“A pergunta é: por que ainda não estávamos no Brasil?”. Foi assim que Eduard R. Dörrenberg, CEO Global da Dr. Wolff Group começou a apresentação da marca ao País.
Fundado em 1905, o grupo alemão familiar desembarca oficialmente no Brasil em 2026, após anos de estudos, planejamento e cautela. “Estive aqui pela primeira vez em 2012 e percebi rapidamente que há uma grande demanda por produtos excelentes para cabelo, pele e dentes. Mas trazer produtos para o Brasil não é simples”, completou.
O atraso, segundo ele, não foi desinteresse, foi estratégia. “Sou ambicioso. E quando entro em um mercado, quero ter certeza de que vai funcionar. O Brasil é um grande consumidor de produtos de higiene, então estamos aqui”, afirmou. Com presença em 69 países e já consolidada na Europa e na Ásia, a empresa pretende conquistar o Brasil e transformá-lo em seu segundo maior mercado nos próximos anos.
“Na Dr. Wolff somos como o Asterix. Uma empresa de médio porte, familiar, lutando todos os dias contra gigantes. Sobrevivemos porque focamos, usamos armas diferentes e fazemos as coisas de outro jeito”, disse ao apresentar o diferencial que trará para o consumidor brasileiro.
Esse “outro jeito” passa por ciência, especialização e foco nas necessidades reais do mercado. Hoje, o grupo atua em cinco grandes frentes: cuidados capilares, saúde bucal, dermatologia, ginecologia e cosméticos – sempre baseado em pesquisa clínica e inovação patenteada. São cerca de €491 milhões em faturamento e mais de 930 colaboradores pelo mundo.
Por que o Brasil – e por que agora?
A resposta veio de Tomas Schulz, vice-presidente de Vendas para a América do Sul. Segundo ele, o Brasil sempre esteve no radar, mas o caminho exigia maturidade. “O Brasil é um ‘must’ da América Latina, mas também é um mercado complexo: registro, taxação, logística”, explicou.
O processo levou cerca de quatro anos, sendo dois apenas para registro e estruturação. “Agora, estamos fazendo a entrada certa, com o parceiro certo”, disse Schulz, referindo-se à parceria exclusiva com a RD Saúde, que leva as marcas Alpecin e Bioniq para as farmácias Raia e Drogasil.
Os primeiros sinais animam. “Estamos no mercado há cerca de 45 dias e os resultados estão superando nossas expectativas”, afirmou. Para ele, o comportamento do consumidor brasileiro faz diferença: “O brasileiro testa, comenta, recomenda. A interação nas redes sociais é impressionante”.
Estreia: Alpecin e Bioniq

A estreia acontece com duas marcas. A Alpecin, líder em cuidados capilares masculinos na Alemanha, é reconhecida por ser o primeiro shampoo de cafeína do mundo e inclui os produtos: Caffeine Shampoo C1, sua versão Black Edition e o Caffeine Liquid, que prolonga o ciclo de vida dos fios. A linha pode ser encontrada a partir de R$ 89,99.

Já a linha bucal Bioniq aposta em uma tecnologia ainda pouco difundida no Brasil: a hidroxiapatita biomimética, mineral que compõe o esmalte natural dos dentes e ajuda a reparar microfissuras, reduzir sensibilidade e clarear os dentes. A linha está disponível e inclui Bioniq Repair, Bioniq White Filler e Bioniq Repair Tooth Milk e pode ser encontrada a partir de R$ 49,99.
“Nosso diferencial está em desenvolver produtos que tratam dores reais dos consumidores, combinando inovação científica e eficácia comprovada”, afirmou Dörrenberg.
O mercado ganha mais um novo grande competidor
Depois de 120 anos, a Dr. Wolff parece confortável em não se apressar. Mas também deixa claro que não veio ao Brasil para testar e sim para competir. Como disse o CEO, encerrando sua apresentação: “Eu não gosto de perder. Quero vencer no Brasil de novo”.
Existe um plano robusto de lançamentos. Novidades estão previstas para os próximos anos e a meta estipulada é trazer toda a linha de produtos das 5 frentes da empresa para o mercado brasileiro em três anos.






