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Depressão: porque você deveria dar mais atenção à doença

Depressão: porque você deveria dar mais atenção à doença

Uma animação mostra como a doença se manifesta, como as pessoas tentam livrar-se dela e como quem está ao redor pode não perceber nada  
Legenda da foto
 
Durante o século passado a Organização Mundial da Saúde (OMS) previu que em 2030 a depressão seria responsável por 9,8% do total de anos de vida saudável perdidos para doenças ? esse número foi atingido em 2010. 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013 mostrou que cerca de 11 milhões de pessoas no Brasil tinham depressão. O número representa 7,6% da população de 18 anos ou mais. 

Apesar de afetar tantas pessoas, o preconceito e a falta de estratégias de prevenção faz com que apenas 10% com o problema tenham acesso ao tratamento.

A OMS (, em parceria com o escritor e ilustrador Matthew Johnstone, produziu uma animação que mostra de forma simples e direta o que é a depressão e, o mais importante, como é possível se livrar dela.

Usando a metáfora do ?grande cão negro?, que é utilizada desde o século 16, o vídeo explica alguns dos sintomas e como a depressão prejudica a vida de uma pessoa. O diálogo, a aceitação, o tratamento e até mesmo o exercício físico são grandes aliados na missão de transformar a assustadora fera em cão domesticado, por mais impossível que isso, às vezes, possa parecer.

Confira a animação abaixo.

 
Todos deveriam saber
Depressão é uma doença
Uma das principais dificuldades enfrentadas por quem sofre de depressão é entender e fazer com que os outros entendam que ela não é ?frescura?, mas uma doença, como hipertensão ou diabetes.
Isso significa que precisa ser tratada por um psiquiatra, capaz de orientar e, se necessário, medicar adequadamente o paciente. A psicoterapia em conjunto pode ser muito útil, mas o tratamento médico é essencial;

Preconceito só atrapalha a cura

?Psiquiatra é médico de louco e eu não estou doido?. Esta frase resume boa parte do preconceito que ainda existe em torno da depressão, dos transtornos mentais e até mesmo dessa especialidade da medicina. Por vergonha ou medo de que conhecidos fiquem sabendo, pacientes evitam procurar ajuda ou perdem um apoio importante dos entes queridos;

Com um amigo deprimido, não adianta só conversar

Outro efeito nocivo do tabu é a desconsideração da gravidade do quadro. Muita gente acredita, por exemplo, que basta conversar com a pessoa deprimida para resolver o problema. Nada mais ilusório.

É claro que o apoio, o consolo e a compreensão são estritamente necessários, mas frases como ?Calma, vai passar? ou ?Deixa isso para lá? não acrescentam e, dependendo da situação, podem ser prejudiciais. Se o paciente estiver com ideias suicidas, por exemplo, a melhor forma de ajudar é incentivá-lo a ir ao médico.

Dizer coisas como ?Poxa, mas você não está nem tentando ficar feliz? ou ?Você poderia se esforçar mais para melhorar? é, na opinião do médico Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, maldade. ?Isso é a mesma coisa que, se você usa óculos, alguém pedir para que tire as lentes e ordenar que enxergue tudo sem elas?;

Os sintomas podem ser físicos e psíquicos

A tristeza e o desânimo podem ser sintomas da depressão, mas não são os únicos. De acordo com Antônio Geraldo da Silva, é possível haver sinais físicos, como perda ou ganho de peso, dores inexplicáveis no corpo e insônia ou sonolência em excesso.

Entre os sintomas psíquicos estão: desânimo intenso, cansaço, apatia, falta de vontade de fazer suas tarefas, falta de prazer, de alegria, choro fácil, temperamento explosivo, irritabilidade.

O diagnóstico, claro, precisa ser feito pelo médico, já que a chamada ?síndrome depressiva? tem sintomas que podem ser confundidos com outras enfermidades, como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo;

Qualquer pessoa pode ter depressão

Assim como grande parte das outras doenças, a depressão não ?escolhe? alvos específicos. Segundo o psiquiatra, homens e mulheres, crianças, adultos e idosos podem ser acometidos pelo mal.

Esse fato vai de encontro com outro preconceito muito comum: o que diz que ?pessoas bem-sucedidas ou ricas não deveriam ficar deprimidas?. Por esse raciocínio, quem não tem motivos aparentes para sofrer deveria ser imune.

A realidade, no entanto, é mais complexa. Há pessoas que têm mais propensão à doença devido à genética. Há outras que podem sofrer com o problema devido a suas condições de vida e o ambiente em que convivem.

De acordo com o médico, fatores como o uso de álcool e drogas, uma rotina muito estressante e noites sem dormir podem aumentar a incidência da enfermidade;

Depressão é uma das principais causas de afastamento do trabalho
Apesar de todo estigma existente em torno da depressão, ela é uma das principais doenças que acometem a humanidade atualmente. Dados de 2013 divulgados pela OMS indicam que mais de 350 milhões de pessoas no planeta têm depressão ? o que representa 5% da população mundial.

De acordo com estudo publicado na revista científica PLOS Medicine, no ano passado, ela é a segunda maior causa de invalidez, no mundo, ficando atrás apenas das dores nas costas.

Antônio Geraldo da Silva estima que 20% das pessoas já tiveram, têm ou ainda terão a doença ao longo da vida. Por isso, ele ressalta a importância de falar mais sobre o tema, dentro das empresas, na família, nos governos e na sociedade como um todo.
 
 
Com informações dos portais Folha de S. Paulo, Correio Braziliense, Info e Catraca Livre. 
 

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