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8 passos para ver se seu negócio é franqueável

8 passos para ver se seu negócio é franqueável

Testar a viabilidade da franquia é essencial, pois envolve capital, tempo e dedicação de terceiros  
Legenda da foto

Quando se trata de abrir um novo negócio, o objetivo certamente é ser bem sucedido, o que significa obter lucro, ter o retorno do investimento realizado, construir uma marca associada a uma boa imagem e reputação, gerar empregos, ter satisfação pessoal naquilo que se faz e perpetuar o negócio. Pensando em Franchising, assegurar um modelo de viabilidade planejada e testada pelo empreendedor é ainda mais importante, uma vez que envolve o capital, o tempo e a dedicação de terceiros (os Franqueados).

Na nossa visão um negócio, para se tornar uma franquia, deve ser suficientemente testado quanto à sua viabilidade em uma ou mais operações ou unidades em funcionamento, de modo que as chances de sucesso de novas unidades sejam maiores.

Além de assegurar uma operação viável do ponto de vista financeiro, um empreendedor deve realizar um estudo de franqueabilidade do negócio antes de seguir por esse caminho, especialmente para planejar e mobilizar estrutura/recursos para atingir o sucesso.

A seguir elementos que consideramos na avaliação da franqueabilidade de um negócio e que poderão gerar maiores chances de franqueá-lo com sucesso:

1) Marca & Imagem no mercado
Força da marca e boa imagem. Elas estão ligadas ao tempo de operação e ao sucesso do negócio. Têm relação com a qualidade dos produtos ou serviços e do atendimento nas unidades.

2) Mix de produtos e exclusividade de marcas ou de produtos
Está ligado ao posicionamento de mercado do negócio e exige uma análise de amplitude e profundidade do mix para assegurar a captação e o retorno dos consumidores.

3) Potencial de mercado e concorrência
Avalia o potencial de mercado para o tipo de produto ou serviço, além da concorrência direta de produtos similares ou substitutos.

4) Modelo financeiro e fontes de receita
É preciso analisar as margens de lucro do produto e as despesas médias de operação de uma unidade no modelo de negócio a ser franqueado.

5) Know-how do negócio
Está ligado aos processos de gestão e de operação do negócio: é preciso avaliar quanto o conhecimento da operação está consolidado e de alguma forma já padronizado e documentado para a replicação em escala e a operação pelos Franqueados.

6) Potencial de cópia do negócio
Se for alto, é um ponto negativo. Hoje, está cada vez mais difícil criar algo que outros não tenham acesso às mesmas matérias-primas e insumos, ou que não possam criar algo semelhante.

7) Barreiras de saída do negócio
São formadas por um conjunto de fatores que fazem o Franqueado pensar várias vezes antes de decidir sair da rede quando estiver insatisfeito com o negócio ou com a Franqueadora. Os principais fatores que criam barreiras de saída são:
– A força da marca.
– A exclusividade ou inovação em produtos.
– Condições especiais de compra ou de fornecimento de produtos e insumos da operação.
– A lucratividade e a rentabilidade do negócio.
– A qualidade do suporte prestado à Franquia pela Franqueadora.
– A qualidade da relação entre a Franqueadora e as Franquias no sentido da parceria de negócios.

8) Estrutura atual e capacidade de investimento da empresa
Avaliação de quanto a empresa que pretende se tornar uma Franqueadora está preparada para gerenciar uma rede, em termos de estrutura, pessoal qualificado, organização interna, capacidade de suporte e controle da rede, ferramentas de gestão. Também avalia se a empresa tem capital disponível para investir em melhorias que sejam necessárias nos processos do negócio a ser franqueado e em sistemas de Tecnologia da Informação.

Portanto, para tornar um negócio uma franquia é necessário muito mais do que é uma boa ideia. Trabalho e muita seriedade em cada etapa são fundamentais.

Adir Ribeiro é presidente e fundador da Praxis Business

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