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A SUA MELHOR VERSÃO: A TENDÊNCIA DA AUTO-OTIMIZAÇÃO

A SUA MELHOR VERSÃO: A TENDÊNCIA DA AUTO-OTIMIZAÇÃO

A busca pela felicidade e o bem-estar ficaram ainda mais em evidência durante a pandemia do novo coronavírus. Assim, cresce o desejo por tecnologias e alimentos que proporcionem um melhor desempenho ao nosso corpo

que vem à sua mente quando pensa na palavra otimização? Talvez agilidade, linhas de produção mais eficientes nas indústrias, corte de gastos e algoritmos. Ou seja, temos a ligeira ideia de que estamos nos referindo ao frio mundo dos robôs. Mas não é bem assim. Nos dias de hoje, é possível falar no aprimoramento pessoal para tudo ou aquilo que se convencionou chamar de auto-otimização.

   Entender essa ideia não é complicada. É o uso de diversos aparelhos inteligentes, tais como televisores inteligentes, smartphones, smartwatches, dispositivos que possuem assistentes de voz, entre outros gadgets, que auxiliam o ser humano em atividades como compras repetitivas e cotidianas, verificar o estado pessoal de saúde e até realizar pesquisas na internet. Mas é possível ampliar ainda mais essa ideia.

LONGEVIDADE

Auto-otimização, no entanto, é uma ideia que vai além da expansão das habilidades humanas por meio da tecnologia. Isso também tem a ver com viver mais ou, quem sabe, alcançar a imortalidade. 

Uma corrente dessa ideia defende que a auto-otimização é justamente ser o mais longevo possível quando o assunto é a idade. Mais: é um processo evolutivo qual demonstra que os nossos antepassados estavam errados e fomos muito além da nossa expectativa de vida.  

Na prática, a melhora no desempenho da máquina humana não está apenas relacionada à prática de atividades físicas, mas inclui ainda o cuidado com a saúde mental. Podemos manter a mente sã a partir das músicas binaurais (que ajudam o cérebro a sincronizar o funcionamento dos lados esquerdo e direito) ou ainda adotando um estilo de vida conhecido como o clube 5 da manhã. Essa ideia, segundo os defensores dessa tática, é que o trabalho realizado antes do amanhecer é mais silencioso, logo seria um estímulo para maior concentração. 

A auto-otimização também está relacionada às nossas escolhas alimentares. E isso inclui desde o consumo de comidas saudáveis, vitaminas, até o uso de determinados medicamentos que potencializam o desempenho humano, caso da relação do Viagra com o sexo.

PANDEMIA

No entanto, é possível afirmar que o pouco que sabíamos sobre a auto-otimização já mudou a partir da pandemia. Houve uma “superlativização” dessa ideia no cotidiano das pessoas em casa, o que fez insurgir novos e emergentes desdobramentos para a sociedade. Surgiram, então, novos questionamentos como: “O que posso fazer para ser mais produtivo, agora dentro de casa?”, “O que eu quero para a minha vida?”, “O que me faz feliz?”. 

Para entender a auto-otimização na pandemia, a Consumidor Moderno conversou com empresas que não apenas desenvolveram produtos que aprimoraram o desempenho humano, mas que também eliminaram tarefas desnecessárias.  

Nós também conversamos com um futurista internacional, que analisou os possíveis caminhos da humanidade a partir de aspectos intelectual, físico, estético, profissional, digital, entre outros orientados pela ideia da auto-otimização. Falamos, ainda, com um treinador esportivo devotado a mudar o estilo de vida das pessoas, migrando do sedentarismo para o aprimoramento físico.

O resultado é o que você poderá conferir nesta segunda reportagem sobre o Projeto Identidades, uma iniciativa da Consumidor Moderno.
 
Veja a edição anterior do projeto com o tema: “Idade Emocional”.

ORIGEM DA AUTO-OTIMIZAÇÃO

Segundo Peter Kronstrom, head do Copenhagen Institute For Futures Studies para a América Latina, a auto-otimização não é algo novo. Na verdade, ela existe desde que “o mundo é mundo”, muito embora a sua relevância para a humanidade cresceu entre os anos 60 e 70. Foi o início do culto ao corpo por meio de atividades físicas, inclusive a ioga. 

“A auto-otimização está relacionada à saúde. Mas essa ideia é imensa. Neste momento, estamos enxergando apenas a ponta do iceberg. Com a COVID-19, vários futuros estão sendo antecipados, caso da saúde preventiva. A auto-otimização só vai aumentar a partir da expansão do conhecimento humano que está ocorrendo de maneira acelerada no mundo. Teremos mais entendimento para chegar a um estágio de equilíbrio entre o corpo e a mente, por meio de ideias como mindfulness (o que alguns definem como um estado de atenção plena ao momento presente, com abertura e sem reatividade), prática de esportes e mais uso de dados médicos para saber em qual grupo de risco cada um de nós pertence”, explica. 

Ainda de acordo com o especialista, que é um dos embaixadores do Projeto Identidades, uma das forças que impulsiona a auto-otimização é a busca pelo sucesso profissional e a criação de momentos de alegria pessoal. “O corpo são e saudável é um caminho para a felicidade. No fim das contas é também uma maneira de tentar vencer a morte. Além disso, é um meio para termos mais energia para executar o nosso trabalho, desempenhar atividades cotidianas e dormir bem. As pessoas estão cada vez mais atrás de uma abordagem holística.”

A auto-otimização só vai aumentar por conta do conhecimento do mundo, e teremos mais entendimento para chegar a um estágio ótimo para o corpo e A mente.” Peter Kronstrom, head do Copenhagen Institute For Futures Studies para a América Latina

MENTE SÃ E CORPO SÃO — CONTRA A COVID 19

Há mais de 20 anos, a busca pelo alto desempenho do corpo e da mente faz parte do cotidiano de Leandro Macedo, de 39 anos. Foi movido por esse ideal que ele se formou em educação física, depois se tornou um treinador de atletas, é ex-fisiculturista e emprega parte do tempo como bodybuilding coach. Agora, a sua incansável busca pela auto-otimização inclui recentemente os estudos no curso superior de nutrição.  

Macedo explica que participou de competições de fisiculturismo entre 1999 e 2014. Ele afirma que não encerrou a carreira nessa área, mas fez uma pausa estratégica. Ele promete retornar às competições ainda este ano, principalmente porque o treino faz parte do seu estilo de vida. 

Em conversa com a CM, ele lembrou das dificuldades encontradas para alcançar a auto-otimização em meados dos anos 90. Segundo Macedo, naquele tempo, era difícil encontrar informações sobre preparação física no Brasil, e as suas únicas disponíveis eram revistas sobre preparação física em inglês. 

Macedo não dominava o idioma saxão, logo precisou se auto-otimizar no idioma para alcançar absorver o conhecimento presente apenas nas revistas em inglês. “Hoje existem coaches, como eu, mas alguns não têm o conhecimento de vivência. É algo que engloba bem-estar, autoestima, estética, e pode causar depressão, principalmente em mulheres que não estão satisfeitas fisicamente. No fim, isso acaba com o psicológico. A cabeça é a primeira parte a se trabalhar.”  

Já como treinador de pessoas, Macedo procurou se esforçar na mudança no estilo de vida das pessoas. Com o tempo, ele desenvolveu técnicas que mostraram aos seus treinados a importância da atividade física e, sobretudo, como manter o foco no aprimoramento físico, afastando assim o retorno à vida sedentária. 

“Uma aluna fez mais de cinco lipoaspirações e gastou aproximadamente R$ 50 mil, porém não mudava os seus hábitos alimentares. Eu tirei uma foto e pedi que ela levasse a imagem para todos os lugares que ela fosse. Primeiro você precisa pensar em si, ninguém vai fazer nada por você.”  

Agora, na quarentena, Macedo revela que um dos seus desafios é manter o ânimo dos alunos com a atividade física em tempos de distanciamento social pelos mais variados motivos. Em alguns casos, não houve jeito: alguns deram um tempo porque perderam o emprego, outros simplesmente abandonaram a dieta e houve quem simplesmente desistiu do treino em casa. No momento, a sua missão é manter motivados muitos dos seus alunos, aconselhando-os a realizar atividades físicas dentro de casa ou saírem para tomar sol na rua.  

Infelizmente, mesmo depois do aconselhamento, algumas pessoas (não todas) desistem das atividades físicas. Ele tenta demover o desânimo dessas pessoas por meio do que todos esperam: isso vai passar e é bom você estar preparado para esse dia.

TECNOLOGIA NA MELHORA DO DESEMPENHO PROFISSIONAL E PESSOAL

Mas o que pensam ou tem feito as empresas em defesa dessa ideia chamada à auto-otimização?  

Antes da pandemia, havia um movimento de busca de uma vida mais fluida e fácil por meio de aplicativos de entrega e também de gadgets artificialmente inteligente. O novo coronavírus acelerou a busca por produtos, serviços e novas ideias orientadas a automatizar tarefas e aumentar a produtividade no trabalho remoto. Mais do que isso, pessoas demonstram apreço por práticas saudáveis. 

Para Kronstrom, as novas tecnologias vão nos ajudar a ganhar tempo para focar em algo que ele define como o “novo luxo”, orientado por outra ideia “o melhor eu”.   

Um exemplo é a Alexa, assistente virtual conversacional da varejista Amazon. “ Se podemos melhorar a forma como o cliente realiza uma determinada tarefa, seja deixando a mais clara, seja deixando‑a mais rápida, dando mais informações, ou, como é uma das principais tarefas da assistente virtual, automatizando a ação, nós vamos alcançar todo tipo de solução.”, explica o gerente-geral da Alexa na Amazon Brasil, Ricardo Garrido. 

Atualmente, a assistente virtual possui quase mil habilidades (ou skills, como preferem chamar os programadores da Alexa), sendo algumas delas bem interessantes. A tecnologia permite, por exemplo, a automação de algumas rotinas residenciais, incluindo acionar o alarme do relógio,  ligar e desligar as luzes da residência, tocar uma música, acionar uma cafeteira na cozinha, acessar notícias, entre outras. E tudo isso por meio da voz.

“Foram incluídos também serviços ligados à COVID-19, tais como a skill que permite tirar dúvidas sobre o vírus, com informações do Hospital Israelita Albert Einstein. Há também o autoteste feito com informações do Ministério da Saúde, além de responder às dúvidas sobre as ações do Poder Público com base nas informações dos sites “Gov.br”. Apesar de termos lançado a Alexa e os dispositivos Echo há apenas seis meses, já aumentamos de 300 para mais de mil skills disponíveis para nossos clientes no Brasil”, completa o gerente-geral da Alexa na Amazon Brasil.

Outra habilidade que poderemos observar no futuro surgiu, por acaso, em uma conversa em um webinar da Consumidor Moderno. O diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão, Jacques Meir, questionou a possibilidade da Alexa realizar o agendamento de consultas para os seus clientes nos serviços oferecidos pelo Dr. Consulta, startup da área da saúde que atua com centros médicos.

Cleber Morais, country sales director da Amazon Web Services no Brasil, o braço de tecnologias em nuvem da companhia, afirmou que tal “função, com certeza, poderia acontecer tecnologicamente”. Além disso, ele lembrou que a tecnologia já ajuda as pessoas a tomarem os seus remédios. Se você se interessou por essa skill, temos uma má notícia: ela ainda não está disponível por aqui.

VEJA O WEBINAR COMPLETO:

Se podemos melhorar a forma como o cliente realiza uma determinada tarefa, seja deixando‑a mais clara, SEJA DEIXANDO‑A MAIS rápida, dando mais informações, ou, como é uma das principais tarefas da Alexa, automatizando a ação, nós vamos alcançar todo tipo de solução.” Ricardo Garrido, gerente-geral da Alexa na Amazon Brasil

APRIMORAMENTO PROFISSIONAL

O aprimoramento profissional é outra corrente emergente que reforça a importância da auto-otimização na sociedade. Hoje, por exemplo, já existe uma plataforma que utiliza inteligência artificial e gamificação para a gestão de colaboradores e empresas. É o caso da Robbyson, um spin off da AeC, empresa de outsourcing nas áreas de Contact Center, Consultoria, Software e Gestão em Saúde, que tem o objetivo de avaliar o desempenho dos funcionários em suas atividades, mostrando metas e promovendo a cultura da autogestão. 

“Um call center vai ser medido por chamadas feitas, vendas e retenção. Por meio da plataforma, o colaborador tem à disposição todos esses indicadores diariamente e até mais: a plataforma oferece alguns insights de soft skills, inclusive com exibição do humor do usuário de hora em hora. Não queremos que a Robbyson vire uma plataforma só com dados meramente numéricos. Nós avaliamos o sentimento das pessoas”, explica Fernando Parreiras, CTO da Robbyson.

A ferramenta também tem contribuído para o engajamento dos colaboradores, promovendo até mesmo desafios aos colaboradores para melhorarem os seus resultados. As pessoas com os melhores desempenhos recebem moedas virtuais que podem ser utilizadas por vouchers de comida saudável e academia, entre outros produtos.  

A plataforma ainda possui uma área de ensino a distância, oferecendo conteúdos sobre autoconhecimento, motivação, como atender melhor o cliente e meditação. “Acreditamos muito na auto-otimização. Não existe empresa sem pessoas e, por meio delas, os negócios melhoram”, conclui o executivo.

PROTEÇÃO DE DADOS

Outra área diretamente relacionada à ideia de auto-otimização é a proteção dos dados pessoais, segundo Kronstrom, do Copenhagen Institute For Futures Studies. 

“Quem mantém o foco na auto-otimização, muitas vezes não se preocupa com os dados que estão sendo gerados. Quando recebem os benefícios de um aprimoramento pessoal, as pessoas não se atentam a esse tema. Muita gente deve pensar assim: ‘se (empresas) entregarem conveniência, entregamos tudo’.” 

Por outro lado, o futurista entende que o consumidor começou a despertar para a proteção de dados e vai exigir das empresas maior transparência. “Acho que as pessoas estão mais conscientes. As pessoas vão questionar mais sobre o uso dos dados nas empresas. Essa preocupação já acontece no Brasil e na Europa por meio de leis que limitam o abuso no uso de dados. Mas isso não significa que os consumidores vão desistir das conquistas alcançadas por meio do tratamento de dados. Penso que a conveniência prevalecerá.”

LONGEVIDADE E FELICIDADE COMO METAS

Dentro da tendência da auto-otimização, especialistas também defendem que o tempo será o verdadeiro elemento de aferição de riqueza humana. 

Essa é outra ideia poderosa, pois ela se opõe ao velho paradigma do capitalismo de que rico é aquele que possui uma grande quantidade de bens materiais. Não será mais assim. O desenvolvimento físico e mental depende de tempo disponível. E, quanto maior a nossa dedicação para essas atividades, mais saudáveis ficaremos e, logo, viveremos mais.

O Mundo Verde, maior rede de lojas especializadas em produtos naturais, orgânicos e para o bem-estar da América Latina, notou essa tendência e acompanhou essa mudança no comportamento no hábito de consumo dos clientes já no fim dos anos 80. É o que explica a CEO da companhia, Claudia Abreu. “Quando o Mundo Verde foi fundado, ele era muito nichado em veganos e vegetarianos, atletas e pessoas intolerantes à lactose ou ao glúten. A partir de 2015 e 2016, outros grupos de clientes começaram a se interessar pelo assunto da saudabilidade, como crianças, mulheres, os não atletas que se exercitam regularmente, idosos e outros. Com a pandemia, o interesse aumentou ainda mais o número de pessoas interessadas nesse movimento mais natural. Até os dias 13, 14 de março o nosso produto número 1 estava relacionado à perda de peso. Hoje, produtos que ganham tração na venda estão relacionados à imunidade”, explica. 

Na avaliação de Abreu, o aumento de pessoas preocupadas com a saúde pode estar relacionado ao crescimento de informação disponível sobre bem-estar. “Viver o presente é algo que estamos sendo obrigados a viver, não temos nenhum controle do que virá. O mindfulness não é algo novo, mas hoje ele vem sendo praticado.” 

Essa preocupação do consumidor, como não poderia ser diferente, impactou a relação com as marcas. O cliente passou a ser mais crítico com o produto e até mesmo com os ingredientes. Para algumas pessoas, olhar o rótulo se tornou um hábito. “O que tenho percebido, até em mim mesma como consumidora, é que estou fazendo uma revalidação das coisas que eu consumia, tanto do ponto de vista de produto quanto de conceito e do que eu quero consumir. Existe um espaço para trabalharmos de uma maneira melhor, para cuidar da gente e do nosso entorno. Se eu estou bem e o meu vizinho não está, a gente não consegue ter um mundo saudável.”

VEJA O WEBINAR COMPLETO:

Se podemos melhorar a forma como o cliente realiza uma determinada tarefa, seja deixando‑a mais clara, SEJA DEIXANDO‑A MAIS rápida, dando mais informações, ou, como é uma das principais tarefas da Alexa, automatizando a ação, nós vamos alcançar todo tipo de solução.” Ricardo Garrido, gerente-geral da Alexa na Amazon Brasil

A Nestlé também notou um aumento de consumidores preocupados com a busca do melhor desempenho físico e de saúde. E isso rapidamente mudou a linha de produção da companhia, que passou a produzir em escalas cada vez maiores os chamados produtos funcionais. 

“A gente tem alguns produtos que estão indo super bem em aspectos funcionais claros. A indústria de bens de consumo focou muito a melhoria de performance na academia. Na parte funcional, entregar algo que vai melhorar a resistência mais do que duplicou. O consumidor quer algo de sabor, nutritivo e funcional. Com a crise, o funcional estourou.”, explica Diego Venturelli, head de Customer Market Insights e Consumer Engagement Services da Nestlé.

PLANTAS PARA O JANTAR

Mas, dentro dessa ideia de consumo de alimento saudável, o que é apontado como tendência? Não existe uma comida mais ou menos relevante para a indústria. No entanto, alguns alimentos vêm chamando a atenção: aqueles produzidos à base de plantas. 

Na China, a rede Starbucks atualizou o seu menu em abril com uma área chamada “Good Good”. Por meio de uma parceria com as empresas Omnipork, Oatly e Beyond Beef, a rede de cafeterias passou a oferecer dietas veganas e alternativas para carne. O novo menu já está disponível em 3 mil lojas da rede espalhadas no país. 

O portal da Consumidor Moderno abordou essa tendência no início do ano. E não apenas isso: a reportagem apontou que há uma tendência de consumo de comida saudável congelada, o que indica que esse tipo de alimento já viaja por grandes distâncias e é consumido em quantidades realmente massificadas. Essa tendência estava presente no relatório da consultoria WGSN, no estudo 20 trends for the 2020s

Quem está atenta a esse movimento é a BRF, que há anos trabalha com alimentos ultracongelados. Em março, a companhia lançou uma linha de hambúrgueres, nuggets e tortas à base de planta, chamada “Sadia Veg&Tal”. Os produtos são descritos como “meat likes”, com o intuito de manter a mesma experiência sensorial da carne, mas desenvolvidos à base de soja.

“Há uma geração chegando e que se importa em ter tempo para cuidar do corpo e da mente. Sem dúvida, a alimentação vem ao encontro desta tendência que defende uma relação mais equilibrada com o alimento. E isso não quer dizer só comer alface e frutas, mas ter momento de indulgência sem culpa, aprender a se relacionar melhor com o alimento, e saber em qual momento comer cada coisa”, diz Beatriz Benedetti, executiva de Marketing e Inovação da BRF. “Quando conversamos com o consumidor, a saudabilidade para ele é o equilíbrio.” 

DESPERDÍCIO DE ALIMENTO

A ideia de auto-otimização também poderia ser aplicada dentro da ideia de consumo consciente – ou, no caso do alimento, evitando o desperdício de comida. 

Foi pensando nisso que a BRF lançou recentemente o site consumoconsciente.brf.com. Nele, o robô ECCO (especialista em consumo consciente) funciona como um guia, ensinando o consumidor a evitar o desperdício de alimentos por meio de diversas atividades. Há, inclusive, um jogo de perguntas e respostas. 

A ideia da companhia era lançar o bot no segundo semestre de 2020, mas o projeto foi antecipado em algumas semanas.

Quer saber ainda mais sobre o arco temático Auto-otimização do Projeto Identidades, do Grupo Padrão? Então, clique no botão abaixo para escutar todas as entrevistas, ouvir os podcasts e ler outras matérias complementares.

AUTO-OTIMIZAÇÃO DEPENDE DE NOVO COMPORTAMENTO

Para Kronstrom, o que move as pessoas na direção da auto-otimização é a ideia de viver mais, porém de maneira saudável. O próprio especialista, que é dinamarquês, admite que gostaria de viver uns 180 anos. Para alcançar esse objetivo, o futurista entende que precisamos alternar entre exercícios de alto impacto, caso da corrida, com outros mais tranquilos, como a ioga, a bicicleta elétrica e a caminhada. 

É claro que alcançar essa longevidade depende de uma mudança radical no comportamento. Hoje, existem entidades que ajudam sedentários a mudar o seu estilo de vida, buscando despertar a auto-otimização física. 

É o caso do WW Vigilantes do Peso no Brasil, que promove aos associados a importância da alimentação saudável, além do estímulo às atividades físicas. “Para nós, ter uma rotina mais saudável não significa se privar de fazer o que você gosta, mas entender que é necessário manter equilíbrio nos diferentes hábitos que mantemos nas nossas rotinas. Também estamos sempre buscando novas funcionalidades para seguir ajudando. Recentemente, disponibilizamos o Monitoramento de Água no aplicativo, que ajuda a controlar a hidratação diária e influencia diretamente a manutenção da saúde”, descreve Marcello Ursini, diretor-geral da empresa no Brasil.

RESPONDA AO QUIZ E DESCUBRA QUAL É O SEU FOCO DE AUTO-OTIMIZAÇÃO

PRÓXIMOS PASSOS DA AUTO-OTIMIZAÇÃO

O que poderá acontecer dentro dessa ideia da auto-otimização ainda é exercício para futuristas. No entanto, evidências já visíveis nos dias de hoje demonstram que podemos ter gratas surpresas em pouco tempo.  

Uma dessas ideias de aprimoramento do corpo poderá ser alcançada por meio do chamado biohacking – técnica que mistura a biologia com técnicas hackers. Segundo a consultoria de tecnologia Gartner, o acesso a essa tecnologia ainda é restrito, mas existem notícias de uso dessa técnica no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Entre as possibilidades já divulgadas estão roteadores Wi-Fi instalados na pele, sensores corporais que ligam e desligam as luzes de casa e a aplicação de colírios para o desenvolvimento de visão noturna instalada na nossa pele. 

“Eu tenho dúvidas sobre quando vai acontecer este negócio de implantes. Não sabemos como ajustar as inflamações que eventualmente poderão aparecer a partir dos implantes. Mas não é impossível que alguns países apliquem essa ideia na vigilância do seu povo. É preciso aguardar o que vai acontecer”, conclui Kronstrom, do Copenhagen Institute For Futures Studies.

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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