As redes sociais, hoje, participam de todas as etapas do funil de venda e relacionamento de praticamente qualquer setor do mercado. Porém, quando bem utilizado, o feed é só o ponto de partida para uma jornada de engajamento real. Isso porque, em um mundo com tanta criação de conteúdo, é preciso entender como se conectar com o consumidor como marca e como se destacar para empresas como pessoas.
Esse foi o tema abordado no painel Do feed à fidelização: Como a creator economy redefine a experiência do consumidor, no CONAREC 2025. Com mediação de Rafael Coca, co-CEO da Spark, a conversa contou com a participação de Camila Tucunduva, mentora de Negócios Digitais; Cristiano Santos, LinkedIn Top Voice e Creator; Juliana Munaro, especialista em comunicação, inovação e negócios; Luana Lourençon, especialista em Liderança e Comunicação; Luize Oliveira, especialista em Linkedin.
A creator economy e a democratização da comunicação
A Creator Economy vai além de influenciadores famosos, como Bianca Boca Rosa, com 20 milhões de seguidores, ou Whindersson Nunes. “Quando falamos de creator, estamos falando de cada um de nós”, afirma Rafael Coca. As redes sociais democratizaram a comunicação, permitindo que qualquer pessoa, de empreendedores a colaboradores, seja um porta-voz de suas ideias e marcas.
Coca enfatiza que os creators participam de todas as etapas do funil de vendas: awareness, consideração, conversão e relacionamento. “O feed é só o ponto de partida, mas a jornada evolui para engajamento real, influência de compra e fidelização”, explica.
Nesse sentido, Cristiano Santos lembra que, desde 2016, o LinkedIn, com iniciativas como o programa Top Voices e a área de artigos (hoje, newsletters), reforça essa tendência, incentivando CEOs e colaboradores a se tornarem embaixadores de suas marcas.
Conexão como chave para a fidelização
Munaro destaca que as redes sociais permitem contato direto com o consumidor, algo antes restrito a grandes empresas. “Hoje, o empreendedor pode ouvir o cliente e criar conteúdo que conecte”, diz. Para ela, a conexão é essencial em um mundo saturado de conteúdo, e as marcas precisam entender o público para se posicionar de forma relevante.
Corroborando com o ponto de vista, Luize Oliveira reforça a importância da marca pessoal, mesmo para quem está empregado. “Produzir conteúdo sobre projetos e bastidores gera confiança e vende. Você acaba gerando interesse”, afirma.
Tucunduva traz uma visão crítica, defendendo que os donos de negócios têm mais incentivo para serem creators de suas marcas do que colaboradores. “É ilusório esperar que um funcionário vista a camisa sem ser sócio, o dono deve personificar a marca”, diz. A especialista destaca que as redes sociais, com custo zero de veiculação, permitem que qualquer pessoa transforme seu conhecimento em um produto digital, independentemente da idade.
Estratégias para engajar nas redes
Luana Lourençon compartilha a história de Letícia, uma profissional corporativa que, após se posicionar no LinkedIn, conquistou a vaga dos sonhos. “Quando você completa seu perfil e compartilha suas entregas, ganha confiança e reconhecimento”, afirma. Cristiano Santos complementa, explicando que posts de pessoas físicas têm maior alcance no LinkedIn devido ao algoritmo. “Empresas estão treinando colaboradores para serem embaixadores, já que isso gera orgulho e atrai talentos”, conta.
Outro ponto importante abordado pelos painelistas é a escolha da plataforma para publicar conteúdo. Luize Oliveira alerta para o erro de depender de uma única rede: “Coloque seus ovos em várias cestinhas”. Além disso, Camila reforça que o conteúdo deve ser criado para o público, não para o criador. “Se o seu público é jovem, como alunos do ENEM, você precisa estar no TikTok, não no LinkedIn”, indica.
Experiência do consumidor na era digital
Fato é que a experiência do consumidor começa nas redes sociais, antes mesmo do contato direto com a marca. Por isso, como afirma Munaro, o conteúdo precisa ser tratado como parte da experiência do cliente.
Em paralelo, Cristiano Santos enfatiza a importância da interação: “Responder comentários, até de haters, cria conexão e pode transformar críticos em defensores”. “Não aproveitar as redes sociais é desperdiçar uma oportunidade”, reitera Coca.
Portanto, em um mundo digital, todos são criadores em potencial, o que é uma oportunidade tanto para os colaboradores quanto para as marcas. Autenticidade e interação são as chaves para transformar conteúdo em relacionamento.





