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Energia solar térmica: a possível super heroína na crise energética

Energia solar térmica: a possível super heroína na crise energética

Como os aquecedores solares, que produzem energia limpa e barata, vêm ganhando destaque no cenário brasileiro

 
Com chuvas escassas, especialistas em energia afirmam que, mesmo que o Brasil escape do racionamento este ano, certamente terá uma situação parecida em 2016 e 2017. O cenário nacional mostra um crescimento da construção de hidrelétricas, sem grandes reservatórios. Neste contexto, vemos as termelétricas aumentarem sua participação para praticamente 1/3 da matriz elétrica nacional, o que encarece o preço da energia e aumenta o impacto ambiental.

Assim, a crise veio acompanhada pelo expressivo aumento das tarifas, que aumentarão ainda mais neste e nos próximos anos.

O segmento de aquecimento solar apresenta uma alternativa barata e imediata para solucionar a crise energética nacional. ?Estamos utilizando uma energia nobre para aquecer água, sendo que podemos aquecê-la de uma maneira muito mais simples e eficiente?, esclarece Luís Augusto F. Mazzon, presidente do DASOL ? Departamento Nacional de Aquecimento Solar da ABRAVA ? Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento.

O chuveiro elétrico é responsável por 7% de toda a energia elétrica produzida no Brasil, de acordo com dados do Procel/Eletrobrás. Segundo as concessionárias de energia elétrica, o chuveiro representa em média 40% do consumo de energia elétrica residencial no país, em horário de pico, segundo pesquisa recente da Unicamp. ?O emprego de aquecedores solares nos lares brasileiros teria um impacto significativo para a economia de energia e poderia evitar um eventual racionamento nos próximos anos. Além disso, a tecnologia é 100% brasileira, gera empregos e renda?, diz Mazzon. ?Isso sem falar do impacto ambiental, pois não emite poluentes e nem gera prejuízos à fauna e flora?.

Preço acessível, com retorno garantido
Mazzon explica que o aquecedor solar hoje, que já é testado e etiquetado nos programas do Inmetro, tem um custo acessível e um retorno do investimento em curto tempo. Com a simulação feita pelo DASOL para uma família de cinco pessoas, a considerar quatro a cinco banhos diários com cerca de oito minutos cada, o consumo de energia anual sem o Sistema de Aquecimento Solar seria de 3.240 kWh. O consumo anual desta mesma família com o equipamento instalado cairia para 2.400 kWh, o que representa uma economia de 840 kWh ao ano. Em reais, este valor é de R$ 960,00, considerando o aumento tarifário em 2015.

O preço aproximado de um sistema instalado com capacidade para 200 litros é em média R$ 2 mil. O retorno do investimento com a economia gerada é de aproximadamente dois anos. ?Muitas pessoas têm obtido empréstimos bancários e conseguido pagar as parcelas com a economia obtida?, acrescenta Mazzon. ?Vale ressaltar o que os sistemas de aquecimento solar têm uma vida útil de 20 anos?, complementa.

Este preço inicial do equipamento, mais a instalação e a manutenção durante o tempo de vida útil do produto garantem um custo três vezes menor que o da energia elétrica convencional. A energia solar térmica tem custo de R$ 0,12 por kWh. O custo da energia termelétrica, segundo dados da EPE ? Empresa de Pesquisa Energética, do Ministério de Minas e Energia ?, em alguns períodos do ano chegou a custar R$0,82 por kWh. Já a energia elétrica, em lugares como em São Paulo, o valor atual varia entre R$ 0,51 e R$ 0,60, dependendo da alíquota do ICMS por variação de consumo.
 
A instalação
O aquecedor solar pode ser instalado em edifícios e casas novas e nos edifícios usados que já tenham encanamento para outro tipo de aquecimento de água já preparado, em prédios comerciais (hotéis, escolas, hospitais, pet shops etc), piscinas, estádios de futebol, centros esportivos e outros estabelecimentos que demandem água quente. A instalação é simples e normalmente não demanda modificações estruturais.
 
Retrato do mercado
Hoje, estima-se que os aquecedores solares estejam presentes em 5% das residências brasileiras, representando 1,03% da matriz de consumo elétrico nacional. Com o incentivo e programas governamentais de acesso ao equipamento, a ideia é que esta faixa seja ampliada para 24% das residências brasileiras em 2050, segundo dados da EPE.

Em termos de energia produzida, os coletores solares de aquecimento de água atingiram, em 2014, o montante de 7.354 GWh, equivalente à toda eletricidade consumida no mês de dezembro/14 pela Região Sul Brasil (7.299 GWh, segundo relatório da EPE).

Fonte:Assessoria de Imprensa DASOL.

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