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Futuro do trabalho: flexibilidade é a nova remuneração

Futuro do trabalho: flexibilidade é a nova remuneração

Em livro, escritora aborda o futuro do trabalho e traz análises valiosas para lideranças e profissionais; flexibilidade é a palavra que marca a gestão de pessoas no pós-pandemia

A maneira como encaramos o trabalho mudou. Profissionais, empresas e seus modelos de trabalho tiveram que se adaptar rapidamente às mudanças impostas pela digitalização e pandemia nos últimos anos.

Para quem acompanha de perto estes desafios e os seus resultados, tudo foi muito impactante. A consultoria Great Place to Work, por exemplo, especializada em apurar e avaliar tais mudanças na sociedade, acaba de lançar um livro no qual identifica- por meio de análises criteriosas e dados – as principais tendências nas relações de trabalho e o impacto destas na gestão das pessoas e dos negócios.

Com o título, “25 anos de história da gestão de pessoas e negócios nas Melhores Empresas para Trabalhar”, de autoria da jornalista Daniela Diniz, lançado pela Primavera Editorial, a obra é um poderoso instrumento de conhecimento sobre o passado, o presente e o futuro do trabalho ao revelar como as organizações têm se adaptado ao novo mundo laboral, mostrando porque as melhores empresas são uma bússola poderosa desse movimento de transformação.

ilares importantes da evolução das relações de trabalho

“As novas gerações trouxeram um outro significado para o trabalho e impulsionaram uma mudança que impactou todas as quatro gerações que atualmente convivem no ambiente corporativo”

Na análise de Daniela Diniz, a busca por diversidade e inclusão é um pilar importante na leitura da evolução do mundo do trabalho e do ambiente corporativo.

“Durante os primeiros anos da pesquisa do Great Place to Work, não era incomum as organizações classificarem os seus talentos como os Golden Boys (meninos de outro), uma expressão que atualmente choca o mundo corporativo por todos os estereótipos nela representados”, comenta Daniela.

Além dessa questão de gênero e idade, os talentos nas organizações no final da década de 1990 e início dos anos 2000 eram considerados os mais bem-nascidos, já que os processos privilegiavam os recém-formados de universidades top de linha, com inglês fluente e, possivelmente, experiência internacional, diz Daniela.

“Hoje, a Guerra de Talentos que pautou os mais de 25 anos atrás foi substituída por novas abordagens; as novas gerações trouxeram um outro significado para o trabalho e impulsionaram uma mudança que impactou todas as quatro gerações que atualmente convivem no ambiente corporativo”, detalha a autora.

trabalho
Daniela Diniz (foto: divulgação)

O panorama atual do trabalho em 10 capítulos

O livro é composto por 10 capítulos. Em cada capítulo, Daniela Diniz traz farta base de dados comparativos e gráficos que ilustram as transformações e apontam para o que pode ser o futuro do mundo corporativo.

A introdução traz um panorama sobre de onde viemos e para onde iremos na perspectiva do mundo do trabalho. No capítulo um, o foco são as mudanças do mundo e das Melhores Empresas para Trabalhar. No dois, a conceituação do que é uma excelente empresa para trabalhar. No capítulo três, o escopo recai para o cenário dessas melhores empresas ontem, hoje e no amanhã.

No capítulo quatro, a reflexão do que move os funcionários para além do contracheque. No cinco, o mote é na comunicação – Do jornal de parede às redes sociais corporativas. Já o capítulo seis é dedicado ao movimento de transformação da empresa em sala de aula, enquanto o sete se ocupa de um processo de substituição de personagens: O fim do super-homem e da mulher-maravilha.

A busca de um novo equilíbrio pauta o capítulo oito. O nove avança para o conceito contemporâneo de Employee Experience (EX); e o 10 fala sobre a ideia de uma empresa que seja melhor para todos. A conclusão é arrojada e aponta quem serão as melhores empresas do futuro.

Um aspecto fundamental no trabalho não muda

Se por um lado as transformações no mundo do trabalho permeiam a obra de Daniela Diniz, por outro, um elemento que não mudou garante ao leitor acessar um nível de compreensão mais profundo das macro e microtendências que se estabeleceram nos últimos 25 anos.

“Diante desse turbilhão de mudanças, que forçaram as organizações e seus líderes a se adaptarem mais rapidamente ao mundo do trabalho, um elemento não só não mudou, como se tornou ainda mais relevante nas relações laborais: a confiança”, revela Daniela.

Essa palavra, que guia toda a metodologia do GPTW desde a década de 1980, tornou-se o princípio fundamental no mundo do trabalho do século XXI, pós-pandemia, segundo a autora.

“Com base na confiança, eu consigo conhecer melhor o meu colaborador; com ela, eu posso adotar flexibilidade nas relações; eu consigo permitir autonomia no trabalho; eu alcanço o máximo potencial de cada funcionário e, dessa forma, obtenho o melhor de cada um e o melhor de todos”, afirma Daniela.

Há agora a necessidade de uma gestão mais flexível, que envolva uma liderança mais aberta (mais humana e menos heroína) e estruturas mais dinâmicas de trabalho

Confira alguns trechos da obra

A flexibilidade é a nova remuneração

“[…] A flexibilidade é a palavra que marca a gestão de pessoas no pós-pandemia, forçando as organizações a repensarem a forma como vêm operando até aqui. E não se trata apenas da flexibilidade de horários, prática que já vínhamos observando dentro das Melhores Empresas para Trabalhar nos últimos anos. O escopo aqui é maior. Há agora a necessidade de uma gestão mais flexível, que envolva uma liderança mais aberta (mais humana e menos heroína) e estruturas mais dinâmicas de trabalho. O avanço da tecnologia e a própria pandemia aceleraram a Transformação Digital, que sempre foi uma transformação de pessoas e cultura que uma transformação tecnológica.”

Confiança

“Pessoas ficam ou saem de seus empregos muito mais por causa dos seus líderes do que por salários”

“[…] A conclusão é clara: quando os funcionários dizem que confiam na empresa para a qual trabalham estão dizendo que confiam no líder para quem trabalham, reforçando aqui uma premissa corporativa de que as pessoas ficam ou saem de seus empregos muito mais por causa dos seus líderes do que por salários, benefícios ou pela própria função. Ao longo de 25 anos, percebemos que esse elo não mudou. Apesar de o mundo hoje exigir um novo perfil do líder, mais aberto, mais flexível, menos centralizador, ele ou ela segue sendo o elemento fundamental na construção de um excelente lugar para trabalhar.”

A evolução do portfólio de benefícios das empresas

“Benefícios que façam mais sentido com essa realidade e menos atrelados a status ou símbolos de poder” 

“[…] Em um mundo mais diverso, ágil, flexível, imprevisível, horizontal e experimental, são requeridos benefícios que façam mais sentido com essa realidade (mais licenças e day offs, por exemplo) e que estejam menos atrelados a status ou símbolos de poder (carro de luxo, por exemplo).”

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