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O Dia das Mães deve movimentar R$ 15 bi no comércio e serviços

O Dia das Mães deve movimentar R$ 15 bi no comércio e serviços

Data impulsiona mercado com consumidores divididos entre lojas físicas e e-commerce, e preferência de pagamento por cartão e PIX.
O fenômeno comercial por trás do Dia das Mães
O fenômeno comercial por trás do Dia das Mães
Foto: Shutterstock.com

O mês de maio traz uma importante data para o comércio: o Dia das Mães. Empresas de diversos segmentos já estão preparadas para a celebração, que se tornou um verdadeiro motor econômico responsável por impulsionar vendas em todo o mundo. Ao longo das décadas, o Dia das Mães transcendeu suas origens emocionais para se tornar um fenômeno comercial, com estratégias de marketing cada vez mais sofisticadas e consumidores ávidos por demonstrar seu amor e gratidão por meio de presentes e gestos simbólicos.

De acordo com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), o Dia das Mães deve movimentar cerca de R$ 15 bilhões em compras nos setores de comércio e serviços. 63% dos brasileiros têm a intenção de comprar presentes. O gasto médio é de R$ 229. Em comparação com 2023, 4 em cada 10 brasileiros, ou 39%, acreditam que os gastos serão maiores em 2024, enquanto 23% acreditam que serão menores e 35% o mesmo valor.

E-commerce ou loja física?

O estudo da Abecs mostra que a maior parte dos entrevistados (72%) tem preferência por comprar o presente de Dia das Mães em uma loja física, e um quarto (24%) pretende fazer as compras online. O mesmo resultado, 72%, é registrado tanto entre os homens como entre as mulheres.

Já um levantamento da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) mostra que, no Dia das Mães de 2024, o e-commerce deve ter um faturamento de R$ 7 bilhões. O número representa um aumento de 5% em relação a 2023. A expectativa é que sejam feitos 14,6 milhões de pedidos, com um ticket médio de R$ 481,85.

Métodos de pagamento

A Opinion Box apontou que 77% dos consumidores pretendem presentear no Dia das Mães, sendo que 42% utilizarão o e-commerce para suas compras e 33% as lojas físicas. A maior parte das pessoas que vão presentear no Dia das Mães deve gastar mais de R$ 50 e menos de R$200. Na hora de pagar, o aliado dos consumidores será o cartão de crédito, que deve ser usado por 7 em cada 10 consumidores. Já o PIX deve ser a opção para 24% dos que vão às compras.

O levantamento da Abecs mostrou que, entre os participantes entrevistados, quase metade, ou seja, 47%, expressaram sua intenção de utilizar o cartão como forma de pagamento, com 27% preferindo o cartão de crédito e 20% o cartão de débito. O PIX foi o segundo método de pagamento mais mencionado, com uma porcentagem de 37%. Em terceiro lugar está o dinheiro, que recebeu 31% das respostas, enquanto 1% ainda não decidiu.

As regiões Sudeste (54%) e Sul (52%) destacam-se como as áreas onde o uso do cartão é mais comum, com mais da metade dos entrevistados optando por essa modalidade. O cartão também é a escolha principal tanto para homens (47%) quanto para mulheres (46%). Além disso, é notável que o uso do cartão supera a média nacional em diferentes faixas etárias, com 55% para pessoas de 18 a 24 anos, 52% para pessoas com mais de 60 anos e 49% para aqueles com idade entre 25 e 34 anos. As classes sociais A/B também têm uma preferência significativa pelo cartão, com 59%, assim como a classe C, com 48%.

A pesquisa também explorou a intenção de parcelamento nas compras, com 67% dos entrevistados respondendo de forma afirmativa. Dentre esses, 43% planejam parcelar em 2 vezes e 26% em 3 vezes.

Dia das Mães nos shopping centers

A ABRASCE (Associação Brasileira de Shopping Centers) fez um estudo sobre a data e apontou um crescimento estimado de aproximadamente 4,8% nas vendas, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso implica que os shoppings esperam gerar cerca de R$ 5 bilhões em receita durante o período que antecede o Dia das Mães. Segundo 93% dos shoppings participantes da pesquisa, o panorama geral é de otimismo para a data.

Quanto ao gasto médio por compra, a previsão é que em 2024 seja de R$ 229,11, representando um aumento de 7,4% em comparação ao ano anterior. Os produtos que devem se destacar nesta data incluem perfumaria e cosméticos, vestuário, calçados, joias, chocolates e doces, assim como relógios e acessórios. Em relação ao número de visitantes, 71% dos entrevistados afirmaram esperar um aumento em comparação a 2023. Para aqueles que preveem um aumento, a média estimada é de 4,5%.

As estratégias para atrair o público neste Dia das Mães de 2024 estarão concentradas em campanhas promocionais tradicionais, tais como Compre e Ganhe (62%), Sorteios (19%) e Promoções por Acúmulo de Pontos ou Compras (14%).

Dia das Mães em bares e restaurantes

Outro setor que tem se preparado para a data é o de bares e restaurantes. Segundo a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), existe um otimismo entre os empresários para a data, com 77% dos estabelecimentos planejando abrir suas portas no segundo domingo de maio, dia 12. Destes, 78% esperam superar o faturamento do ano anterior, com a maioria (62%) projetando um aumento de até 20%.

O otimismo está relacionado com a recuperação gradual do setor, que observou uma melhoria nas vendas em março e uma redução nos prejuízos. Em fevereiro, 31% das empresas estavam no vermelho, um número que caiu para 25% em março. Outras 40% alcançaram o equilíbrio e 35% registraram lucro. O índice Abrasel-Stone, que monitora o volume de vendas, registrou um aumento de 5,2% em março em comparação com fevereiro.

A opinião da maioria dos empresários entrevistados pela pesquisa reflete esse índice: para 52%, o faturamento de março foi maior do que o de fevereiro, enquanto apenas 22% afirmaram ter sido menor. Além disso, quase 57% dos entrevistados afirmaram não ter conseguido acompanhar o aumento dos preços, que foi de 1,42% no primeiro trimestre do ano. Dentro desse grupo, 40% não conseguiram ajustar seus preços de menu e 17% fizeram ajustes abaixo da inflação. Por outro lado, 34% conseguiram aumentar os preços de acordo com a inflação e apenas 9% ajustaram acima do índice.

Foto: Shutterstock.com

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