A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) autorizou o reajuste baseado na alta dos custos de energia elétrica e na redução da demanda causada pela crise hídrica. O aumento deve começar a vigorar em junho, 30 dias depois da sua publicação no Diário Oficial do Estado. O valor equivale a quase o dobro da inflação anual de abril, pelo IPCA, de 7,8%.
Em março, um aumento de 13,8% já havia sido aprovado pela Agência, que convocou uma audiência pública para avaliar a autorização de um acréscimo maior pretendido pela Sabesp de 22,8% para ?garantir o equilíbrio econômico-financeiro? da companhia durante a crise. A Federação de Indústrias de São Paulo (Fiesp), a Proteste, o Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (Idec), Greenpeace e o coletivo Luta pela Água apresentaram argumentos contra o aumento, mas não foram aceitos pelas Arsesp.
A maioria desses argumentos defendeu que o reajuste acima da inflação pretendido pela estatal decorre da própria crise e “em grande medida da falta de sua gestão”, e “não podem ser repassados indefinidamente ao consumidor”.
A Arsesp justifica o aumento de 13,87% para 15,24% devido a “alterações nos custos unitários de energia elétrica e nos componentes da demanda no plano de negócios” da Sabesp.
Com informações do portal El País.





