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O melhor dos dois mundos: empreendedorismo com propósito social

O melhor dos dois mundos: empreendedorismo com propósito social

Empresas com impacto social vão muito além de “fazer o bem”: geram rentabilidade e levam a possibilidade de consumo em grupos invisíveis para a indústria.

Em um cenário empresarial cada vez mais consciente, o empreendedorismo com propósito social destaca-se como uma tendência poderosa e transformadora. Empresas que adotam essa abordagem não buscam apenas lucro, mas também gerar impacto positivo na sociedade. Seja por meio de práticas sustentáveis, apoio a comunidades locais ou soluções inovadoras para problemas sociais, esses empreendedores estão redefinindo o conceito de sucesso nos negócios.

O assunto foi discutido em painel do CONAREC 2023, em que fundadores e gestores de empresas sustentáveis para expor os principais desafios e as satisfações de realizar ações de impacto social. Gabryella Corrêa, CEO e fundadora do Lady Driver, destacou que um grande desafio é mudar a cultura do investimento levando em conta a diversidade, uma vez que as empresas lideradas por homens ainda recebem maior aporte financeiro, mesmo que os números mostrem que as organizações criadas por mulheres sejam mais lucrativas.

“Estou há sete anos criando oportunidades para mulheres trabalharem. Aos poucos, vou crescendo sozinha porque não tenho um grande apoio financeiro, mas se somos uma empresa sustentável em crescimento, mesmo passando pela pandemia, essa é a resposta que as pessoas precisam: a diversidade traz bons números. Se investirem em empresas com diversidade, os investidores podem ganhar muito, mas é preciso mostrar com resultados”, explica Gabryella Corrêa.

O Lady Driver surgiu da própria dor da fundadora, que passou por uma situação complicada em um app de transporte e verificou a necessidade de oferecer segurança, de um lado para mulheres que precisam se deslocar, de outro para mulheres que gostariam de dirigir profissionalmente.

Outra empresa que nasceu da necessidade da criadora é a DaMata Makeup, primeira escola de maquiagem para pele negra do Brasil. Além de desejar ter uma maquiagem apropriada para sua pele negra, Daniele da Mata enxergou essa necessidade ao viajar pelo Brasil ensinando mulheres a se maquiarem. A empresa, então, foi criada não só para levar os produtos adequados às mulheres negras, mas também para empoderá-las a partir da beleza.

“Poder olhar para uma mulher negra e ver o quanto ela está se sentindo bonita só porque encontrou a base ideal é um impacto muito grande. Na indústria da beleza, algumas marcas acreditam que ter produtos para pele negra não gera rentabilidade, e é o contrário: na Avon, por exemplo, tivemos um crescimento enorme só por ter criado mais tons de base. Há um grande ganho financeiro não só para a marca, mas para as vendedoras pretas também, porque a economia circula”, explica Daniele da Mata, citando o trabalho colaborativo com a Avon.


CONAREC 2023
Acompanhe a cobertura completa!


Propósito social e rentabilidade: como uni-los no mercado?

Se a dúvida ainda é aliar impacto social e lucratividade, os números trazidos por Saulo Ricci, fundador e CEO da Coletando Soluções, startup de coleta de materiais recicláveis e reinserção na indústria, mostram que as ações sustentáveis são, sim, capazes de fazer o dinheiro girar.

“O Brasil só aproveita 4% dos resíduos gerados, porque não temos políticas públicas eficazes para coletas seletivas. Elas podem funcionar em bairros mais nobres, mas não chegam às comunidades. Nós enterramos cerca de 120 bilhões de reais que poderiam gerar renda para as pessoas que vivem de reciclagem”, destaca.

Para ele, a maior barreira durante os últimos anos foi convencer grandes marcas de que o impacto socioambiental poderia agregar valor à marca. Se há 10 anos ainda não existiam empresas lucrando com impacto social, hoje a sustentabilidade é assunto indispensável. “As novas gerações já aprendem sustentabilidade na escola. Então, se uma marca vive hoje do consumo e não tiver responsabilidade socioambiental linkada ao produto, esse público não vai consumir”.

E, foi pensando em unir os dois lados, ou seja, empresas com o objetivo de causar impacto social e um público que precisava ser incluído no mercado de consumo e trabalho, que surgiu a B2Mamy. “Quatro em cada 10 mulheres são demitidas no pós-maternidade e metade das mulheres estão em transição de carreira para poderem estar mais próximas dos filhos. A B2Mamy entra como socialtech para tornar essas mulheres livres, por meio da educação, tanto no empreendedorismo quanto em novas habilidades para recolocação no mercado de trabalho”, explica a CFO da empresa, Mariana Hagel.

Ela reforça que é necessário utilizar métricas para comprovar que ter propósito social traz retorno financeiro – só assim é possível mudar a visão dos investidores e de gestores nas empresas. “Se as empresas soubessem desenhar a persona, não deixaria nenhum grupo de fora das estratégias de marketing. Falta diversidade nas empresas, falta política pública… E, como consumidores, temos que cobrar das empresas um posicionamento autêntico”.

E finaliza, com um conselho: “Não podemos ignorar quaisquer temas dentro do ESG. Não podemos fingir que não estamos vendo. Seja empreendendo, ou dentro das empresas, ou no poder público, façam algo, engajem-se, contribuam com conhecimento, trabalho ou dinheiro, mas façam alguma coisa – só assim nós vamos transformar a sociedade”.



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