentido, ferramentas que explicam as decisões da IA podem ajudar a identificar e corrigir rapidamente qualquer viés ou erro”, diz.

Já para o monitoramento contínuo, empresas devem criar protocolos de teste que busquem possíveis discriminações em diferentes cenários de uso, além de estabelecer e seguir regulamentações rigorosas, que incluam diretrizes sobre equidade, privacidade, segurança e responsabilidade.

Para tudo isso ser efetivo, ela ainda recomenda a inclusão das comunidades afetadas no processo de desenvolvimento da IA, para ajudar a garantir que suas necessidades e preocupações sejam consideradas, e a promoção de uma educação sobre o uso ético e inclusivo da tecnologia entre desenvolvedores, usuários e reguladores.

Na prática: aplicação da IA em contextos específicos de inclusão e acessibilidade

Empresas que desejam utilizar a Inteligência Artificial para inclusão e acessibilidade precisam, antes de tudo, preparar o terreno. Os especialistas entrevistados concordam que o primeiro passo é estabelecer uma base sólida, que envolva treinar as equipes multidisciplinares, promover uma educação e conscientização interna e, muitas vezes, buscar consultoria especializada.

Por meio de um planejamento estratégico, baseado em dados e avaliações que dimensionem as reais necessidades de inclusão e acessibilidade dentro da organização, é possível começar com uma implementação gradual, que vá se tornando mais ampla a partir de reavaliação contínua e realização de ajustes nas soluções de IA sempre que preciso.

A partir daí, a Inteligência Artificial tem um potencial futuro promissor e já oferece diversas aplicabilidades para promover inclusão e acessibilidade em diversos contextos. Jadson Nunes e Vivian Staroski fazem um resumo das melhores soluções, confira!

Atendimento ao cliente

Inteligências Artificiais como chatbots e assistentes virtuais podem facilitar a interação e oferecer suporte em tempo real para clientes com diversas necessidades. Além disso, plataformas online podem personalizar a experiência do usuário automaticamente com base em suas demandas de acessibilidade.

Alguns exemplos são chatbots que usam linguagem natural para auxiliar na interação com pessoas com deficiência cognitiva ou de aprendizagem, assistentes que respondem a comandos de voz para pessoas com deficiências visuais ou de mobilidade, e sites que alteram esquemas de cores para usuários com daltonismo ou otimizam layouts para leitores de tela usados por pessoas cegas.

Experiências de aprendizado

O suporte personalizado para alunos com deficiências específicas, com adaptação do conteúdo conforme o necessário, é o conceito chave da IA aplicada nas experiências de aprendizado.

“Plataformas de educação que utilizam IA, como o Knewton ou o Coursera, para citar dois exemplos, adaptam o conteúdo didático ao estilo e ritmo de aprendizagem do aluno, o que pode ser particularmente benéfico para pessoas com necessidades educativas especiais”, cita Vivian Staroski.

Na diminuição da discriminação

Em processos seletivos, por exemplo, algoritmos de IA podem ser empregados para identificar e corrigir orientações enviesadas, promovendo assim resultados mais imparciais e práticas mais justas e equitativas, independentemente de raça, gênero ou idade.

Para grupos com deficiências específicas

“A IA pode oferecer soluções como tecnologias de visão computacional para pessoas com deficiência visual, tradução em Libras para pessoas surdas, legenda automática para pessoas com deficiência auditiva e outros dispositivos de assistência, demonstrando assim o potencial da IA para criar um mundo mais inclusivo e acessível”, lista Jadson Nunes.

Vivian ainda complementa que, para pessoas com deficiência de mobilidade, a IA integrada a dispositivos de assistência pode permitir o controle de cadeiras de rodas motorizadas ou outros aparelhos domésticos via comandos de voz ou gestos, melhorando a autonomia e a qualidade de vida.

Ela frisa que são apenas alguns exemplos da gama de utilizações da Inteligência Artificial para superar barreiras: “continuar a explorar e expandir essas tecnologias pode proporcionar oportunidades ainda maiores para inclusão e acessibilidade em todas as áreas da sociedade”, conclui.

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