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Os melhores embaixadores de marca são seus próprios colaboradores

Os melhores embaixadores de marca são seus próprios colaboradores

Ao utilizar conteúdos feitos pela própria equipe, o time de marketing economiza tempo, esforço e dinheiro com publicidade, apresentando boas taxas de conversão

Uma série de fatores são essenciais para sustentar o crescimento de um negócio, mas existe um elemento fundamental nesse quebra-cabeça que muitas vezes pode ser negligenciado pela gestão: a força de funcionários engajados.

Responsáveis por construir a companhia de dentro para fora, mantê-los inspirados e preparados para assumir esse papel com confiança deve ser a prioridade de qualquer empresa.

Enquanto 93% das pessoas acreditam em informações compartilhadas por amigos e familiares, apenas 38% confiam na publicidade, o que reforça a ideia de que pessoas acreditam em pessoas. Através das mídias sociais, os colaboradores podem promover a cultura organizacional de maneira autêntica, despertando o interesse de possíveis candidatos, além de contribuir para a construção de uma marca forte.

Leia mais: A importância de uma cultura organizacional forte para enfrentar os novos tempos

Funcionários engajados são vistos como mais confiáveis pelos clientes (fortalecendo associações positivas com a empresa e seus produtos), e quando compartilham ativamente a missão da marca, eles geram awareness.

Afinal, quando um colaborador acredita na visão da empresa, o jeito mais comum de demonstrar seus sentimentos é através das mídias sociais, e seu impacto é poderoso. De acordo com uma pesquisa do MSL Group, empresas que investem nessa estratégia chegam a expandir seu alcance orgânico em 561%, contribuindo diretamente para a reputação da marca.

Resumidamente, negócios que não investem em programas que transformam funcionários em promotores estão correndo o risco de deixar muito dinheiro na mesa, além de aumentar as chances de perder profissionais qualificados.

 

Embaixadores de marca podem ajudar seu negócio
além do awareness

Tornando-se uma dor latente em muitas empresas, as altas taxas de demissão não apresentam sinais expressivos de desaceleração, o que nos faz olhar para estratégias que cultivam defensores da marca sob uma nova perspectiva e de maneira ainda mais estratégica.

Embora venha acontecendo sistematicamente desde 2009, os pedidos de demissão aumentaram no ano passado. De 900 C-levels pesquisados pela Gartner, 60% relataram altas taxas de atrito em 2021 e 68% dizem ter enfrentado maior rotatividade devido às propostas da concorrência.

Quando investigamos um pouco mais a fundo as motivações, é possível compreender que há uma enorme lacuna no relacionamento das empresas com seus funcionários. Uma pesquisa da McKinsey descobriu que, em 2021, grande parte dos pedidos de demissão foram impulsionados, em geral, por sentimentos e expectativas não correspondidas:

● 54% não se sentiam valorizados pelas organizações
● 52% não se sentiam valorizados por seus gerentes
● 51% não possuíam um sentimento de pertencimento no trabalho

Em um ambiente de contratações cada vez mais árido e incerto, empresas com programas de embaixadores possuem 58% mais chances de atrair talentos e mais chances de retê-los 20%, de acordo com uma pesquisa do LinkedIn citada em um artigo da Forbes.

Nessa perspectiva, as empresas não podem deixar de cultivar o relacionamento com seus funcionários se quiserem passar pela “Grande Demissão” mantendo seus talentos satisfeitos e, principalmente, produtivos.

Funcionários engajados: comece pelo porquê

Uma estratégia para conquistar funcionários mais engajados pode começar ainda no processo de recrutamento e seleção.

Famosa por sua forte cultura organizacional, a Zappos é referência quando se trata de entender a importância dos funcionários na construção de marca, tanto que uma das estratégias para testar se candidatos estariam realmente comprometidos com o propósito da companhia incluía oferecer ao final da etapa de seleção US$ 2 mil para que não aceitassem o trabalho.

Com um processo seletivo estruturado e único, a empresa se comprometeu a sacrificar resultados de curto prazo (que podem vir de contratações baseadas em competências técnicas), para sucessos de médio e longo prazo. Em contrapartida, ela realizava contratações mais assertivas, priorizando o fit cultural à técnica.

Sem dúvidas, uma empresa pode optar por um processo seletivo mais brando do ponto de vista cultural e estabelecer iniciativas que promovam engajamento depois da contratação, mas começar alinhando valores e propósito tende a otimizar tempo e esforço (do funcionário e da empresa), garantindo resultados mais precisos.

As maiores empresas do mundo tendem a ser conhecidas por suas soluções inovadoras e cultura corporativa particular, mas é importante destacar que junto a isso, empresas como Nike, e Apple investem fortemente em narrativas capazes de conectar os colaboradores a um propósito comum, como just do it e think different.

Em outras palavras, estabelecer valores impulsiona paixão, senso de propósito e dedicação acima da média, e essa combinação tende a resultar em profissionais apaixonados, capazes de realizar suas funções de maneira extraordinária, se tornando promotores sem esforço.

Conheça o Mundo do CX

O case de conteúdos criados por
colaboradores da General Electric

A General Electric (GE) acompanhou uma queda no interesse por seus processos seletivos depois de receber comentários negativos na internet. Ao unir o poder dos funcionários com o das redes sociais, passou a promover uma outra narrativa sem nenhum investimento financeiro.

75% dos funcionários contaram como era trabalhar na empresa através de diversos conteúdos, que foram direcionados para o LinkedIn.

Embora lançado em um momento controverso, o programa de embaixadores apresentou resultados expressivos: o número de candidaturas aumentou 800%, conquistando um engajamento orgânico que teria custado US$ 9 milhões aos cofres da empresa se fosse veiculado por anúncios.

Segundo pesquisa do MSL Group, com uma base de seguidores cerca de 10x maior que a empresa, os conteúdos dos colaboradores performam melhor e chegam a receber 8x mais engajamento.

Estratégias para embaixadores de marca permitem que sua empresa cresça mais (e mais rápido)

Uma vez que sua empresa estabelece alguma iniciativa de embaixadores, eles podem desempenhar um papel fundamental em processos de recrutamento e seleção. Afinal, envolvê-los na criação de conteúdos não só incentiva o compartilhamento como também os posiciona como vozes ativas no setor.

Muitos empreendedores estão começando a entender o poder de investir em relacionamentos, assim como a importância de gerar conexões significativas com os clientes. Agora é preciso entender a importância de se conectar com seus colaboradores.

É cada vez mais importante olhar o seu negócio de ponta a ponta, procurando maneiras de superar as expectativas e oferecer as ferramentas necessárias para que os colaboradores façam acontecer, com o menor atrito possível. No fim do dia, embaixadores são essencialmente colaboradores felizes.

Se há alguns anos os benefícios financeiros eram atrativos o bastante, atualmente, outras prioridades fazem parte da conversa, principalmente relacionadas a questões emocionais e senso de pertencimento.
Em suma, para atrair e reter talentos, a sugestão é investir cada vez mais em um ambiente corporativo com boas experiências. Afinal, os números são expressivos e indicam uma direção: para que os clientes amem a sua marca, é preciso que os funcionários a amem primeiro.

*Alfredo Soares é Cofundador do G4 Educação, sócio-conselheiro da Loja Integrada e sócio da VTEX. Autor dos livros best-sellers “Bora Vender” e “Bora Varejo” e investidor anjo em mais de 20 startups.


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