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Inteligência Artificial na educação: oportunidade ou desafio?

Inteligência Artificial na educação: oportunidade ou desafio?

Especialistas apontam para uma aceleração do uso da IA e destacam a reflexão da proibição do ChatGPT: como se adaptar a essa nova realidade

A Inteligência Artificial revolucionou a forma como nos relacionamos, como consumimos conhecimento, além de impactar inúmeras áreas da vida cotidiana, e a educação não é exceção. Com o avanço frenético das novas tecnologias, as ferramentas de IA estão se tornando cada vez mais integradas no ambiente educacional. Mas, não é de hoje que se levanta o debate sobre tecnologia no setor, nas últimas décadas, a relação entre tecnologia e educação tem sido um tópico de grande debate desde o uso das calculadoras, a ascensão do Google, a popularização dos smartphones, a regulamentação da Wikipedia, entre outros.

Um estudo desenvolvido por Rosa Maria Vicari, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere tendências em inteligência artificial na educação até 2030. Segundo a análise do estudo “Tendências em Inteligência Artificial na Educação”, as inovações tecnológicas devem ser difundidas em até 50% nas escolas públicas e privadas do Brasil e a computação em nuvem nos próximos anos estará em 70% das instituições de ensino. O que se percebe é que essa tendência está mudando a forma como ensinamos e aprendemos no Brasil.

Leia mais: CEOs e IA: abraçá-la ou ser deixado para trás?

Oportunidade ou não na educação?

A popularização das tecnologias está permitindo a criação de experiências de aprendizado personalizadas para alunos e mais facilidade e acesso ao conhecimento. Para os professores, a IA vem auxiliando no gerenciamento de suas cargas de trabalho, além de fornecer análise de como os alunos aprendem.  

Se por um lado a IA já mostrou que pode ser uma importante aliada na contribuição da educação, por outro lado, se levanta uma questão importante sobre o limite dessas novas tecnologias e até ondem podem ir.  Não contribuindo para uma visão pessimista, mas a fim de lançar mais luz sobre este tema, a IA estaria se apresentando como um fator determinante para o distanciamento do verdadeiro conhecimento dos alunos? Ou deixando-os com uma capacidade “artificial de aprendizagem”, aquela falsa sensação de ter realmente aprendido algo?

Nesse sentido, recentemente um teste nos Estados Unidos provou a capacidade intelectual do ChatGPT. A ferramenta foi “aprovada” em exames de pós-graduação e em universidades prestigiadas. O teste foi aplicado com 95 questões de múltipla escolha e 12 questões dissertativas e o bot teve um desempenho suficiente para ser aprovado no curso de direito da Universidade de Minnesota.

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O impacto do ChatGPT em alunos e professores

Nos últimos meses, um número crescente de escolas e professores expressaram preocupações sobre o impacto imediato do ChatGPT nas aulas e sua capacidade de trapacear nas tarefas. Algumas escolas públicas em Nova York e Seatle já proibiram alunos e professores de usarem o ChatGPT nos distritos.  

Em entrevista à Universidade de Cambridge, Steve Watson, professor doutor e co-organizador da Faculdade Conhecimento, Poder e Política cluster de pesquisa, tem usado a teoria dos sistemas sociais para explorar o significado e a comunicação do ChatGPT. De acordo com o professor, essa nova tecnologia não deve ser vista apenas como uma ferramenta que pode criar conteúdo escrito e destaca a capacidade do ChatGPT de manipular a estrutura e a forma de informações.

“Temos que ir além de pensar puramente em termos de distopia ou impulsionamento; o ChatGPT traz novas oportunidades e nova complexidade. Até agora, tem sido retratado principalmente como uma ferramenta para a criação de conteúdo. Na verdade, gerar conteúdo é provavelmente sua função mais fraca. Onde ele se destaca é na manipulação da estrutura e da forma. Todo mundo parece estar preocupado que o ChatGPT possa produzir uma redação ou um curso que passe nos exames, mas o que isso significa é que os educadores precisam se adaptar e dizer: “OK, o que podemos fazer com isso?” reflete Steve Watson.

Já para o Vaughan Connolly, professor doutor e pesquisador com interesse no papel da tecnologia na educação, ao ser questionado sobre o debate do ChatGPT na educação, acredita que a questão deve ser pautada em torno de como essa ferramenta pode ser explorada.  

“Com seu rápido crescimento e, especialmente, o salto da versão 3 para a 4, a conversa sobre bani-lo está se tornando irrelevante. As transformações vão se acelerar à medida que esses sistemas se treinam, e de fato isso já está acontecendo. A questão não é se deve usar o ChatGPT nas escolas, mas como fazê-lo de forma segura, eficaz e adequada. As escolas precisam tomar a iniciativa e descobrir isso, ou correm o risco de colocar a si mesmas e a seus alunos em desvantagem. Eu realmente acho que essa questão é muito urgente para o setor. Preocupa-me que a mesma urgência não esteja a caracterizar a nossa resposta” explica Vaughan Connolly.

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Desafios que a IA traz, segundo a Unesco

À medida que as instituições educacionais em todo o mundo adotam a IA, enfrentam desafios significativos. A Unesco, em seu relatório “Inteligência Artificial na Educação: Desafios e Oportunidades para o Desenvolvimento Sustentável”, destaca alguns desafios cruciais relacionados à incorporação da IA ​​na educação, como: políticas públicas de IA abrangentes para o desenvolvimento sustentável; garantir a inclusão e equidade em IA na educação; preparar os professores para atuar com IA na educação e preparar sistemas que atendam às demandas educacionais; desenvolvimento de sistemas de dados inclusivos e de qualidade; fazer pesquisas significativas sobre IA em educação e ética e transparência na coleta, no uso e na disseminação de dados.

O que percebemos é que a IA é um caminho sem volta e apresenta tanto oportunidades como desafios também. A discussão em torno da IA ​​na educação deve ir além de se concentrar em restrições, mas sim em como essa tecnologia pode ser explorada de maneira segura e eficaz.



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