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Comunicação assertiva é essencial para um bom líder

Comunicação assertiva é essencial para um bom líder

Uma característica essencial da comunicação assertiva é que os discursos são amparados por fatos e dados, e não por opiniões
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Desde que o home office se instalou, a comunicação se tornou uma das principais ferramentas para manter a equipe unida em um mesmo foco, mesmo que a distância. Mas, o que pode ser considerado uma comunicação assertiva?

Para Carlos Basso, consultor e sócio-diretor da CR Basso Educação Corporativa, a comunicação assertiva pode ser entendida como a capacidade que cada um de nós tem em se expressar de forma clara, direta, transparente e sincera, dando ao outro, os mesmos direitos de também fazê-lo.

“Pessoas com essa característica transmitem informações dizendo exatamente aquilo que sentem e pensam. Basicamente é fazer o que tem que ser feito e dizer o que tem que ser dito, sempre respeitando o direito e o espaço do outro. É importante frisar que o fato da comunicação ocorrer de forma remota em nada altera essa característica”, salienta Carlos Basso.

Na prática, profissionais com comunicação e comportamento assertivo se diferenciam pela proatividade, pela capacidade de transmitir informações de forma clara e objetiva, sabem ouvir e dizer não quando necessário, e agem com imparcialidade.

Os benefícios de uma comunicação assertiva

No ambiente organizacional, contar com profissionais que se expressem e se comportem com assertividade é tão necessário porque esse tipo de colaborador não deixa dúvidas quanto às suas intenções, seus motivos e à forma pela qual busca seus objetivos, transmitindo confiança em relação aos demais com quem convive ou negocia.

De acordo com Carlos Basso, a assertividade não garante solução em todos os casos, porém é a melhor alternativa. Para ele, os dois pilares que sustentam essa competência são a autoconfiança e o autorrespeito. “Isso é possível ser trabalhado desde que o profissional tenha disposição de se autoavaliar, identificando seus pontos fortes e fracos, bem como buscar feedback de pessoas neutras que tenham interesse no desenvolvimento do mesmo”, avalia.

Entre os benefícios mais tangíveis, o consultor destaca:

  • Contribuição para o atingimento de resultados pela melhor definição de metas e negociação de recursos;
  • Melhores chances de êxito em processos de negociação, no exercício da liderança, na gestão de conflitos, nos relacionamentos interpessoais, entre outros;
  • Redução de conflitos interpessoais nos relacionamentos internos e externos;
  • Ampliação da qualidade no uso do tempo pela maior capacidade em dizer não;
  • Minimiza a tensão física e mental pela transparência e coerência nos relacionamentos;
  • Gera maior credibilidade e respeito pela abertura e respeito que demonstra aos outros com quem convive ou se relaciona;
  • Eleva a produtividade da pessoa e da equipe em razão dos aspectos acima descritos e estabelece as bases para uma interação futura cada vez mais positiva.

Como implementar na rotina de trabalho

Uma situação bem comum no trabalho é quando o gestor precisa comunicar à equipe sobre a realização de determinada tarefa. Se ele não se comunica de forma clara, direta e precisa, ou o faz de maneira parcial, sem dar oportunidade para os colaboradores expressarem eventuais dúvidas, as chances de a equipe executar a atividade de maneira não satisfatória são maiores.

No entanto, nessa mesma situação, se o gestor se comunica com transparência, se utiliza de fatos e dados, se expressa com convicção, abre espaço para ouvir os colaboradores e confirmar o entendimento dos mesmos, as chances de sucesso são maiores.

“Na prática, a busca por acordos e negociação de recursos na realização de tarefas amplia as chances de êxito no atingimento das metas. O gestor tem que dizer o que tem que ser dito e fazer o que tem que ser feito, sempre respeitando o direito de manifestação dos outros. Dar abertura e oportunidade para os colaboradores falarem e exporem suas dúvidas, não significa concordar com eles e sim, que o líder os considera, e os respeita”, exemplifica Carlos Basso.

A prática do feedback poderia constituir em outro exemplo: digamos que o colaborador esteja com baixo desempenho. O líder assertivo vai observar no dia a dia para entender o que está acontecendo e coletar fatos e dados observados para posteriormente se posicionar.

No momento de dar feedback ao colaborador, não deve chegar acusando o baixo desempenho e sim ouvir o colaborador – dar abertura ao mesmo – para se posicionar como ele está vendo seu próprio desempenho.

Com base nos comentários do colaborador, aí sim o líder deve fazer uso de fatos e dados observados, ou seja, trabalhar com as evidências e nunca levar a conversa para o campo pessoal.

Para encerrar, ele deve incentivar o colaborador a refletir sobre o que ele poderia fazer diferente para ampliar seu desempenho. Quando as atividades e o desempenho estão bons, as pessoas da equipe são reconhecidas.

O líder assertivo não hesita em promover encontros e celebrar resultados. Contudo, quando isso não ocorre, as pessoas precisam ser questionadas de forma clara, direta e respeitosa, para juntas buscar soluções. Na comunicação assertiva, não há questões escondidas e os discursos são amparados por fatos e dados e não por opiniões.

Como um líder pode buscar desenvolver essa habilidade?

É fundamental para todo profissional uma reflexão sobre a importância da assertividade nos relacionamentos e na comunicação. “Minha recomendação é que o líder trabalhe seu autoconhecimento através da autoanálise, podendo usar para tal, a técnica da Análise Swot – identificando seus pontos fortes e fragilidades, oportunidades e ameaças. No entanto, isso não é suficiente. É preciso que ele tenha humildade em buscar feedback de pessoas neutras, pessoas interessadas em seu desenvolvimento. Em particular, um feedback com o superior imediato”, recomenda Carlos Basso.

É importante observar também que a assertividade é uma questão de opção, uma escolha de cada indivíduo e em cada situação. E, para o consultor, a comunicação assertiva surge como uma alternativa a outras duas posturas comumente adotadas por líderes: a passividade e a agressividade.

Um líder passivo tende a ser submisso em relação ao grupo de trabalho, alguém que não demonstra firmeza em seus posicionamentos e assim, não conquista a confiança de seus liderados. Já líderes agressivos são impulsivos, tendem a prevalecer sobre os liderados com frequência, impondo suas vontades, o que irá no curto e médio prazo gerar desgastes e afastamento dos liderados, provocando baixo engajamento como um todo.

“Se a opção for privilegiar com frequência o comportamento e a comunicação assertiva, certamente esse caminho gerará melhores resultados e contribuição para o clima organizacional e favorecendo ainda o cumprimento das metas com menos desgastes”, pontua o sócio-diretor da CR Basso Educação Corporativa.


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