No mercado de crédito, eficiência e proximidade com o cliente são fatores decisivos para gerar valor. O desafio vai além de aprovar operações: trata-se de encontrar formas inovadoras de ampliar o acesso a produtos financeiros sem perder a humanização.
Foi exatamente isso que o Banco Daycoval e a Olos Tecnologia mostraram no CONAREC 2025, ao apresentar um case que alia tecnologia, personalização e resultados expressivos em um dos segmentos mais sensíveis do setor: o público de aposentados.
O case foi apresentado por Caique Machado, Account Executive da Olos Tecnologia, e Alessandro Segura, Superintendente de Planejamento e Controle do Banco Daycoval. Juntos, eles detalharam como a criação da Dayanne, a assistente virtual humanizada, transformou a oferta de crédito consignado e abriu novas perspectivas para produtividade e rentabilidade do banco.
Um desafio de escala e empatia
O Banco Daycoval, com 57 anos de atuação, possui uma carteira de mais de 1,2 milhão de clientes aposentados, distribuídos em cerca de 400 convênios. “O problema estava em como lidar com tíquetes menores de empréstimo, que muitas vezes eram ignorados pelos vendedores, mais interessados em operações de maior valor”, explica Segura. Isso deixava uma fatia significativa da base sem atendimento.
A solução desenvolvida em parceria com a Olos foi criar a Dayanne, uma persona digital voltada especificamente para esse público. Mais do que um agente automatizado, ela foi pensada para se comunicar de forma empática e linguagem acessível. “Em alguns casos, o cliente até compartilha problemas pessoais com a Dayanne, de tão natural que soa a interação”, conta Segura.
Padronização e segurança como diferenciais
Enquanto cada atendente tende a personalizar o discurso, nem sempre alinhado às diretrizes do banco, o agente digital garante consistência e obediência ao script. Isso trouxe mais previsibilidade e também mais segurança e confiabilidade: todas as interações são gravadas, permitindo auditoria em caso de dúvidas.
Segundo Machado, esse cuidado inclui até mesmo a validação de termos e expressões para garantir que a experiência digital mantenha a credibilidade da marca. “Usamos a mesma nomenclatura e protocolos de identificação que os canais tradicionais do banco. O cliente precisa sentir confiança para fechar a operação”, explica.
Produtividade sem perder o toque humano
A implantação da Dayanne trouxe ganhos claros de produtividade e eficiência. “Enquanto os vendedores puderam se concentrar em contratos maiores e mais complexos, a agente digital passou a cuidar dos tíquetes menores”, explica Machado, “garantindo que a base fosse amplamente acionada”.
O resultado foi imediato: logo no primeiro mês, foram realizados R$ 2,5 milhões em empréstimos consignados adicionais. Além do impacto financeiro, a solução reduziu custos com comissionamento e aumentou a disponibilidade do atendimento.
Para Machado, o segredo está em usar a tecnologia como meio, sem esquecer o fator humano. “Nós falamos de Inteligência Artificial, mas não nos esquecemos da humanização, porque do outro lado você está falando com um ser humano”, reforça Segura.





