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A “marca Brasil”: percepções de quem vem de fora

A “marca Brasil”: percepções de quem vem de fora

Como somos vistos pelo mundo? E por quem vem de fora? Pesquisa desvendou a imagem que nós e os outros temos do país

 E se o Brasil fosse uma marca? Pensando nisso, o Grupo Troiano de Branding realizou o estudo ?Paradoxo Made in Brasil?, uma análise sobre a visão de estrangeiros que vivem ou já viveram no Brasil, sobre o país. Este trabalho teve dois objetivos. O primeiro foi analisar qual é a ?marca? que identifica o Brasil para os estrangeiros, qual a sua essência para este público. O segundo objetivo foi fazer isso através de uma metodologia de pesquisa criada especialmente para analisar o comportamento do consumidor de uma forma mais profunda do que os métodos de pesquisa convencionais.

A partir disso é possível fornecer subsídios a todas as empresas brasileiras que desejam expandir as suas operações para fora do país e associar as suas marcas aos atributos e qualidades intrínsecas relacionadas ao Brasil. Auxiliar as empresas estrangeiras que desejam operar no Brasil ou que estão aqui há pouco tempo.

Paradoxo que melhor resume o Brasil. No olhar dos estrangeiros ouvidos, a marca Brasil é formada por dois lados opostos e quase que interdependentes.  O Brasil é uma marca, por um lado, apaixonante, que alegra, que enche as pessoas de energia vital, que oferece uma vida livre do tédio.  Porém, que, na mesma medida, aterroriza e entristece pela intolerância, insegurança, por toda a dificuldade de realização pessoal e coletiva.

É chegada a hora de marcas brasileiras irem além de uma identidade pautada por nosso lado luz.  Muito mais que a alegria, a diversidade, nossas belezas, é preciso explorar atributos que são resultado da síntese de nossas contradições e que tornam o Brasil realmente único.

Afabilidade

Nosso jeito de viver em grupo, de receber quem é de fora, de criar laços afetivos com rapidez, torna a experiência de estar no Brasil absolutamente única.

No olhar dos estrangeiros, a afabilidade do brasileiro também abre espaço para cada um expressar sua própria individualidade. Os estrangeiros resumem essa nossa dificuldade de dizer não como uma certa passividade que eles veem no brasileiro.

Em relação a nossos problemas sociais à corrupção e à impunidade, à violência…
Essa passividade gera um sentimento de enorme frustração, pela percepção de que as pessoas (e o Brasil) não realizam nunca seu verdadeiro potencial.

Hedonismo

Aqui a alegria não tem hora marcada.  Ela vem de forma espontânea, com um encontro inesperado ao virar da esquina, no cafezinho do trabalho, no boteco em plena segunda-feira, no pôr do sol da quarta. No Brasil, a vida tem espaço para a espontaneidade e para a surpresa.

Na Argentina, as pessoas esperam o ano inteiro para os 15 dias em janeiro em que vão à praia. Aqui, sentar no bar e tomar uma cerveja faz tanto parte da vida quanto o trabalho. Parece que todo dia você pode se permitir viver, sentir.

O outro lado da moeda do hedonismo é o fato de que ainda estamos com um pé atrás na busca pela eficiência e produtividade. Mais uma vez, o lado reverso de um aspecto tão próprio da nossa nacionalidade faz, no olhar dos estrangeiros, com que fiquemos aquém de nosso verdadeiro potencial.

Elasticidade das regras

Uma vida mais prazerosa e criativa não poderia existir sem certa flexibilidade nos valores, nas leis e na rotina, o que abre possibilidades em todas as esferas da vida, que podem ser descobertas e vividas como se bem entende traz uma preciosa sensação de liberdade. A falta de confiança entre as pessoas marca nossas dinâmicas afetivas, de negócios e nossa relação com o poder público.

Exuberância e diversidade

Boa parte dos estrangeiros começa a falar do encantamento em relação ao Brasil a partir dos fatores que já conhecemos: o clima, a natureza exuberante e a grandeza do País, que leva e uma enorme diversidade cultural, de expressões artísticas e gastronômicas.

Essa diversidade de paisagens e de cultura gera, para os estrangeiros, um intenso sentimento de que aqui há espaço para cada um expressar sua própria individualidade de forma autêntica.
Isso significa que, no Brasil, todo mundo pode encontrar a si mesmo. Todo mundo pode encontrar um lugar em que se sinta em casa.

No olhar dos entrevistados, a valorização da família pelos brasileiros é outro fator crucial para que eles descubram aqui não apenas laços intensos de amizade, mas relações que rapidamente se equivalem a laços essenciais que muitos deixaram para trás.

Pontos negativos

Os primeiros fatores negativos que surgem a respeito do Brasil são a falta de mobilidade, a burocracia (especialmente para aqueles que se arriscaram a empreender) e o alto custo de vida (incluindo altos impostos). A consequência desses aspectos para o País nós já conhecemos:  lentidão e baixa qualidade de vida.

Outro ponto rapidamente mencionado pelos estrangeiros é a insegurança que deriva da violência gerada pelas desigualdades que marcam a sociedade brasileira. Esse sentimento resulta na redução das possibilidades de ir e vir.

Se, no lado luz, o Brasil liberta, aqui vemos que é um país que também oprime em diversos sentidos. No olhar dos entrevistados, uma cultura conservadora faz dos brasileiros bastante intolerantes e, por isso, também violentos. Racismo, machismo e homofobia são claramente percebidos pelos estrangeiros como um traço de nossa nacionalidade. E o caráter passivo dos brasileiros também se manifesta na maneira como lidamos com esses problemas.

 

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