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Mente sã e empresa saudável: a importância da saúde mental

Mente sã e empresa saudável: a importância da saúde mental

Fortemente impactada pela pandemia e ainda em recuperação, a saúde mental do colaborador é essencial para o resultado das empresas

Saúde mental é o tema do momento, mas não é hype. As grandes mudanças ocorridas durante o período pandêmico trouxeram holofotes para o tema que faz e fará cada vez mais parte das estratégias de crescimento das empresas. Afinal, tudo começa com as pessoas, ou seja, o bem-estar delas é o ponto principal para os resultados.

Não à toa, “Mente sã e empresa saudável: a importância da saúde mental dos colaboradores” foi o tema de um dos painéis do Conarec 2022. Com mediação de Heloísa Capelas, CEO do Centro Hoffman, a valiosa discussão sobre saúde mental nas empresas contou com a participação de Josie Picanço, VP de vendas e pessoas da Tactium; Nicolas Toth, Diretor geral Brasil e América Latina da Sharecare Brasil; Marly Vidal, Diretora administrativa e de pessoas do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica; e Lucas Faia, Head de customer success da Zenklub.

A grande mensagem passada destes profissionais que vivem a saúde mental dentro das empresas diariamente é: a tecnologia é importantíssima, mas por trás dela é preciso ter pessoas saudáveis. “A tecnologia pode ser usada para cuidar de gente, porque quem não está bem agora são as pessoas por trás da tecnologia. Estamos vendo ainda mais as consequências dos momentos que passamos na pandemia, as pessoas estão compartilhando mais os sentimentos, as inseguranças e isso está ganhando nome agora, seja depressão, ansiedade”, afirma Heloísa Capelas.

Nesse momento, a empresa preocupada em cuidar da saúde mental do colaborador é a que realmente está preocupada com o futuro dos negócios. Para Josie Picanço, VP de vendas e pessoas da Tactium, “ser empresária é cuidar de gente, de pessoas”. A executiva conta que durante a pandemia houve um grande aumento da percepção da importância do contact center, um serviço essencial, e era, mais do que nunca, necessário olhar para o operador, que estava ali para oferecer aos consumidores o que eles precisavam naquele momento.

“Criamos inúmeras ações para que, mesmo a distância, mantivéssemos a conexão com o colaborador. Oferecemos terapia para todos, caixa surpresa, entre outros. E isso incluiu os familiares, porque trata-se de um ecossistema inteiro sendo impactado. Os gestores precisam estar de olhos abertos, enxergar o ser humano que está do outro lado e exercitar a empatia para poder entregar resultado”, diz Picanço.

Ter um olhar mais próximo e cuidadoso com o consumidor também foi estratégia adotada pelo Grupo Sabin. Os profissionais de saúde que atuavam na linha de frente da pandemia foram apoiados e acolhidos através de programas como o Saúde em Dia, que trouxe ações voltadas para a mente, para o corpo, para a prevenção e até para a gestação. Tudo de forma personalizada através do uso de dados.

Marly Vidal compartilha a estratégia realizada: “Buscamos indicadores para ter assertividade nos programas com o colaborador, para ter a capacidade de ter uma visão 360 de cada um deles. Os profissionais da área de saúde precisavam de empatia e acolhimento, e foi o que colocamos em prática no dia a dia. Falar de saúde mental é acolher e passar a mensagem de que todos podem, mas para que haja engajamento é preciso que os programas atendam às necessidades de cada colaborador”.

Bem-estar em alto nível é sinônimo de saúde mental

Além de criar programas voltados para a saúde mental através dos dados, é preciso entender o contexto que envolve essa questão e, de forma mais abrangente, a vida das pessoas. Nicolas Toth conta que na Sharecare Brasil entende-se que para se ter uma vida boa é necessário saúde e bem-estar em alto nível, quando essas frentes são impactadas, há um problema.

“A pandemia teve consequência direta na saúde mental porque a vida das pessoas foi afetada. Nosso índice de bem-estar tem 5 pilares que podem explicar isso. O primeiro trata-se do propósito, de ter um plano de vida, o que foi muito quebrado pela insegurança trazida pela pandemia. Em segundo vem as conexões, a questão social, impactado pelo isolamento e pelo home office. Depois vem as questões financeiras e de comunidade, do orgulho de pertencimento. Por fim, a saúde física. Por isso, entender a saúde mental como algo mais amplo permite mais assertividade e nós gestores temos a necessidade de ajudar os nossos colaboradores a voltar a ter uma vida melhor”, diz Toth.

Porém, engajar funcionários nesse tema ainda é um desafio. Lucas Faia, Head de customer success da Zenklub, faz uma analogia com o uso de equipamentos de EPI nas indústrias, que são importantes para a segurança física dos funcionários, mas que muitas vezes é negligenciado. Com a saúde mental é a mesma coisa, há uma necessidade de ter uma boa abordagem para atrair a atenção e realmente colocar em prática. Isso se torna ainda mais importante num cenário no qual o burnout se torna uma doença do trabalho.

“A partir da tecnologia, que é o nosso primeiro pilar e o futuro, construímos uma plataforma que oferece acesso à terapia, psicanálise, coach de desenvolvimento profissional. O segundo pilar é a ciência, com especialistas que constroem testes para a busca do autoconhecimento, algo muito importante na saúde mental. A partir desses resultados, a ideia é direcionar a jornada para melhora da saúde mental e gerar interação. Conteúdos como podcasts e meditação apoiam isso”, conta Faia.

Toda essa preocupação permite que as pessoas passem a ter autoconhecimento e as empresas “know how” para serem mais resilientes e preparadas para enfrentar momentos difíceis em um mundo cada vez mais imprevisível.


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