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A busca pela melhor tecnologia

A busca pela melhor tecnologia

Para driblar problemas com fornecedores, varejistas buscam soluções mais adequadas
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Para atender o varejo, não tem jeito, as soluções não podem ser fechadas como caixas de concreto. A velocidade do setor e as mudanças constantes, muito baseadas no relacionamento com o consumidor, exigem maior flexibilidade por parte dos fornecedores de tecnologia ? e quem não customiza não ganha pontos com o varejista.

A customização é uma das estratégias utilizadas pelos varejistas para comseguir adaptar as tecnologias dos fornecedores às necessidades específicas de cada negócio. Na Império Tubos, varejo de material de construção, a atualização dos sistemas tecnológicos é periódica e as customizações, pontuais.

Para começar, a empresa expôs à provedora algumas necessidades que o mercado exigia e que a ferramenta não atendia. ?Depois de uma avaliação em conjunto do que era realmente essencial, a fornecedora de tecnologia começou a implementar customizações, entre elas a geração de um relatório específico de Excel e a nota fiscal eletrônica em contingência?, conta o coordenador da Império dos Tubos, Felipe Alves Bernardo.

Já nas Lojas Mel, varejista de itens para casa, o próprio software permite que a equipe interna da rede customize o sistema, conseguindo adequá-lo às suas necessidades. ?Este ganho foge da proposta tradicional dos produtos das ?prateleiras? de fornecedoras convencionais?, acredita o diretor da empresa, Pedro Paulo Cruz. Para o executivo, essa série de mudanças foi aprimorando ainda mais o software. Além disso, a fornecedora de tecnologia oferece atualização mensal com os benefícios efetuados para todos os clientes. ?Assim temos um sistema com possibilidades constantes de incorporar conteúdo novo?, conclui.

O presidente do Tenda Atacado, Fernando Bara, também acredita na interação entre varejista e provedora como caminho para alcançar a customização. Assim eles começaram a adaptar e aproveitar soluções que já foram testadas e bem sucedidas em outros países. ?O canal lubrificado com o fornecedor passa a ser um grande facilitador, o ponto-chave da questão de tecnologia e desenvolvimento?, analisa. Há doze anos, a empresa implantou um programa completo de gestão, mas que não permitia essa interatividade. ?Foi quando esses novos programas começaram a ?conversar? com o ERP é que os frutos puderam começar a ser colhidos?, diz.

A varejista mineira Moça Trigueira conseguiu colocar em prática facilidades nos processos diários, interface na loja, fechamento de caixa, contagem do estoque, geração de relatórios confiáveis e conciliação bancária, após a implementação de um novo sistema de ERP. Durante as modificações estruturais, o sócio-diretor da empresa, Hállen David Silva Maia Maia, pediu à fornecedora de tecnologia para que fizesse melhorias tecnológicas que resultassem em captação de consumidores, conversão em vendas, indicadores de desempenho, ciclo de vida da base de clientes, pós-venda e conhecimento em e-commerce e redes sociais.

O pedido foi atendido e o atendimento ao cliente passou a ser guiado por processos tecnológicos que abrangem desde a captação até o pós-venda. ?Hoje utilizamos as ferramentas de marketing para acompanhar o ciclo de vida de clientes e tomar decisões a fim de mantê-los ativos?, explica Maia, que salienta: ?Tecnologia não é só software. Envolve o conhecimento técnico e científico e a aplicação deste conhecimento através de sua transformação no uso de ferramentas?.

Por mais fornecedores que existam por aí tentando se adaptar às particularidades do varejo, há quem prefira adotar estratégias internas para suprir necessidades operacionais. É o caso da Temakeria Makis Place, rede de culinária japonesa com 120 unidades em operação no Brasil e nos Estados Unidos. Gustavo Toja, fundador da rede, conta que cerca de 20% dos alimentos eram desperdiçados, seja por falha no cálculo da quantidade de alimentos utilizados diariamente, seja por falha humana ou mesmo por inutilidade de produto.

A necessidade de mudanças foi percebida quando a rede atingiu mais de 20 unidades. Com maior número de lojas, os custos altos começaram a ser mais visíveis. Até então, o controle era no olho ? o que fazia a rede comprar produtos além do necessário, gerando o desperdício. ?Nesse momento, não havia planejamento ? vimos que dava certo e no início fomos mais reativos, até que chegamos a conclusão de que dessa forma não conseguiríamos crescer?, conta Toja.

Com a finalidade diminuir os desperdícios, ele criou, junto a um profissional especializado, um software de gestão de estoque. ?Não é nada muito complicado, é super simples, na verdade: esse programa apenas gera o pedido e controle o que sai da cozinha?, afirma o empresário.

A ferramenta simples, cujo investimento foi de cerca de R$ 60 mil, reduziu a zero o estoque diário da rede ? ou seja, tudo o que ele compra fresquinho sai no mesmo dia. ?Conseguimos isso apenas com o software e aprimoramento da nossa rotina?, explica. Para ele, a mudança foi alinhada às perspectivas de crescimento da rede, que quer chegar a 400 unidades. ?Se a gente crescesse, como a gente lidaria com isso? O programa garantiu uma agilidade maior no processo. Com certeza, o retorno foi rápido, gasto menos e gero uma economia maior?.

A revista NOVAREJO conversou com varejistas e fornecedores de tecnologia para entender como está a relação entre as duas pontas. Confira na próxima edição o que a gente descobriu!

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