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5 tendências para 2026: como transformar incertezas em vantagem competitiva

5 tendências para 2026: como transformar incertezas em vantagem competitiva

Estudo global da IBM, com executivos e consumidores, revela cinco grandes direções para os negócios até 2026; IA, resiliência, confiança e computação quântica moldam o novo cenário.
Estudo global da IBM, com executivos e consumidores, revela 5 grandes tendências para 2026; IA, resiliência, confiança e computação quântica moldam o novo cenário.
Foto de Tomasz Frankowski na Unsplash.
A pesquisa da IBM aponta cinco tendências para 2026: empresas devem tratar a incerteza como oportunidade e adotar IA agêntica com mais autonomia. Funcionários querem mais IA no trabalho, enquanto consumidores exigem transparência no uso da tecnologia. O estudo ainda destaca a importância da soberania de dados e prevê que a computação quântica trará vantagem competitiva até 2026.

Em vez de resistir à instabilidade, empresas devem abraçá-la. E mais do que adotar a tecnologia, será necessário integrá-la estrategicamente para gerar valor real.

Em um cenário de transformações aceleradas, a IBM lança seu mais recente estudo global, 5 Trends for 2026, produzido pelo IBM Institute for Business Value (IBV). O relatório parte de uma pergunta crucial: como organizações podem prosperar em um mundo onde o avanço tecnológico gera tantas oportunidades quanto incertezas?

A pesquisa ouviu mais de mil executivos de alto escalão de grandes empresas e cerca de 8.500 consumidores e funcionários em todo o mundo. O objetivo foi mapear as tendências que devem moldar os negócios até 2026 – com especial atenção ao papel da Inteligência Artificial (IA), aos impactos da volatilidade geopolítica e à chegada iminente da computação quântica.

A seguir, conheça as cinco principais tendências apontadas pela IBM para o futuro dos negócios em 2026.

1. A incerteza como ativo estratégico

A primeira tendência propõe uma mudança de mentalidade: deixar de ver a instabilidade como ameaça e começar a tratá-la como uma fonte de oportunidade. Segundo o estudo, 74% dos executivos afirmam que a volatilidade econômica e geopolítica deve criar novas oportunidades de negócio em 2026.

No entanto, para agir com agilidade nesse ambiente mutável, empresas precisarão investir em estruturas tecnológicas mais flexíveis e na IA agêntica, capaz de tomar decisões em tempo real. 84% dos líderes dizem que já utilizam essa tecnologia para acelerar decisões e realocar recursos durante períodos de disrupção.

Apesar dos avanços, apenas 40% dessas iniciativas foram consideradas bem-sucedidas até agora. O desafio? Criar uma infraestrutura que permita à IA agir com autonomia – e confiança – para que a organização reaja com rapidez, sem depender de longas cadeias de decisão humanas.

Imagem: Reprodução/IBM.

2. Colaboradores querem mais IA – e não menos

Enquanto cresce o debate sobre os riscos da IA no ambiente de trabalho, o relatório mostra que os próprios trabalhadores estão prontos para adotar essa tecnologia. Ao menos o dobro de funcionários, em todas as faixas etárias, afirma que abraçariam mais o uso de IA por parte dos seus empregadores em 2026, em vez de resistir à mudança.

Os motivos? A IA está tornando o trabalho menos repetitivo e mais estratégico: 61% dos funcionários dizem que ela torna suas tarefas menos monótonas. Além disso, 48% afirmam que estariam confortáveis sendo gerenciados por um agente de IA. E mais da metade toparia trocar de empresa ou até aceitar um salário menor em troca de melhor capacitação tecnológica.

Para os líderes, o recado é claro: a adoção da IA precisa vir acompanhada de estratégias de capacitação contínua e valorização do fator humano, como habilidades em inovação, criatividade e julgamento crítico.

3. O consumidor exigirá explicações sobre a IA

Se os colaboradores estão abertos à IA, os consumidores estão mais exigentes. De acordo com o estudo, 95% dos executivos afirmam que a confiança do consumidor na IA será determinante para o sucesso de novos produtos e serviços.

Mas não se trata de exigir perfeição. O relatório revela que 56% dos consumidores aceitariam pequenas falhas em soluções baseadas em IA, desde que haja transparência. Por outro lado, 80% afirmam que perderiam a confiança em uma marca que escondesse o uso de IA – e dois terços mudariam de empresa por causa disso.

Imagem: Reprodução/IBM.

O que o consumidor quer, segundo a IBM, é clareza: explicações simples sobre como a IA usa seus dados, possibilidade de excluir informações e liberdade para aderir ou não às funcionalidades automatizadas.

4. Soberania de dados e IA local ganham força

À medida que a IA se torna essencial para os negócios, cresce também a preocupação com a resiliência e a soberania digital. Nada menos que 93% dos executivos afirmam que a soberania da IA – ou seja, o controle local sobre dados, infraestrutura e algoritmos – será um fator crítico para suas estratégias até 2026.

A dependência de data centers, fornecedores de chips e recursos computacionais concentrados em poucos países já é motivo de atenção. Metade dos executivos teme estar excessivamente dependente de determinadas regiões.

Essa nova abordagem exige que empresas pensem em infraestrutura de forma descentralizada, adotando arquiteturas capazes de se adaptar rapidamente a mudanças regulatórias, interrupções geopolíticas e exigências locais.

5. Computação quântica: colaboração em larga escala

Por fim, a quinta tendência aponta para a chegada iminente da computação quântica como diferencial competitivo. A IBM afirma que a chamada “vantagem quântica” – momento em que a computação quântica superará a clássica em certos problemas – deve ocorrer até o final de 2026.

Mas esse novo patamar exigirá ecossistemas colaborativos. Empresas consideradas quantum-ready, segundo o estudo, são três vezes mais propensas a participarem de múltiplos ecossistemas. Elas sabem que, para alcançar resultados reais, será necessário somar dados, conhecimento técnico e poder computacional com parceiros estratégicos.

A computação quântica promete acelerar descobertas em setores como energia, finanças e saúde. Mas só trará benefícios a quem estiver desde já investindo em parcerias e experimentação.

Imagem: Reprodução/IBM.

Um novo mapa estratégico

O estudo da IBM traz um convite claro: em vez de resistir ao novo, empresas devem construir estratégias que se adaptem ao movimento constante do mundo dos negócios. Em um contexto cada vez mais guiado por IA e (em breve) pela computação quântica, vencerá quem conseguir navegar a incerteza com agilidade, confiança e colaboração.

Como conclui o próprio relatório, o futuro não será desenhado com linhas fixas – mas sim com trajetórias flexíveis e conectadas. E o momento de se preparar para isso é agora.

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