Nova aquisição insere IZIO na indústria e a consolida no mercado de cashback
- Por Nayara de Deus
- 4 min leitura
A IZIO, RESPONSÁVEL PELO ENGAJAMENTO de consumidores de gigantes varejistas das cinco regiões do País não está para brincadeira: a recente integração da companhia com a Priced – desenvolvedora do Mangos, app que faz retornar dinheiro à conta de seus usuários nas ofertas e promoções de compras feitas em supermercados e farmácias – aumenta o leque de atuação da companhia, que passa agora a conectar shoppers diretamente à indústria.
A Consumidor Moderno conversou com Christian Vincent, fundador e diretor da IZIO, que nos contou como a operação promete agregar valor à experiência de empresas, indústrias e do consumidor final.
CHRISTIAN VINCENT – Nascemos em 2014 com o propósito de ajudar o varejo a se conectar com seu cliente final por meio de uma plataforma de CRM. Na Priced, especialmente falando sobre o Mangos, vimos a oportunidade de conectar a indústria e o cliente final por meio da tecnologia, nesse caso, através de uma ferramenta de cashback. Entendemos que nosso escopo seria muito maior, com aumento da nossa proposta de valor e mercado endereçado. Além disso, herdamos da Priced ferramentas de dados de Analytics que também complementam nosso contexto enquanto especialistas no setor do varejo.
CV – Ele viabiliza maior conexão entre as ofertas diretamente com o comprador ou as ofertas da indústria com o cliente final. Um exemplo: qualquer marca que ofereça uma recompensa em valor para a compra de um produto, assim que o shopper fizer a leitura da nota, independentemente do mercado em que esse produto seja adquirido. Essa operação ajuda a indústria a fazer sua oferta de forma mais democrática, enquanto o cliente passa a olhar para essa marca de maneira diferente. Por meio do Mangos, ele começa a ter a possibilidade de escolher as ofertas que quer e o supermercado que mais lhe interessa.
A indústria nunca teve oportunidade de investir e saber efetivamente o retorno do valor do investimento. No modelo Mangos, cada real que ela disponibiliza para repassarmos ao cliente final é devolvido com toda a informação a respeito do faturamento. Para facilitar o entendimento: a indústria me deu R$ 100 mil para dar cashback para muitos clientes. Eu só gasto esse dinheiro se o cliente efetivamente comprar e fizer a leitura da nota. É o que a gente chama de pay per sale ou pague se houver venda, que é muito direcionado à performance.
CV – Todo o investimento tem traqueamento e todo dashboard devolvido para a indústria acontece praticamente em tempo real. Ela acompanha quanto cada real investido trouxe de faturamento incremental, além do indicador que eu mais prezo dentro do app: o Share of Wallet, ou seja, o quanto esse cliente/pessoa física gastava em determinado produto e quanto ele passou a gastar no mesmo produto após a obtenção do cashback. Então, a gente consegue mensurar para a indústria o aumento do Share of Wallet. Temos casos em que esse índice subiu três vezes, em uma única campanha. Pessoas que investiam “x” reais em um produto e passaram a gastar três, quatro vezes mais do que gastavam antes da campanha. É uma forma muito transparente de a indústria viabilizar os investimentos dela em ofertas.
CV – O cashback é uma tendência porque as empresas precisam fidelizar o cliente. É crédito, é dinheiro, não são pontinhos que você vai somando para trocar por um picolé. E vale lembrar que há o cashback do varejo, em que a recompensa se dá a cada retorno do cliente à varejista, criando um ciclo virtuoso em que o cliente compra, ganha e, quando volta, ganha o benefício de novo, porque trabalha sob o viés da recorrência.
O cashback da indústria com o Mangos trabalha sob o viés de conhecer o cliente, influenciar seu comportamento em relação à marca. Nesse caso, o cliente ganha cashback, acumula e depois saca da sua conta-corrente.
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