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Como você está se preparando para o futuro do trabalho?

Como você está se preparando para o futuro do trabalho?

Relatório sobre o Futuro do Trabalho 2023, do Fórum Econômico Mundial, destaca as tendências e habilidades necessárias para se manter competitivo no mercado

Desde 2016 o Fórum Econômico Mundial emite um relatório chamado The Future of Job – ou, em tradução livre, o futuro do trabalho. No dia 1 de maio foi divulgado o relatório de 2023 – o último, antes deste, foi lançado em 2020. O material reúne a perspectiva de 803 empresas, que empregam 11,3 milhões de pessoas em 27 grupos de setores e 45 economias de todas as regiões do mundo, e mapeia os empregos e as habilidades do futuro. Destacam-se alguns pontos que merecem nossa atenção empregadores, colaboradores e pais!

Os principais números apresentados chamam a atenção:

  • 23% dos empregos devem mudar até 2027;
  • 69 milhões de vagas serão criadas
  • 87 milhões de vagas serão eliminadas.
  • 75% das empresas entrevistadas devem adotar a Inteligência Artificial em suas atividades
  • 50% das empresas acreditam que essa adoção gerará mais empregos, enquanto 25% acreditam que causará perda de empregos.

Uma das grandes lacunas identificadas pelas empresas pesquisadas é a necessidade de treinamento e requalificação dos colaboradores, para que se tornem aptos às transformações do mercado. É importante ressaltar que esta necessidade de aprendizado não é somente para os “mais velhos”, absolutamente todas as gerações precisarão se atualizar ou aprender algum novo tema, desde soft skills até hard skills, para manter a sua empregabilidade.

  • 6 em cada 10 colaboradores precisarão de treinamentos antes de 2027, mas apenas metade das pessoas têm acesso a treinamento atualmente;
  • 44% das habilidades individuais dos colaboradores precisarão de alguma atualização nos próximos anos.

Para divulgação do relatório e discussão do futuro do emprego, nos dias 2 e 3 de maio foi realizado o evento “Growth Summit 23”, do Fórum Econômico Mundial. Um dado interessante levantado por Sander Van ‘t Noordende, CEO da Randstad, gerou uma boa discussão: 50% das pessoas acreditam que o treinamento e qualificação é responsabilidade da empresa – e aqui temos um ponto de atenção.

A responsabilidade de qualificação deve ser das duas partes: empresa e colaborador. A empresa deve focar em treinamento e requalificação para conseguir dar perenidade ao negócio, especialmente em um mundo de transformações tão rápidas, onde nem sempre o aprendizado está estruturado e disponível no tempo real em que uma inovação acontece. Para o colaborador, a capacitação é fundamental para desenvolver novas habilidades e estar mais preparado para os novos problemas e oportunidades que estão surgindo na sua profissão.

Mas, para que as organizações e colaboradores tenham a mente aberta para esta postura, é preciso conhecimento, de forma a quebrar qualquer barreira ou crença limitante. Por isso reforço que todos nós, independentemente de idade ou classe social, teremos que desenvolver o mindset de lifelong learning, assumir a responsabilidade pelo nosso desenvolvimento tendo em mente que existem várias formas de aprendizado – e cada um deve buscar o que melhor funciona para si mesmo, sabendo que o aprendizado “on the job” ainda é importante, mas insuficiente para continuar garantindo o sucesso para as duas partes.

É só olharmos para o ChatGPT. Assim que ele foi lançado, o setor de educação ficou em polvorosa criticando e tentando achar uma forma de bloquear o seu uso pelos alunos. Este é um pensamento limitador. A evolução e a revolução estão aí e só terão sucesso as pessoas e organizações que mais rapidamente aprenderem a usar e que forem capazes de se adaptar às inovações, e não bloqueá-las. Um bom exemplo é a Link School of Business, primeira faculdade de empreendedorismo do Brasil, que liberou o uso do ChatGPT nas provas e vestibular.

Recentemente, Martha Gabriel, futurista e uma das maiores referências no Brasil em temas no mundo digital, participou de uma entrevista e ressaltou: “Os professores que fizerem perguntas que o ChatGPT pode responder terão que repensar o seu papel. O professor deve estimular o pensamento crítico para que com o auxílio da tecnologia o aluno consiga usar o pensamento analítico e desenvolver a melhor solução”. Isto vale para todos os setores de negócios.

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Sempre que algo disruptivo aparece, a primeira reação é a negação, algo natural de nós, seres humanos – e não foi diferente, por exemplo, quando as calculadoras foram lançadas. Houve passeata de professores querendo proibir o seu uso pelos alunos, mas a questão não era proibir o uso porque achavam que os alunos deixariam de fazer cálculos que eram importantes mas, principalmente, porque acreditavam que o seu uso poderia prejudicar o desenvolvimento do raciocínio lógico. A calculadora pode ajudar demais a economizar tempo, mas para ela funcionar é preciso saber o que calcular. E assim o raciocínio lógico terá que ser usado. E isto vale para IA e todas as outras inovações que estão surgindo. Todos nós temos o viés negativo de forma inerente, isto é, uma predisposição de enxergar as situações de forma negativa pois isso foi muito necessário para a nossa sobrevivência e evolução desde a pré-história, mas precisamos ter a clareza de quando este viés aparece, para que não percamos uma grande oportunidade de evolução.

Diante disso, habilidades cognitivas sólidas serão cada vez mais valorizadas pelas empresas, já que são fundamentais para resolver os problemas cada vez mais complexos e desconhecidos dentro das organizações. Nesse sentido, vale verificar as habilidades em destaque no relatório.

As 10 habilidades mais importantes para o futuro do trabalho,
segundo o Fórum Econômico Mundial

  1. Pensamento Analítico
  2. Pensamento Criativo
  3. Resiliência, Flexibilidade, Agilidade
  4. Motivação e Autoconhecimento
  5. Curiosidade e Aprendizagem Contínua
  6. Repertório Tecnológico
  7. Confiabilidade e Atenção aos Detalhes
  8. Empatia e Escuta Ativa
  9. Liderança e Influência Social
  10. Controle de Qualidade

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Apenas uma delas é hard skill, todas as demais são soft skills, reforçando o quanto o comportamento humano será ainda mais fundamental para o desenvolvimento dos negócios.

O relatório também destaca que a aprendizagem de novas habilidades por pessoas sem diplomas é praticamente igual às que possuem diplomas, mostrando que um esforço conjunto entre setor público e privado será fundamental para que o máximo de pessoas possam se capacitar para as novas demandas e empregos do futuro. Isto será essencial não só para garantir emprego para todos, mas para o sucesso das organizações. E o relatório destaca que para quase 60% das empresas o gap em habilidades será a principal barreira de transformação do negócio entre 2023 a 2027, e para mais de 80% a prioridade será o investimento em treinamento e requalificação dos colaboradores

Uma excelente iniciativa, como exemplo da preocupação com a preparação das pessoas para o futuro do trabalho, é a “The Reskilling Revolution”, uma plataforma lançada em 2020 liderada pelo Fórum Econômico Mundial envolvendo 16 países, em parceria com 350 organizações a qual já impactou até agora 350 milhões de pessoas. Para saber mais detalhes do projeto acesse: https://www.weforum.org/impact/reskilling-revolution.

Se você quiser continuar tendo sucesso na sua carreira, será necessário desenvolver estas habilidades – elas poderão ser o grande diferencial para que você possa atingir seus objetivos profissionais. Também é importante lembrar que a atualização de conhecimento não é responsabilidade apenas das organizações. Quanto mais os colaboradores se prepararem, terão maior longevidade na carreira e no emprego!



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