/
/
Voice commerce é futuro ou presente? Saiba a opinião das marcas

Voice commerce é futuro ou presente? Saiba a opinião das marcas

Uso da voz está cada vez mais comum, mas automatizar esse tipo de contato ainda é um desafio
Legenda da foto

Estamos no futuro. Há pouco tempo, falávamos como seria conviver com inteligência artificial diariamente ou estar sempre conversando com uma tecnologia, dando comandos de voz para assistentes virtuais e até cafeteiras. Hoje isso já é realidade. O que era esperado para acontecer em um par de décadas se fez presente rapidamente – nessa toada está também o voice commerce.

Quando você imaginou que conseguiria fazer a compra de um produto ou contratar um serviço apenas usando voz, sem que o meio para isso fosse o telefone? Aliando automação à inteligências artificiais avançadas, capazes de entender sotaques, tons de voz e até emoções, o voice commerce torna isso realidade dentro de aplicativos ou através de assistentes de voz como a Alexa, da Amazon.

Apesar de a funcionalidade ainda não ser encontrada em grande volume no mercado, as empresas estão de olho na tendência e já se preparam internamente para atender cada vez mais ao crescente uso da voz na comunicação – de acordo com a Ilumeo, durante a pandemia, o uso de dispositivos com comando de voz aumentou 47% entre os brasileiros. Para discutir sobre esse assunto, participaram do painel “A experiência é phygital: novas oportunidades para o voice commerce”, do evento CVX 2021, Fernando Vilela, CMO do Rappi; Pablo de Oliveira Satyro, Diretor de Marketing da Telhanorte Tumelero; e Thais Schvartz, Head de Operações da XP Inc. A mediação foi feita por Melissa Lulio, Head de Branded Content do Grupo Padrão.

“O voice commerce ainda não é uma realidade para nós, mas recentemente tivemos o lockdown aplicado para o nosso setor em São Paulo e vimos o nosso canal do WhatsApp explodir. Hoje praticamente 70% das vendas são feitas por WhatsApp e 60% delas são contatos que vêm por voz. Mas existe um grande desafio de tecnologia e de entender o que vai ser demandado para preparar o conteúdo para responder de forma automatizada. Tem uma arquitetura pronta para isso, mas é preciso entender quais são as demandas do cliente. Então é preciso passar um tempo de uma forma não robotizada ainda, sem a aplicação de algoritmos. Hoje quem faz esse trabalho são os nossos vendedores de loja. As buscas por voz vieram para ficar e temos  que nos preparar para isso”, conta Pablo Satyro, da Telhanorte Tumelero.

Qual a visão para os bots?

Para a Rappi e a XP Inc, o uso de voz automatizado no contato com os clientes também não é uma realidade ainda. Porém, tanto Fernando Vilela quanto Thais Schvartz veem a tendência como uma oportunidade de inovação e disrupção. A grande questão levantada está em relação à qualidade do serviços que será oferecido a partir do momento em que a funcionalidade passa a ser oferecida.

“Sempre fomos muito inovadores, e estamos com bastante coisa no forno. Mas estamos em um tamanho que inovar exige um pouco mais de trabalho e tecnologia, não é mais possível fazer a toque de caixa”, explica Fernando Vilela, do Rappi, sobre o uso de voz. O CMO acrescenta que os bots são importantes para diminuir o tempo e dar a sensação para o usuário de que tem alguém ali real time para ajudá-lo. A ferramenta utilizada para isso hoje pelo Rappi, além do aplicativo, é o WhatsApp, funcionalidade que está sendo lançada gradativamente, de acordo com o nível que o cliente se encontra.

Thais Schvartz, da XP Inc., conta que em pouco menos de um ano o WhasApp se tornou o canal principal da empresa, e que o uso de voz e imagem nessa comunicação está próximo de acontecer. “O próximo passo é entender como passar o que está sendo dito para um texto fácil de entender”, afirma. Em paralelo, a empresa de gestão de investimentos trabalha outros bots para entender melhor o cliente.

“Pensamos muito na questão do risco. Temos o perfil de investidor, mas as vezes o cliente se mostra conservador mas quer ter uma ação na carteira, ou ele é agressivo mas não quer ter risco. Nem sempre o perfil diz exatamente o que ele quer. Podemos ter bots para entender o momento de vida e expectativas financeiras para fazer boas sugestões para a carteira”, conta Schvartz.

Fato é que os robôs ainda têm muito o que avançar e vão sempre ter uma atenção especial das empresas. Alguns pontos, como a chegada do 5G, tornam difícil prever o que está por vir, mas pode-se esperar muita inovação. “O 5G é uma hiperconexão, ele vai conectar coisas que hoje não são conectáveis. A indústria vai criar produtos de uso que vão gerar dados. Pode ser que seja possível saber que a parede da casa de um cliente está descascando porque essa parede passa a falar um pouco com a gente. Vamos ver novas indústrias e produtos”, prevê Satyro.


Confira os principais momentos do debate:

 


+ CVX 2021

Do Brasil para o mundo: os motivos do sucesso da Iana, a bot da Havaianas 

Privacidade e ganha-ganha são principais estratégias do Big Data

Criação, adaptação e evolução: os caminhos dos bots no atendimento 

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Spotify anuncia recursos de Inteligência Artificial, venda antecipada de ingressos e parceria com a Universal Music para ampliar engajamento
A nova disputa Spotify pelo tempo do usuário
Spotify anuncia recursos de Inteligência Artificial, venda antecipada de ingressos e parceria com a Universal Music para ampliar engajamento.
Marcio Filho, diretor de Pós-Vendas do BMW Group Brasil.
Como a BMW transformou conectividade em relacionamento
Com mais de 80% dos veículos conectados no Brasil, a BMW usa dados gerados pelos próprios carros para antecipar demandas, reduzir atritos e construir uma base de clientes promotores da marca.
Mais contexto, menos estatística: a IA inaugura uma nova fase da personalização no relacionamento com clientes.
Adeus personas: A IA quer conhecer o indivíduo
Mais contexto, menos estatística: a IA inaugura uma nova fase da personalização no relacionamento com clientes.
Nova estrutura fortalece estratégia para escalar tecnologia e inovação do Grupo Almaviva globalmente e reforça papel da TIVIT na América Latina e a geração de valor com IA para os clientes.
Grupo Almaviva cria diretoria global de IA
Nova estrutura fortalece estratégia para escalar tecnologia e inovação do Grupo Almaviva globalmente e reforça papel da TIVIT na América Latina e a geração de valor com IA para os clientes.

Webstories

SUMÁRIO – Edição 296

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Rhauan Porfírio
IMAGEM: IA Generativa | ChatGPT


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

Gustavo Bittencourt
[email protected]

Juliana Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Danielle Ruas 
Jéssica Chalegra
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento
[email protected]

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Coordenadoras
Nayara Manfredi
Paula Coutinho

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Rebeca Andrade – Ensinamentos e Aprendizados O futuro do entretenimento no Brasil NBA é a melhor experiência esportiva do mundo Grupo Boticário, em parceria com a Mercur, distribui gratuitamente produtos inclusivos.