O varejo de moda é um dos segmentos mais competitivos do mundo, e a digitalização tem sido um divisor de águas para marcas que desejam manter sua relevância. Com mudanças nos comportamentos de consumo, novas tendências e a ascensão do omnichannel, a C&A teve que se reinventar para oferecer aos clientes uma experiência integrada entre lojas físicas e digitais. Sob a liderança de Paulo Correa, CEO da companhia, a marca passou por uma jornada de inovação e digitalização para se manter competitiva.
Paulo Correa, engenheiro de produção formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e com MBA em administração de empresas pela Universidade de Duke, ingressou na C&A em 2004. Em 2008, assumiu o cargo de diretor comercial e, desde 2015, está à frente da empresa como diretor-presidente.
Ao longo dos anos, Correa demonstrou uma liderança marcada por flexibilidade, agilidade e capacidade de adaptação. Sob sua gestão, a C&A reforçou sua presença no e-commerce, aprimorou a experiência do consumidor e investiu fortemente na digitalização de seus processos. Por essas e outas, foi homenageado no evento que marcou os 30 anos da Consumidor Moderno.
Um futuro conectado
A transformação digital da C&A impactou a relevância da marca para as novas gerações de consumidores. O desafio agora, segundo o CEO, é continuar evoluindo, antecipando as tendências e inovando para manter a C&A entre os principais nomes do varejo de moda global.
“Os desafios que vejo estão relacionados principalmente à transformação do mercado, mudança no comportamento do consumidor e a multiplicidade de canais de acesso”, explica Correa. Ele reconhece que a pandemia dificultou ainda mais a adaptação, mas acredita que o segredo para superar esses desafios está em entender as mudanças no comportamento dos consumidores e se reinventar para atender suas novas expectativas. “A solução está em adaptar a companhia, evoluir o que precisa ser evoluído e garantir que estamos profundamente conectados às transformações do mercado”.
A inovação sempre foi um pilar importante para a C&A. Segundo Correa, a marca tem como objetivo entender a mulher brasileira e suas necessidades, oferecendo histórias que a façam elas se sentirem valorizadas e confiantes.
“A C&A está o tempo todo ligada no que acontece de mais interessante. É uma empresa que entende bastante de moda e da mulher brasileira. E, a partir dessas duas conexões, tentamos o tempo inteiro trazer histórias que tenham a ver com a mulher brasileira, que ela se sinta melhor, mais valorizada e confiante. E, ao final dessa história, nós aprendemos o tempo inteiro e melhoramos o tempo inteiro”, afirma.

Atendimento ao consumidor digital
Com as novas mudanças do consumidor, que está cada vez mais digital, Correa destaca a importância de entender as diferentes jornadas de compra. Para ele, não há uma única forma de consumir: “A jornada do consumidor pode começar online, depois ir para o offline e, em seguida, voltar para o digital. Quem decide o caminho a ser seguido é o próprio consumidor, de acordo com suas necessidades e conveniência”. Assim, a adaptação dos processos e formatos da empresa foi essencial para atender essa diversidade de jornadas.
Quando questionado sobre a decisão mais ousada que tomou à frente da C&A, Correa destaca a estratégia adotada logo após o IPO da empresa, em 2021. Mesmo em um cenário econômico adverso, com uma recessão no Brasil, a C&A optou por investir fortemente na transformação digital, na criação do cartão de crédito C&A Pay e na reformulação do modelo logístico. “Acreditamos na nossa estratégia e seguimos com força. A recessão acabou sendo uma oportunidade para capturar os benefícios desses investimentos mais rapidamente do que o esperado, o que alavancou a companhia”, conta.
Resiliência e foco no futuro
Em um cenário desafiador e ao mesmo tempo dinâmico, a C&A demonstrou resiliência e capacidade de adaptação, mantendo o foco na transformação digital e na experiência do consumidor. Paulo Correa conclui que, para continuar crescendo, a empresa deve continuar a focar nas mudanças do mercado e seguir sendo inovadora. “No final, é importante prestar atenção no que o consumidor está pedindo e no que estão esperando, então ajustar a empresa para atender a essas demandas. Com isso, o sucesso é garantido”, finaliza.






