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Brasil lidera indústria de fintechs na América Latina

Brasil lidera indústria de fintechs na América Latina

Soluções de crédito e de saúde financeira abrem oportunidades para país se tornar referência global em setor de fintechs, os bancos digitais

O Brasil é líder do ecossistema de fintechs na América Latina, revela o Índice Global de Inclusão Financeira, estudo feito pelo Centro de Pesquisas Econômicas e Empresariais (CEBR) e patrocinado pela Principal Financial Group. O país está entre as dez indústrias mais desenvolvidas entre as nações avaliadas, tanto em quantidade como em qualidade de suas startups com soluções financeiras.

Na visão de especialistas, o Brasil oferece oportunidades em diversas áreas e se tornou referência para países vizinhos principalmente em questões regulatórias.

“Embora esteja claro que os governos devem estabelecer as bases para a inclusão financeira, o setor privado também tem um papel vital a desempenhar. Um exemplo positivo de sistema financeiro que apoia a inclusão na América Latina é o compromisso do Brasil com um ambiente regulatório que apoia inovações via fintechs”, avalia Daniel Walker, presidente da Principal na América Latina, empresa com participações na Brasilprev, na Ciclic e dona da Claritas Investimentos.

Leia Mais: Brasileiros são os que mais aderem aos bancos digitais

Potencial nacional já está sendo aproveitado

Empresas como a Trace Finance já exploram esse potencial local. Fundada em 2021, a fintech criada por Leone Parise, Bernardo Brites e Rafael Luz tem como premissa facilitar a injeção de recursos estrangeiros após rodadas de investimentos de startups brasileiras e latino-americanas.

Sem expertise neste serviço, instituições financeiras mais tradicionais exigem processos mais morosos para processar os aportes – e são nesses gargalos que a Trace se posiciona para dar fluxo aos processos. A fintech já realizou R$ 1,5 bilhão em transações desde sua fundação.

De acordo com Thiago Iglesias, head de portfólio do Torq, núcleo de inovação e corporate venture capital da Sinqia, o boom do segmento das fintechs nos últimos anos acompanhou demandas específicas da população brasileira, como o crédito.

Liderada por Sandro Reiss e Rafael Pereira, a Open Co já nasceu como a maior fintech do segmento sem garantias. Ao todo, foram mais de seis milhões de pessoas beneficiadas, que economizaram R$ 2 bilhões em juros graças aos produtos e serviços da Open Co.

Recentemente, a fintech lançou uma nova linha que permitirá parcelamento em 36 vezes de uma cirurgia, um tratamento dentário, a reforma da casa ou uma viagem. O pagamento é feito à vista no momento da compra, e o consumidor se compromete com parcelas acessíveis dali em diante. O app também procura educar financeiramente o cliente e oferece um diagnóstico sobre como ter contas mais saudáveis.

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Diferentes focos e públicos

Há oportunidades em outras áreas para facilitar as finanças dos brasileiros. “Boa parte das soluções hoje estão atreladas ao crédito. Em um país como o Brasil, há muito espaço para startups que atuam com saúde financeira, ajudando a população a organizar suas dívidas”, diz Iglesias.

A Jazz Tech, em operação desde 2020, identificou demanda por infraestrutura que suportasse a oferta de diversas soluções financeiras. Fundada por José Roberto Kracochansky, a plataforma é plugada ao Banco Arbi, o que permite operar serviços como antecipação de recebíveis, crédito, cartão viagem, entre outros. Como fintech, dispõe da tecnologia necessária para atender empresas de setores variados na emissão de cartões por meio de soluções white label.

Há ainda estratégias voltadas aos empreendedores, como as fintechs de gestão. A Tiba, que oferece soluções voltadas a pequenos empresários e empreendedores do setor do varejo, com lojas físicas e optantes pelo Simples Nacional, integra em um software só serviços de contabilidade, folha de pagamento, contas a receber e a pagar, gestão de estoque e crédito, entre outras iniciativas.

Recentemente a empresa incorporou a antecipação de recebíveis como alternativa de crédito. A empresa levantou R$ 23 milhões em uma rodada seed liderada pela Canary e pelo Global Founders Capital.

Leia Mais: O que o consumidor ganha com o crescimento das fintechs?

Pandemia estimulou criação de novas soluções

Serviços que conseguiram se estabelecer antes da pandemia – e do aperto monetário que fez “secar” muitas fontes de investimentos em 2022 – também encontraram novas oportunidades de crescimento no país no segmento de crédito.

A Peak Invest, fundada há cinco anos por Leonardo Coelho, Marcio Berger e Diego Pereira, desenvolveu um sistema próprio de análise de crédito, com algoritmo personalizado e constantemente atualizado.

Com mais de 1.300 operações de crédito que beneficiaram mais de 18 mil empresas, a Peak viu seu faturamento aumentar 80% nos últimos dois anos, e tem projeção de quadruplicar as receitas até o fim deste ano. O objetivo é atingir mais de R$ 200 milhões de reais emprestados até dezembro.

Conheça o Mundo do CX

Já a Frente Corretora, fundada em 2017, precisou pivotar suas operações comerciais com agilidade para estancar a perda de receitas após o fechamento do turismo no mundo por conta da Covid-19. A reação rápida deu resultado: dois anos e meio depois, a corretora anota 1.051% de crescimento desde janeiro e comemora parcerias bem-sucedidas, como as ofertas com Smiles e PicPay.

Para aproveitar a retomada do turismo, a fintech desenvolveu a plataforma Simple – tecnologia desenvolvida para ganhar escala nas operações digitais, permitindo ainda atrair nova fonte de receitas e impedir a derrocada do negócio.

Foram mais de 50 milhões de dólares movimentados em outras moedas para usuários PF e PJ no 2º trimestre deste ano, um aumento de mais de 400% em relação ao mesmo período do ano anterior, considerando que parte deste crescimento já se deve ao lançamento de operações entre PJs na plataforma digital Simple que foi desenvolvida pela própria fintech.


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