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Chilli Beans: a marca que vende mais do que óculos

Chilli Beans: a marca que vende mais do que óculos

Com uma marca sólida, a empresa de Caito Maia conquistou o Brasil e o mundo com constante renovação e histórias bem contadas
Legenda da foto

A Chilli Beans está hoje espalhada em 20 países. Somente no Oriente Médio, são 25 lojas. No total, são mais de mil pontos de venda no Brasil e no mundo. Além da icônica loja de óculos de sol vermelha, a Chilli Beans também inaugurou sua própria ótica, com óculos de grau, ao perceber o crescimento do número de pessoas com miopia. Em quatro anos, a Chilli Beans pretende dobrar de tamanho, com um total de 1200 lojas vermelhas, mil óticas, e 400 pontos de venda ecológicos.

Este não parece mais um sonho distante para o empreendedor que começou trazendo 200 óculos numa mala dos Estados Unidos para revender no Brasil. Logo no início do negócio, criado em 1997, Caito Maia abriu uma importadora que chegou a ter 250 clientes de atacado. Quando dois deles não honraram com as contas, quebrou a empresa. “Aprendi a maior lição que tive na minha vida: a importância de ter uma marca. É isso o que faz o cliente pagar o dobro”, contou o fundador e CEO da Chilli Beans no CONAREC 2023, na palestra “Sua marca é seu maior ativo”.

Foi com a marca que, além de alcançar o mundo, Maia conseguiu manter o negócio vivo e rejuvenescido por mais de 25 anos, acompanhando as novas gerações de consumidores. Um exemplo claro foi quando percebeu que das 300 lojas de um shopping de Florianópolis, somente a Chilli Beans e outras duas unidades permaneciam no local desde 2007. Outra evidência é que somente no Brasil a Ray Ban não é líder em vendas – perdendo para a Chilli Beans.

Leia mais: Lidar com pessoas e CX: As lições de liderança de Caito Maia

Constante renovação

A marca já chegou a trabalhar com lojas próprias, alcançando 110 unidades. Mas hoje todas as lojas são franqueadas, com exceção de duas unidades na rua Oscar Freire, em São Paulo. A mudança trouxe resultado: as lojas começaram a faturar 30% a mais na mão dos franqueados do que na mão da empresa. “É preciso achar o seu lugar na cadeia”, disse Maia no evento. “Eu vejo gente dando tiro para tudo o que é lado e não pondo energia onde é o foco. Eu não sou varejista, não sou fabricante. Sou profissional em gestão de franquia”.

Com uma rede de franqueados, nasceu a necessidade de realizar convenções. No ano que vem, mais um passo: a convenção será realizada em um navio, onde acontecerá o maior show de música e moda do Brasil, com atrações musicais e desfiles da São Paulo Fashion Week (SPFW). Com vagas limitadas, a viagem é aberta para qualquer interessado, e não só franqueados. “O navio da Chilli Beans virou um produto”.

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A pandemia foi outro motor para a transformação da marca. No início, depois de precisar fechar todas as lojas em 48 horas, e descartar óculos de unidades inteiras devido à má conservação dos produtos durante o isolamento social, renovou o modelo. Hoje, as novas lojas possuem 20% menos produtos expostos, mas as vendas cresceram na mesma proporção. Ao mesmo tempo, os vendedores hoje têm um espaço dedicado para realizar vendas online nos momentos em que o movimento na loja física diminui.

“Antes da pandemia, minha venda digital era de 3%. Hoje, é de 18%. Começou um papo furado de que as lojas físicas iriam acabar. O mundo físico e a experiência continuam bombando. Loja sem experiência eu já não sei se tem que continuar aberta, mas com uma experiência legal, funciona. Nesse ano, nós vamos abrir 160 lojas físicas”, compartilha.

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A marca que vende histórias

A Chilli Beans foi a primeira marca brasileira a criar uma campanha publicitária feita por Inteligência Artificial generativa. Nas imagens, modelos digitais utilizam óculos de sol que não são e nem serão criados pela marca. Além disso, contam com pequenas falhas na geração das imagens: um dedo a mais, pernas em dobro, e uma língua um pouco estranha. Tudo faz parte do objetivo de mostrar a realidade da criação da campanha.

Na apresentação, Caito Maia também compartilhou algumas histórias por trás da criação de lançamentos de óculos. É o caso da coleção criada com a cantora Rita Lee, falecida esse ano. Ao contar a história de que viu quatro óvnis ao longo de sua vida, logo a Chilli Beans propôs incluir o elemento alienígena no produto. “Quando o vendedor falar com um fã da Rita Lee, vai contar uma história”.

O mesmo acontece com coleções lançadas em parcerias com artistas como Alok, em homenagem aos Beatles, e mesmo na coleção inspirada na série de filmes do universo de Harry Potter. Inclusive, a Chilli Beans se tornou a responsável por vender óculos e relógios oficiais da saga em todo o mundo. No Rock In Rio, a marca construiu sua própria capela onde fãs e frequentadores do festival puderam ser casados por um cosplay de Elvis Presley – e três casais se casaram de verdade, com a cerimônia oficializada por uma juíza de paz.

Por isso e muito mais que a Chilli Beans criou uma experiência que vai muito além ao seu produto. Não é por acaso que, nos estados do Nordeste brasileiro, os consumidores que procuram comprar óculos de sol digitam o nome da marca no Google. “A gente não vende óculos. A gente vende Chilli Beans”.



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