/
/
4 movimentos do varejo em 2015

4 movimentos do varejo em 2015

PwC elenca as ondas de disrupção no setor para os próximos anos
Legenda da foto

O varejo vive um momento forte de transformação em qualquer lugar do mundo, influenciado pelo grande driver de qualquer negócio, o consumidor. Em pesquisa global em 19 países com mais de 19 mil consumidores, sendo cerca de mil brasileiros, a consultoria PwC identificou quatro grandes tendências que estão mudando o varejo.

1. Evolução da loja física
A barreira entre a experiência física e a digital é cada vez mais tênue. A consultoria identificou que cada vez mais o consumidor enxerga a marca como uma só e percebe os diferentes canais como parte da sua jornada de compra. Ou seja, para ele tanto a loja física como a virtual precisam oferecer experiências incríveis, mas complementares.

E essa percepção é vista por vários indicadores. Para o consumidor, a loja física deve agregar mais tecnologia para transformar a experiência oferecendo na operação os diferenciais da loja virtual. Além disso, o percentual daqueles que fazem showrooming e web-rooming é cada vez mais parecido – o que mostra que os ambientes seguem com cada vez menos distinção pelos consumidores.

2. Dispositivos móveis
Eles têm ganhado ainda mais importância para os consumidores e as lojas por terem encontrado espaço como meios de compra. No entanto, ainda não são usados com frequência para este fim – o que mostra um potencial grande de crescimento.

Segundo a PwC, o futuro das compras está nestes meios. A pesquisa mostra que 31% dos brasileiros utilizaram o celular para fazer compras alguma vez. Na edição de 2014 da pesquisa, este percentual era de 17%. Via tablet, o percentual passou de 18% para 28% entre 2014 e 2015. Já as compras via PC passaram de 56% para 60%. Por outro lado, a frequência de compras na loja física se manteve estável, em 64% na edição deste ano da pesquisa, contra 65% de 2014.

Por ora, os dispositos móveis têm sido mais utilizados para pesquisar produtos, quando consideramos o cenário Brasil (69%). Os brasileiros ainda utilizam os aparelhos para comparar preços (63%), localizar uma loja (34%), checar saldo disponível antes da compra (28%), receber recomendações (19%), acessar programas de fidelidade (16%), receber uma oferta com base na proximidade com a loja (16%), fazer check-in na loja física (11%) e escanear QR codes (11%).

O percentual de uso dos dispositos móveis no varejo poderia ser maior, não fossem alguns empecilhos. Perguntados sobre os motivos para não usar os aparelhos para comprar, 43% dos brasileiros disseram que a tela é muito pequena; 38% se preocupam com segurança; 23% afirmaram que a conexão de dados é lenta; 14% afirmaram que os sites para dispositivos não são fáceis de usar; 12% disseram que não tinham acesso a wi-fi na loja e 10% afirmaram que não tinham plano de dados.

3. Redes sociais
Essas mídias têm feito cada vez mais diferença na hora das compras. A pesquisa mostrou que 77% dos consumidores brasileiros foram influenciados pelas redes sociais no momento da decisão de compra. Para a PwC, essas mídias estreitaram o relacionamento com o varejo.

No entanto, não da forma como as pessoas entendem: para 35% dos brasileiros, o interesse em um novo produto é motivo para a interação com as marcas nas redes sociais ao passo que para o mesmo número de consumidores promoções, propostas e vendas atrativas são os motivos para seguir ou curtir as redes de varejo.

A interação com a marca ou com seus seguidores foi o último motivo mencionado para seguir ou curtir uma marca nas redes sociais – razão citada por 13% dos entrevistados no Brasil.

4. Mudanças demográficas
Segundo a PwC, as mudanças demográficas no Brasil impactam o uso de dispositos móveis para compras; aumentam a influência das redes sociais no varejo; influenciam a escolha do método de compra; e aproximam o consumidor com o varejo.

É possível dividir esse movimento por geração e por classe social. A pesquisa comprovou o caminho natural: os mais jovens, da geração digital, utilizam mais os dispositivos móveis e podem ser foco das marcas para ações nos aparelhos. No entanto, eles têm menor poder de compra que as faixas etárias mais altas.

Considerando as classes sociais, há também a comprovação de um entendimento geral: as mais altas tendem a comprar mais via dispositivos móveis que as classes mais baixas. Porém, os percentuais surpreendem: o uso de celulares entre as classes A e B para compras é de 60% e 26%, respectivamente. Já o percentual da classe C que compra via celular é de 25%, próximo aos 24% das classes D e E – há um potencial aí a ser explorado.

Diante dessas quatro ondas, a consultoria conclui que o varejo precisa investir mais em tecnologia na loja física; investir em tecnologia para melhorar a experiência em dispositivos móveis e aumentar as vendas através deles; aproveitar mais as redes sociais para se relacionar com os clientes; e planejar a expansão de acordo com mudanças demográficas.

Leia mais

Redes sociais impactam decisão de compra de 77%

Cai distância entre o on e o off

Compartilhe essa notícia:

Recomendadas

MAIS +

Veja mais noticias

TikTok Shop celebra o primeiro ano com 134 milhões de usuários e consolidação da compra por descoberta
Em seu primeiro aniversário brasileiro, a plataforma mostra avanço de 161 vezes nas vendas por lives e uma rede de criadores que cresceu 46 vezes.
120 quadrilhões de tokens até 2030: o avanço dos agentes inteligentes
Enquanto a demanda por chips, servidores, data centers e infraestrutura computacional cresce, os custos para o processamento da IA caem rapidamente.
Em novo clipe, que antecede o lançamento do novo álbum da banda, os Rolling Stones decidiram encarar de frente a tecnologia que parte da indústria cultural trata como uma ameaça existencial.
O que os Rolling Stones podem nos ensinar sobre IA?
Em novo clipe, que antecede o lançamento do novo álbum da banda, os Rolling Stones decidiram encarar de frente a tecnologia que parte da indústria cultural trata como uma ameaça existencial.
Líderes globais já enxergam a Inteligência Artificial como capaz de transformar operações, modelos de lucro e estruturas corporativas.
IA deixa de ser ferramenta e passa a redesenhar empresas
Líderes globais já enxergam a Inteligência Artificial como capaz de transformar operações, modelos de lucro e estruturas corporativas.

Webstories

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]


Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]

Rebeca Andrade – Ensinamentos e Aprendizados O futuro do entretenimento no Brasil NBA é a melhor experiência esportiva do mundo Grupo Boticário, em parceria com a Mercur, distribui gratuitamente produtos inclusivos.