A CIÊNCIA POR TRÁS DO MARKETING DATA-DRIVEN

A CIÊNCIA POR TRÁS DO MARKETING DATA-DRIVEN

Mais do que observar os dados e interpretá-los, é preciso formular hipóteses que confirmem que os padrões vão além das coincidências
O USO DE DADOS NAS EMPRESAS JÁ NÃO É NOVIDADE: faz alguns anos que organizações dos mais variados setores da economia entenderam a importância de ter uma estratégia de fato data-driven. Mas será que existe ainda uma lacuna entre o discurso e a prática? De acordo com Bernardo Canedo, VP executivo da Plusoft e fundador da DTM, empresa adquirida pela Plusoft em 2021, a resposta para essa pergunta é “sim”. “As empresas sabem hoje que possuem dados e que devem tomar decisões a partir deles, mas ainda não fazem isso.” 

De acordo com o estudo Marketing Data & Analytics 2020, publicado pela Gartner, a análise de dados influencia apenas 54% das decisões de marketing. Isso acontece, segundo Canedo, porque, apesar de saberem manipular dados, as empresas ainda não estão prontas para formular hipóteses e usar as informações encontradas para testá-las. “É nesse ponto que nós nos encaixamos”, destaca.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Ele lembra que a DTM foi fundada em 2004, quando ser data-driven ainda nem era uma preocupação das empresas. Naquela época, apenas o mercado financeiro lidava com dados. “Esse setor sempre precisou usar dados para fornecer seus serviços”, diz. “Outras indústrias tinham informações, mas não as associava ao cliente.” Dessa lacuna surgiu a ideia de associar as informações ao CPF. “Desde a fundação da DTM, contávamos com mineradores de dados e fizemos descobertas a partir de técnicas de modelagem de dados, buscando entender o comportamento do consumidor e não só gerando informações de gestão, como uma plataforma de BI”, conta. 

Hoje, com os exemplos de sucesso construídos ao longo dos anos, pode-se dizer que as empresas já entendem, então, que ser data-driven é uma questão estratégica. Um exemplo disso é a estratégia utilizada pela Coop, cliente da Plusoft DTM, com o objetivo justamente de criar uma comunicação direcionada para o cliente de acordo com as suas características.

Marketing data-driven na prática

Com um modelo de negócio diferente dos grandes supermercados, a Coop atua justamente como uma cooperativa, ou seja, seus clientes são como sócios que ganham descontos e benefícios na rede. Obter os dados dos clientes, então, não era o desafio da organização. Ao mesmo tempo, as promoções já faziam parte da estratégia da Coop, então era preciso ir além desse recurso na conquista, retenção e aproximação do cliente. 

“Usamos nossas ferramentas de segmentação para identificar clientes que valorizassem características da Coop além do desconto – fatores culturais, por exemplo”, conta Canedo. A estratégia deu certo: o resultado foi de 85% de conversão.  

No Cencosud, a estratégia utilizada teve como ponto central o uso de um cartão, que tinha como objetivo oferecer benefícios aos clientes que mais consumissem nas lojas. “A ideia da empresa era aumentar o ticket médio do cliente, por isso, o foco era incentivar o consumo recorrente – não em apenas alguns produtos, como costuma acontecer em programas de fidelidade em geral, mas a partir do volume de compra”, explica, ou seja, quanto maior o volume de compras, maior a recompensa. “Essa régua de relacionamento é uma ação mais técnica, menos encantadora em termos de campanha, mas geramos personalização e conseguimos o incremento do ticket médio”, conclui o VP executivo da Plusoft DTM. 

O método aplicado ao marketing

No método científico tradicional, uma pesquisa sempre surge a partir de um problema, para o qual buscam-se soluções. Adaptamos a linguagem para a realidade das empresas. Suponha, então, que uma organização identifique um atrito na experiência do cliente, a partir de um padrão de comportamento (uma reclamação recorrente, por exemplo).

As etapas a seguir são:

1. Observação 

Os dados do cliente são observados e estudados, para que haja o entendimento do padrão encontrado.

2. Formulação de hipóteses

A partir dos dados e das informações obtidos, são formuladas hipóteses para explicar a causa daquele problema.

3. Realização do experimento

É feita a combinação entre o problema e a hipótese formulada.

4. Aceitação ou rejeição da hipótese formulada

Caso os dados confirmem a hipótese, são elaboradas as afirmações a respeito daquele atrito e, a partir da certeza de que ele existe e por que existe, a empresa pode tomar decisões para eliminá-lo.

SUMÁRIO – Edição 297

A evolução do consumidor traz uma série de desafios inéditos, inclusive para os modelos de gestão corporativa. A Consumidor Moderno tornou-se especialista em entender essas mutações e identificar tendências. Como um ecossistema de conteúdo multiplataforma, temos o inabalável compromisso de traduzir essa expertise para o mundo empresarial assimilar a importância da inserção do consumidor no centro de suas decisões e estratégias.

A busca incansável da excelência e a inovação como essência fomentam nosso espírito questionador, movido pela adrenalina de desafiar e superar limites – sempre com integridade.

Esses são os valores que nos impulsionam a explorar continuamente as melhores práticas para o desenho de uma experiência do cliente fluida e memorável, no Brasil e no mundo.

A IA chega para acelerar e exponencializar os negócios e seus processos. Mas o CX é para sempre, e fará a diferença nas relações com os clientes.

CAPA: Camila Nascimento
IMAGEM: IA Generativa | Runway


Publisher
Roberto Meir

Diretor-Executivo de Conhecimento
Jacques Meir
[email protected]

Diretora-Executiva
Lucimara Fiorin
[email protected]

COMERCIAL E PUBLICIDADE
Gerentes

Daniela Calvo
[email protected]

Elisabete Almeida
[email protected]

Érica Issa
[email protected]

Leandro Carvalho
[email protected]

Marcelo Malzoni
[email protected]

Rodrigo Santinelo
rodrigo.santinelo@gpadrao.com.br

NÚCLEO DE CONTEÚDO
Head de Conteúdo
Larissa Sant’Ana
[email protected]

Editora do Portal 
Júlia Fregonese
[email protected]

Produtores de Conteúdo
Bianca Alvarenga
Carolina Paes
Danielle Ruas 
Marcelo Brandão
Victoria Pirolla

Head de Arte
Camila Nascimento

Revisão
Elani Cardoso

COMUNICAÇÃO E MARKETING
Gerente
Leonam Dias

TECNOLOGIA
Gerente

Ricardo Domingues


CONSUMIDOR MODERNO
é uma publicação da Padrão Editorial Ltda.
www.gpadrao.com.br
Rua Ceará, 62 – Higienópolis
Brasil – São Paulo – SP – 01234-010
Telefone: +55 (11) 3125-2244
A editora não se responsabiliza pelos conceitos emitidos nos artigos ou nas matérias assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com autorização da Editora ou com citação da fonte.
Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright,
sendo vedada a reprodução no todo ou em parte dos textos
publicados nesta revista, salvo expresso
consentimento dos seus editores.
Padrão Editorial Ltda.
Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

NA INTERNET
Acesse diariamente o portal
www.consumidormoderno.com.br
e tenha acesso a um conteúdo multiformato
sempre original, instigante e provocador
sobre todos os assuntos relativos ao
comportamento do consumidor e à inteligência
relacional, incluindo tendências, experiência,
jornada do cliente, tecnologias, defesa do
consumidor, nova consciência, gestão e inovação.

PUBLICIDADE
Anuncie na Consumidor Moderno e tenha
o melhor retorno de leitores qualificados
e informados do Brasil.

PARA INFORMAÇÕES SOBRE ORÇAMENTOS:
[email protected]