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A cegueira coletiva da Inteligência Artificial

A cegueira coletiva da Inteligência Artificial

Especialista comenta aspectos invisíveis da IA, que trarão desafios inesperados e mudanças radicais nos próximos anos.
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A Inteligência Artificial (IA) tem sido amplamente discutida, seja nas empresas, círculos sociais ou em palestras. Ela trouxe significativas mudanças e impactou mudanças no mercado e nos hábitos de consumo. Ao mesmo tempo, segundo Juliano Kimura, CEO da Trianons e colunista da Consumidor Moderno, existe uma parte que toda essa transformação digital vai impactar, mas ainda não é óbvio. O tema foi abordado no painel “Cegueira coletiva da Inteligência Artificial: o que ninguém percebeu sobre a revolução?”, durante o CONAREC 2024.

“Nos próximos três anos, a humanidade verá o maior salto de evolução tecnológica. Estamos falando de um salto exponencial. Porém, se você tiver um bilhão de terabytes de informação na sua empresa e não souber usar, isso não valerá de nada. Você precisa colocar isso dentro de um Machine Learning (ML), e os maiores desafios disso são a infraestrutura e o processamento”, comenta Juliano.

O especialista pontua que a IA vai impactar todos os campos da sociedade, sendo o primeiro deles o desenvolvimento de programação e a criação de aplicativos e softwares. No desenvolvimento de software, será um salto absurdo, porque teremos uma IA para praticamente tudo. Além disso, as big techs já têm criado suas próprias Inteligências Artificiais, como o Copilot, da Microsoft; o Gemini, do Google; e o Llama, da Meta. No próximo passo, todas as outras ferramentas serão integradas, como o Google tem feito com o G-Suite.

“Hoje, quem está com medo de Inteligência Artificial, está com medo de uma criancinha. Vocês ainda não imaginam quando ela chegar aos cinco anos de idade, quando começar a andar. Este mundo entrará em um ritmo extremamente acelerado, e se não acompanharmos seremos pegos de surpresa, tentando o algoritmo ou como conversar com o cliente. Temos que esquecer o momento de perfeccionismo, e o primeiro ponto para evoluirmos é descobrirmos que não sabemos algumas coisas”, pontua.

A próxima experiência do consumidor

Além disso, o executivo reforça que, diante dessa evolução da Inteligência Artificial, existe um cenário que não tem sido visto. Hoje, as empresas estão focadas em descobrir qual será a próxima experiência do consumidor. Porém, um pouco mais à frente, o cenário será outro e isso acontece, de acordo com o especialista, desde a primeira Revolução Industrial.

“Tudo vai evoluir em uma velocidade que não será possível controlar. Não saberemos dizer o que é real e o que é mentira, e essa será a cegueira, quando você não consegue distinguir. Vai chegar um momento em que a IA vai gerar 3D em tempo real, voz e simulação de emoção. Não saberemos mais quando estaremos falando com um ser humano ou com uma Inteligência Artificial”, frisa.

Diante disso, Juliano Kimura reforça o alerta para o salto de fraudes que irão acontecer no meio digital, e reforça que essa é uma cegueira coletiva. Esse problema, de acordo com o especialista, não tem sido percebido e, diante da grande quantidade de situações fraudulentas, será necessário acompanhar com soluções mais inteligentes.

“Hoje, por exemplo, as pessoas replicam engajamento para enganar os sites, conseguem fazer simulação de selfie para se cadastrarem no iFood ou para enganar o sistema. Mas hoje, existe blockchain, tecnologia de autenticidade e confiança, uma criptografia infraudável. Com ela, você consegue atestar quem é digitalmente um ser humano, a partir da órbita do olho. Assim, não é possível fraudar o sistema com o uso da IA”, explica.

Ainda de acordo com Juliano Kimura, a Inteligência Artificial vai acelerar a adoção da tecnologia blockchain, pois são complementares. Isso acontece porque, conforme o crescimento da IA, passaremos a ter cada vez menos confiança e passaremos a adotar cada vez mais tecnologias para aumentar a proteção na internet.

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