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Especial Reconhecimento Facial: O próximo passo é interpretar

Especial Reconhecimento Facial: O próximo passo é interpretar

Reconhecimento facial é algo que está virando banal dentro do mercado, acredite se quiser. A mina de ouro está de fato na interpretação: e as empresas já estão em busca disso

Quer queira quer não queira, o avanço da análise das imagens e do reconhecimento facial é uma transformação inevitável. As empresas estão de olho nesse mercado bilionário e prometem facilidades infinitas a quem aderir. Peguemos o caso da IBM.

A empresa centenária se reinventou continuamente com o decorrer dos anos. Começou com uma empresa de cartões perfurados, utilizados para o censo demográfico americano, foi para relógios, máquinas de escrever, computadores e, agora, para inteligência artificial.

O Watson, plataforma da companhia, é um dos sistemas cognitivos mais procurados e respeitados do mercado. E o reconhecimento de imagens está virando cada vez mais protagonista dentro dele.

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E a intenção da IBM não é ler o rosto das pessoas e trabalhar informações para resultar uma venda mais direcionada. Ela quer melhorar processos, especialmente na indústria.

“O grande impacto da análise da imagem acontecerá quando chegar à indústria”, afirma Rogério de Paula, cientista e responsável pela área de pesquisa em análise visual e compreensão do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil.

O desafio, portanto, é ir além do reconhecimento. É a interpretação que realmente vai ser o diferencial no futuro. Na área médica, por exemplo, um problema que afeta a eficiência do setor é o diagnóstico. Um médico recebe uma série de imagens e perde um bom tempo analisando e procurando os problemas.

Através da inteligência artificial e do machine learning, a própria máquina terá capacidade de alertar os problemas ao profissional da saúde, aumentando a sua produtividade. “A máquina vai começar a filtrar o que realmente é relevante”, diz de Paula.

“O grande impacto da análise da imagem acontecerá quando chegar à indústria”, Rogério de Paula, da IBM (Foto: Divulgação)

Um dos exemplos práticos da IBM é análise de jogos do US Open, torneio tradicional de tênis nos Estados Unidos. Por meio da análise de vídeos das partidas, o software de inteligência cognitiva consegue reunir informações desde a velocidade da bola até as emoções transmitidas pela torcida, criando uma série de melhores momentos automaticamente. Tudo isso pela pura interpretação da máquina.

A discussão da privacidade

Apesar do discurso de todas as empresas envolvidas expressar que apenas situações maravilhosas serão possíveis com o reconhecimento facial, a tecnologia ainda é vista com ressalvas por diversas pessoas.

É um fato que estamos sendo vigiados a todos os momentos por conta de nossos smartphones e de nossas contas em ferramentas como o Facebook e o Google. Até agora, no entanto, o nosso rosto ainda não era parte de uma estratégia de aumento de vendas. Pelo menos, não tão abertamente.

Assim que foi lançado o iPhone X, Edward Snowden, ex-administrador de sistemas da CIA que tornou públicos documentos secretos do governo americano por meio do Wikileaks, fez comentários no Twitter. Ele elogiou o design e as funções do aparelho, mas com uma grande ressalva. “O FaceID relativiza o reconhecimento facial, uma tecnologia que certamente será abusiva.”

Alguns aplicativos ao redor do mundo estão fazendo barulho em relação a isso. Um dos exemplos é o aplicativo russo FindFace. Com ele, é possível identificar a foto de uma pessoa aleatória na rua, desde que ela tenha uma conta na VK, principal rede social na Rússia.

O anonimato, mais do que nunca, está ameaçado. A questão principal vai ser saber qual o preço que as empresas e as próprias pessoas estarão dispostas a pagar para ter uma vida com mais facilidades. E menos privacidade.

Biometria centenária

A tecnologia evolui ano após ano, mas já nos longínquos anos 1858 um inglês adotou uma estratégia com seus funcionários para evitar fraudes nos pagamentos. Confira a linha do tempo da biometria em contato com o consumidor:

1858 – Sir William James Herschel, chefe de Justiça do distrito de Hooghly, na Índia, utilizava marcas de mãos para acordos governamentais com empresários locais

1970 – A tecnologia biométrica através de digitais começou a ser colocada em prática para verificar funcionários de grandes empresas e trazer informações sobre eles

1990 – A segunda geração de biometria começou a ser colocada em prática. O primeiro sensor de reconhecimento facial foi implantado em 1991, mas ainda necessitava de auxílio humano

1998 – FBI lança o DNA Index System (CODIS) para armazenar informações biométricas digitalmente a fim de facilitar pesquisas para fins criminais

2001 – O começo do século marca o início do avanço tecnológico para fins comerciais. Milhões de dispositivos passam a estar conectados e a demanda para ampliar dados biométricos em empresas e governos aumenta

2004 – Bank of Tokyo passa a introduzir senhas biométricas em seus caixas eletrônicos e bancos passam a adotar a tecnologias similares

2010 – O ano marca a atual geração biométrica. Bancos em todo mundo passam a oferecer tecnologias similares

2011 – Motorola lança o primeiro celular com capacidade de leitura de digital

2011 – Bradesco lança seu sistema biométrico no Brasil, que faz a leitura da palma da mão

2013 – Itaú segue o fluxo e lança acesso aos caixas eletrônicos por meio da digital

2013 – Apple lança a ferramenta Touch ID, que desbloqueia o celular a partir da digital, assim como aprova transações na loja de aplicativos App Store

2013 – Banco inglês Barclays lança primeiro serviço de reconhecimento de voz para clientes

2017 – Banco Neon lança ferramenta de pagamento por selfie no Brasil

2017 – Samsung lança o Galaxy S8, smartphone que consegue reconhecer a íris dos consumidores

2017 – Apple lança o iPhone X, que tem a tecnologia Face ID, considerada a melhor tecnologia de reconhecimento facial disponível para o usuário comum

Esta é a terceira de uma série de três reportagens sobre reconhecimento facial. Clique aqui para ler as outras 

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As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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