/
/
Jornada de consumo: do CDC à identidade do cliente

Jornada de consumo: do CDC à identidade do cliente

Quando os direitos foram regulamentados a noção de cliente ativo ainda engatinhava; hoje, mesmo com questões em aberto, o poder está com o público
Legenda da foto

Como era a vida em 1995? Você lembra? O Brasil já contava, desde 1990, com um Código de Defesa do Consumidor (CDC). Apesar disso, o começo da década foi marcado por instabilidade financeira. Ser consumidor naquela época não era fácil.

Em 1995, entretanto, tudo começou a entrar no eixo. O consumidor brasileiro começava a experimentar uma moeda estável, com a implementação do Real e, assim, dávamos os primeiros passos em direção à sociedade que formamos hoje. Como foi, entretanto, que percorremos esse caminho?

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, destaca que, com o Plano Real, as pessoas entraram em um novo momento. ?Houve uma mudança no mercado e nas famílias. Nós percebemos que os indivíduos começaram a fazer mais pesquisas de gastos em casa?, explica. ?O consumidor estava acostumado com inflações altas. Quando começou a vislumbrar novos horizontes, passou a buscar preços e informações?.

Essa experiência foi fundamental para que o cliente, além de se sentir livre para consumir, também passasse a viver o Código de Defesa do Consumidor (CDC), como ressalta Elici Bueno, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). ?A globalização da economia pedia padrões de qualidade mais elevados. O acesso ao mercado fez com que o consumidor se globalizasse?, acrescenta.

Ela afirma ainda que aqueles consumidores que tinham maior poder aquisitivo já podiam, naquele momento, comparar a qualidade do serviço prestado no exterior com aquela que encontrava por aqui.

Pensando grande

Ao acabar de colocar os dois pés na vida de consumidor, então, os indivíduos passaram a desejar mais e mais. Esse cenário de provocação fez com que as empresas começassem a abrir os olhos para o cliente: começaram a nascer os SACs, as ouvidores, o papel do ombudsman, como conta Elici.

Para ela, nos anos 1990 o atendimento ao cliente começou a ser uma ferramenta de relacionamento usada como vantagem competitiva. José Geraldo Brito Filomeno, vice-presidente da comissão que elaborou o projeto do CDC, destaca que o ano de 1995 marcou ainda um início. ?Tudo melhorou, mas o sistema não está como gostaríamos?, diz.

Dificuldades que persistem

Visto que ainda há caminhos a serem percorridos, Elici destaca que é necessário conseguir o equilíbrio da relação de consumo. Isso inclui diminuir a judicialização de conflitos ? ou seja, situações em que os problemas de relações de consumo precisam ser levados para a justiça.
Para Maria Inês, existe o desafio de trazer mais transparência na regulação dos setores. ?Os órgãos reguladores precisam começar a trabalhar pelo consumidor?, argumenta.

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

Portaria que obriga negociação coletiva para o comércio funcionar em feriados entra em vigor em meio a um cenário de custos crescentes.
O que muda com a nova regra para trabalho em feriados
Portaria que obriga negociação coletiva para o comércio funcionar em feriados entra em vigor em meio a um cenário de custos crescentes.
Edifício dos Correios, em Brasília, DF.
Quem paga a conta do prejuízo bilionário dos Correios?
Com rombo de R$ 3,16 bilhões só no primeiro trimestre de 2026 e projeção de até R$ 10 bilhões no ano, a crise financeira dos Correios joga luz aos riscos reais para o consumidor.
"Transparência não limita a criatividade", afirma Fabíola Meira ao analisar as novas diretrizes do CONAR para a creator economy
CM Entrevista: Transparência vira prioridade para marcas e criadores de conteúdo no Brasil
"Transparência não limita a criatividade", afirma Fabíola Meira ao analisar as novas diretrizes do CONAR para a creator economy
Liquidação do conglomerado Master consumiu R$ 51,8 bilhões do FGC e acelerou mudanças regulatórias que afetam bancos e investidores.
O que muda com a novas regras para o uso do FGC como garantia
Liquidação do conglomerado Master consumiu R$ 51,8 bilhões do FGC e acelerou mudanças regulatórias que afetam bancos e investidores.

Webstories

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Rebeca Andrade – Ensinamentos e Aprendizados O futuro do entretenimento no Brasil NBA é a melhor experiência esportiva do mundo Grupo Boticário, em parceria com a Mercur, distribui gratuitamente produtos inclusivos.